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O tiroteio no Texas prova que desarmamentistas estão ao lado dos agressores, sejam eles, fundamentalistas, extremistas ou criminosos comuns


Outro grave atentado nos Estados Unidos, com mais de vinte mortos. Um atirador identificado como David Patrick Kelley entrou atirando em uma igreja na cidade de Sutherland Springs, no Texas. As autoridades já apuraram que Kelley não tinha ligação com grupos terroristas, ao que parece trata-se apenas de um desequilibrado sedento por sangue. 

Não era bem isso que os esquerdistas mundo afora esperavam. Os abutres pareciam mais interessados em um atirador modelo, que fosse um americano branco, cristão e conservador. Ser eleitor de Donald Trump seria um plus. 

O caso é que Kelley portava uma arma ilegal. Também sabia atirar, já que fez parte das Forças Armadas. Aos que clamam por maior controle sobre armas por parte de civis (ou mesmo aos que pregam o monopólio das armas na mão do Estado), não deu para encaixar o golpe retórico de que a legislação flexível provocou a tragédia. Houvesse uma política desarmamentista em vigor ou não, Kelley teria conseguido o fuzil. Assim como nossos traficantes nativos conseguem armas de uso restrito mesmo com um Estatuto de Defesa draconiano. A lógica não é tão difícil de ser compreendida por quem é minimamente honesto: terroristas, fundamentalistas, extremistas, assassinos em série e criminosos comuns já não respeitam as normas legais. Tanto que se apegam em um código de conduta próprio. Logo, não se importarão em quebrar mais uma lei ao fazerem uso de armas de fogo. 

Quem defende o desarmamento sabe disso, e sua intenção não é impedir tiroteios como o de Sutherland Springs, Las Vegas, Realengo ou Goiânia. Eles sabem que os monstros não irão ser desarmados. O que eles querem é desarmar a vítima. O sadismo desta gente os move no sentido de tirar qualquer possibilidade de defesa do cidadão, o que contraria frontalmente os direitos humanos. É como se alguém derrubasse as portas de um curral e amarrasse as patas das ovelhas para facilitar o trabalho dos lobos. Assim como seria cruel tirar da ovelha a única possibilidade de defesa possível (que é correr), também é um gesto criminoso querer impedir que as vítimas tenham a possibilidade de se defender ou de diminuir os estragos causados por um agressor. 

A propósito, foi justamente o que aconteceu no Texas. No estado onde os democratas não têm vez, o atirador só matou tantas pessoas por ter escolhido uma igreja (onde normalmente as pessoas estão desarmadas e menos predispostas ao confronto). Ainda assim Kelley topou com dois americanos que fazem uso dos direitos garantidos pela Segunda Emenda da Constituição Americana. De forma espontânea, ambos perseguiram o atirador e impediram que ele fizesse mais vítimas. Um deles era Johnny Langendorff, que encurralou o assassino. O outro (que preferiu se manter anônimo) foi o responsável pelo tiro fatal. Apesar da tragédia, os números foram potencialmente menores do que em um lugar com normas rígidas de controle de armas como França, Canadá ou mesmo o Estado da Califórnia. Talvez uma arma também impedisse que a estudante Kelly Cadamuro fosse morta na semana passada pelo criminoso Jonathan Pereira do Prado de forma tão covarde. Quem nega o direito de legítima defesa está simplesmente negando qualquer possibilidade de que a vítima se sobressaia ao agressor. Ou melhor: quem prega o desarmamento tem lado. Que é o do agressor, seja ele terrorista, fundamentalista, extremista, assassino em série ou um criminoso comum.

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