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O nebuloso Janot comemorou a decisão de Toffoli derrubando a convocação de seu ex-braço direito pela CPI da JBS. Aí tem.


A Comissão Parlamentar que investiga os crimes da JBS havia convocado o procurador Eduardo Pelella para depor, mas a convocação foi derrubada após a procuradora Raquel Dodge entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para "preservar Pelella". Foi quando o ministro Dias Toffoli (aquele), derrubou a convocação. Além disso, Toffoli ainda exigiu que o presidente da Comissão senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) preste informações sobre a convocação de Pelella em um prazo de dez dias.

O exotismo de um judiciário ativista que se mete na política não é novidade, é até celebrado por figuras que se declaram como conservadoras ou liberais. Mas o estranho no episódio foram algumas reações. A procuradora-geral Raquel Dodge quer "preservar" um procurador que era simplesmente o braço direito de Rodrigo Janot no MPF, e que aparece implicado no acordo que concedeu total impunidade aos criminosos Wesley e Joesley Batista, que acabaram presos após vir a público que tudo não passava de uma conspiração oficializada pela própria PGR. Será que Raquel quer preservar a impunidade dos membros do MP que participaram da conspiração?

Mais: Pelella é casado com Debora Pelella, consultora do gabinete do ministro Edson Fachin - justamente o homem que ungiu a trama porca parida por Janot. Pelella quem informou o procurador jagunço Marcelo Miller sobre detalhes para facilitar a trama dos Batista (que de quebra derrubaria a presidência).

O caso fica pior quando o suíno Janot vai ao Twitter comemorar a derrubada da decisão. Abre aspas para Janot:


Ora só, o mesmo Janot queria que o presidente Temer fosse para o STF. Mas não quer que o seu ex-braço direito preste um simples depoimento. Ou melhor: Janot não quer que ninguém fale. O próprio ex-PGR pode ser convocado e vê na generosa decisão de Toffoli um bom precedente para fugir da sabatina na CPI da JBS.

A pergunta que deve ser feita é: o que o nebuloso Janot quer esconder das autoridades?

PS: O Toffoli que hoje livra o ex-braço direito de convocação para CPI é o mesmo que se safou de implicações legais quando Léo Pinheiro mencionou seu nome em delação. O próprio Janot fez questão não só de anular o acordo com o executivo da OAS, como também mandou triturar todas as transcrições e seus anexos. Uma mão lava a outra. 


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