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Teen Vogue, NFL, Marvel e Abril: ou você lacra ou você lucra


A tendência da publicidade neste ano foi exatamente o "empoderamento", corruptela do inglês "empowerment" (também diz respeito a um conceito da administração que prega maior delegação de poderes e autonomia aos colaboradores de empresas). Sequestrado pelos justiceiros sociais, o termo empoderamento se tornou a tendência das agências. As empresas passaram a apostar na associação de seus produtos a narrativa da extrema-esquerda. Cosméticos agora quebram os padrões de beleza, coleções de roupas questionam a determinação biológica e social dos gêneros, publicações destinadas ao público infanto-juvenil combatem políticos do centro e da direita. 

Se em um primeiro momento há certo desconforto entre os consumidores e celebração por parte dos ideólogos de esquerda, fato é que este é um caminho sem volta: em um ano difícil, empresas de diversos seguimentos estão perdendo muito dinheiro depois de abraçarem os extremistas. 

Tomemos o exemplo da revista americana Teen Vogue, publicação subsidiária da Vogue destinada ao público jovem. A revista inicialmente falava sobre moda, mas depois que a editora Elaine Welteroth assumiu o comando. Ativista democrata, feminista e negra, Elaine resolveu reposicionar a publicação para que esta ficasse à sua imagem e semelhança. A última edição, por exemplo, terá como editora convidada a candidata derrotada pelos democratas, a criminosa Hillary Clinton. Será a última de fato, já que a Condé Nasty resolveu fechar a publicação que só deu prejuízos desde que virou à esquerda. O detalhe cômico foi apontado pelo youtuber Izzy Nobre: o portal The Atlantic publicou um artigo escrito por Sophie Gilbert onde a moça afirma que "a revista está dando aos seus leitores o que eles querem". Os números dizem da defunta publicação dizem exatamente o contrário.

A revista Abril também segue o mesmo caminho. Ao mesmo tempo em que lançou o portal progressista Huffington Post Brasil, em parceria com os esquerdistas do portal criado por Arianna Huffington, a Abril entendeu que o caminho estava tão a esquerda que deveriam até descaracterizar a tradicional revista Veja. O executivo Walter Longo chegou promovendo mudanças: o editor Eurípides Alcântara deu lugar ao pernicioso André Petry. Longo e demais executivos acreditavam que a revista estava muito associada ao "extremismo de direita", que isso "espantava a classe média", por isso colocaram o petista Petry no lugar. Os profissionais de perfil mais liberal foram demitidos, dando lugar a uma safra podre de jornalistas militantes. Lá se vão quase dois anos e a revista não para de patinar na lama. Enquanto isso, a Abril se desfaz de outras publicações antes de dar o golpe de misericórdia em Veja. 

E o que dizer da Marvel? Lançaram uma heroína islâmica para surfar na moda anti-Trump, criaram um Lanterna Verde homossexual, um Homem Aranha negro-hispânico e transformaram Thor em mulher. Para completar o lacre, mataram o mito do Capitão América transformando o leal soldado Steven Rogers em um nazista infiltrado pela Hydra. Não basta "empoderar", há que se destruir também o que dá orgulho ao outro lado. Como quem semeia vento colhe tempestade, a Marvel teve uma colheita amarga. Acabou que o executivo David Gabriel confessou que não há público para a lacração. 

Vimos as vendas de qualquer personagem que fosse diverso, qualquer personagem que fosse novo, nossos personagens femininos, qualquer coisa que não fosse um personagem principal da Marvel, as pessoas estavam virando o nariz contra. Isso foi difícil para nós, porque tínhamos muitas idéias frescas, novas e excitantes que estávamos tentando e nada de novo realmente funcionou…

Outro exemplo foi a NFL: inspirados no jogador Colin Kaepernick, jogadores negros passaram a se ajoelhar na hora do hino. O presidente Donald Trump expressou sua contrariedade com o fato afirmando que os jogadores deveriam ao menos respeitar o país, o hino e quem deu a vida para que os Estados Unidos fossem a maior democracia do mundo. Os protestos ficaram piores ao mesmo tempo em que os fanáticos torcedores do futebol americano passaram a queimar as jaquetas, flâmulas e camisas de seus times. Outro reflexo foi a queda no número de ingressos. Um único jogador viu suas camisetas dispararem em vendas: foi Alejandro Villanueva, ex-soldado condecorado que serviu no Afeganistão. Alejandro foi sozinho cantar o hino enquanto seus colegas do Pittsburgh Steelers ficaram no vestiário protestando contra Trump. Saldo mais que negativo para a NFL, que ainda se viu ameaçada quando Trump anunciou sua intenção de rever isenções fiscais concedidas à liga. Deu ruim. 

Mais recentemente tivemos um caso que no Brasil que não foi tão longe por causa da rapidez da empresa em se livrar do problema: o Santander havia conseguido recursos de renúncia fiscal por meio da Lei Rouanet para financiar a exposição Queermuseu em Porto Alegre. Rapidamente cancelaram a mostra e anunciaram a devolução do dinheiro não gasto para os cofres públicos. Enquanto a sarjeta composta por Huffington Post, Quebrando o Tabu, VICE e outros gritavam contra a decisão, o Santander fugia pela tangente. Quem lida com dinheiro sabe que é muito difícil obter lucro fazendo uso da agenda progressista, seja pela falta de identificação por parte do público geral ou por possibilidade de boicote causada pela indignação despertada por certas ações. Afrontar costumes, fazer politicagem barata, relativizar valores e propôr revoluções, nada disso é viável para negócios sérios. Ao fim e ao cabo vale a regra geral: ou a empresa lucra ou a empresa lacra.


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