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O santo Barroso é irmão de advogada que atuou no golpe da JBS. Como ficam seus apoiadores?


Dias atrás comentei neste blog que na briga entre Gilmar Mendes e Luiz Roberto Barroso, o melhor era considerar que Gilmar ao menos não tem fetiches totalitários. A maioria não gostou, o que é razoável: os setores ligados ao petismo e a esquerda que não ousa dizer seu nome trabalharam arduamente nos últimos meses para desconstruir a idéia que provocou o impeachment de Dilma Rousseff: o Partido dos Trabalhadores é um partido de extrema-esquerda, por isso deve ser desmantelado. A idéia que estes grupos engendraram é que "o PT não é mais ou menos corrupto que os outros, todos são iguais". Os números já desmontam a tese, a índole apenas reafirma. Embora Paulo Salim Maluf seja corrupto, todos tinham a certeza de que ele não iria prender jornalistas ou executar opositores caso eleito para a presidência da República. Pode-se dizer o mesmo do PT?

Voltando ao caso específico de Gilmar versus Barroso, o que se viu foi "gente do bem" tomando partido do ministro que fez das tripas coração para que o terrorista e assassino Cesare Battisti ficasse impune vivendo no Brasil. Conseguiu. Agora que o caso vai ser apreciado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, é provável que o santarrão Barroso não se declare impedido, assim como foi exigido publicamente do ministro Gilmar no caso da soltura de Jacob Barata Filho.

É possível afirmar que Barroso não vai se declarar impedido neste caso porque ele não o fez por ocasião dos votos favoráveis ao acordo de impunidade premiada que o STF concedeu aos irmãos Wesley e Joesley Batista e demais executivos da JBS. Para quem não sabe, se descobriu esta semana que Barroso é irmão de criação de Fernanda Tórtima, advogada que aparece no meio do conchavo dos açougueiros.

Ocorre que a advogada é irmã de criação do ministro Barroso. É filha de uma ex-mulher do pai de Barroso. Nesta de juntar famílias, ambos estabeleceram uma relação íntima. Fernanda foi citada em matéria da Folha como a advogada que fez o elo entre o procurador Marcelo Miller e o criminoso Joesley. Foram eles que tramaram aquele flagrante armado. Miller começou a trabalhar para a JBS enquanto ainda estava no Ministério Público, em colaboração com Fernanda. Contrariando a lógica do cidadão médio, Miller deixou os supersalários e benefícios inflacionados do MP para ser advogado de Joesley. Pensem na quantidade de dinheiro! Quem o convenceu certamente foi Fernanda, a irmã de Barroso. Aliás, a situação da irmã de Barroso está se complicando. Imaginem o que o homem sancto não fará em caso de prisão da irmã... Melhor mesmo é insistir nas bravatas e nas falas empoladas, assim ninguém faz a pergunta de um milhão de dólares: como é possível que os esquerdistas Edson Fachin (ex-advogado do MST), Luiz Barroso (militante de esquerda, advogado de Battisti e advogado da Rede) e Rodrigo Janot (militante petista dentro do MPF) estão tão próximos dos implicados no escândalo da JBS?

Barroso costuma se descrever como santo, quando não passa de um enganador. Um charlatão moral. O sujeito que diz defender a ética e a moral é o primeiro a trucidar a Constituição e mutilar o direito quando quer favorecer a agenda da extrema-esquerda. Perguntem o que o sujeito pensa sobre aborto, propriedade privada, liberdade de expressão e culto... Quem quiser ter a real dimensão de como é Barroso, é só imaginar o que figuras abjetas como Tico Santa Cruz, Jean Wyllys e Guilherme Boulos fariam no STF. É exatamente o que Barroso faz.

Ainda sobre os apoiadores de Barroso, há que se separar deles um grupo em específico. Um grupo que sabe como funcionam as leis e que não age por motivos legalistas e sim por razões pessoais. Como por exemplo, os procuradores do Ministério Público Federal Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol. ambos correram para o Facebook para comentar o caso e apoiar Barroso. Seriam eles inocentes? Jamais. Deltan Dallagnol esteve no apartamento de Paula Lavigne para tomar a benção de Caetano Veloso. Por lá ouviu um pito de Caetano, que como já foi dito aqui, quer que a Lava Jato avance apenas contra os adversários do PT. Deltan parece ter entendido a ordem, já que saiu de lá disparando contra "toda a classe política" e negando até declarações feitas por ele em outros momentos da operação, como aquela apresentação de powerpoint que coloca Lula no centro da organização criminosa. Carlos Fernando é que não mudou muito, já que está próximo da Rede de Marina Silva e do Podemos de Álvaro Dias. Em resumo: só se defende alguém como Barroso se você for muito ingênuo ou muito astuto. O povo que aplaudiu Barroso era inocente, o que não é o caso de Deltan e Carlos. Estes são espertos até demais.

Daí que se concluí que a política é mais complexa e que exige mais racionalidade e menos fígado. Certamente o apoiador de Barroso, Joaquim Barbosa e Hermann Benjamim não é alguém que concorde a agenda defendida por estes senhores. Ainda assim o sujeito entende que se alguém bate boca com uma figura lamentável como Gilmar Mendes, isso só pode significar que o outro é bom. Não é. Também não se pode pensar que a disputa entre essas duas figuras significa que qualquer um que caia representará um ganho para a sociedade. Se dois agressores em potencial se atacam antes de mirar em você e é sabido que um é ladrão e o outro um louco que corta gargantas por prazer, certamente é melhor que o ladrão prevaleça. Torcer para que o serial killer corte a garganta do sujeito para que ele pague por seus crimes é facilitar para que o pior dos homens fique com caminho livre. Que isso seja levado em conta antes de santificar figuras como Barroso e outros tantos falsos profetas que surgem de tempos em tempos. 

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