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Kátia Abreu diz que PMDB é organização criminosa, mas só saiu do partido depois que foi expulsa... Algo de errado não está certo


Kátia Abreu anda atirando para todos os lados desde que foi expulsa do PMDB. A senadora conhecida como "Machado" na lista da Odebrecht (há explicações várias para o apelido) anda muito pistola por ter sido escorraçada do partido que ela própria chama de organização criminosa. Hoje mesmo foram várias publicações seguidas falando dos crimes praticados pelo partido e até mesmo a alegação de que o presidente Michel Temer seria chefe de organização criminosa segundo denúncia do ex-PGR Rodrigo Janot.


Claro, há fartos elementos de verdade. A única mentira é a indignação de Kátia Abreu. A senadora há meses ataca seus colegas de partido, já que se bandeou para os lados de Dilma Rousseff logo antes da campanha de 2014. De ruralista Katia passou a situacionista, defendendo com unhas e dentes o mandato de Dilma, até mesmo convidou a criminosa para ser sua madrinha de casamento. Por ocasião do impeachment, o posicionamento de Katia foi este:

Ah, pouco depois ela ainda participou daquele golpe encabeçado por Ricardo Lewandowski junto com Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros, Rose de Freitas, Jader Barbalho e outros abjetos que garantiram que Dilma continuasse com seus direitos políticos após a cassação do mandato.

A Kátia que bate no governo virou sabujo de Dilma depois que a presidente "Iolanda" lhe deu o poderoso Ministério da Agricultura. Começou até a defender o socialismo. Com  a queda de Dilma, a ex-ruralista se viu na incomoda posição de ter que seguir defendendo Dilma. Passou a bater ainda mais no próprio partido. Para cada ataque contra Temer, Kátia desferiu inacreditáveis zero ataques contra Lula ou Dilma. A Lava Jato passou a ser para ela o mesmo que era para porcos como Caetano Veloso, Gleisi Hoffmann e tantos outros: válida quando avançava nos adversários do petismo, inválida e antidemocrática quando se aproximava do petismo.

Ontem a honesta Kátia disse que só saiu do partido por ser ética demais para a organização criminosa de Gedel, Temer, Jucá, Cunha e tantos outros. Mas Kátia esperou ser expulsa para se retirar da organização criminosa? Normalmente as pessoas de bem saem de quadrilhas quando notam o caráter da organização, não ficam ali enquanto dizem nas ruas que "apesar de Marcola ser meu líder eu sou contra as práticas do PCC". Que tipo de mulher honesta é essa que espera ser expulsa de uma organização criminosa? Algo de errado não está certo...
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