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Folha entrega viés de redação ao revelar seu amor não correspondido por Haddad


Este blog e mais uns poucos veículos independentes sempre acusaram a Folha de São Paulo de ser um celeiro de extremistas, um antro de militantes travestidos de jornalistas. Não que exista imparcialidade ou coisa parecida, mas sim pelo fato do próprio jornal forçar uma aparência acima das paixões políticas. Normalmente quem se coloca como isento mente, e a tentativa de se colocar acima dos dos outros mortais é uma tentativa de engodo. Foi isso que implicou a Folha em um lamaçal da onde não sairão jamais.

Em artigo resposta ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o executivo-chefe da Folha Sérgio Dávila rebate afirmações do prefeito sobre o suposto "obscurantismo" da imprensa, sobretudo da própria Folha. Leia o trecho:

Fernando Haddad reclama do jornalismo. Diz que falta regulação de mercado, que os meios de comunicação funcionam como oligopólio do ponto de vista econômico e como monopólio do ponto de vista político. Que são geridos por famílias que pensam da mesma forma e têm a mesma agenda para o país, "com variações mínimas".
Diz que a abordagem dos grupos Abril, Folha e Globo em relação à administração dele oscilou da indiferença à tentativa de desconstrução de suas políticas públicas. E reclama do que chama de "segunda divisão dos meios de comunicação", em que põe, entre outros, os programas popularescos televisivos vespertinos e os talk shows de rádio, no que pode ter certa razão.
[...]Fernando Haddad reclama do jornalismo porque não admite crítica (própria ou dos outros). Ele deve ter sido o prefeito mais paparicado por jornalistas em toda a história de São Paulo.
Haddad era paparicado por jornalistas? Quem diz isso é um editor de um dos principais veículos de imprensa do país. Mas vamos adiante para uma das afirmações mais reveladoras de Sérgio sobre seus comandados:

Isso tem explicação num motivo simples: em seus quatro anos no comando da cidade, o petista governou para uma jovem elite intelectual progressista de esquerda. As Redações são formadas em sua maioria por uma elite intelectual de jovens progressistas de esquerda.
Posso falar com mais embasamento desta Folha. Em 2014, no segundo ano de governo Haddad, censo interno realizado pelo Datafolha atestou que 55% dos jornalistas da casa se consideravam de esquerda, e 23%, de centro. Indagados sobre como situavam o próprio jornal, 50% o colocavam no centro, e 30%, na esquerda.
A maioria adotava posição liberal em relação a aborto, direitos homossexuais e drogas, em números eloquentemente superiores aos da população brasileira como um todo: 82% a favor da descriminalização da maconha e 96% a favor da união civil entre homossexuais, ante 77% e 39% dos brasileiros, respectivamente. Naquela ocasião, outubro de 2014, foram ouvidos 321 profissionais, numa pesquisa com margem de erro de dois pontos percentuais.

Pois é. Os dados mostram que 55% são de esquerda e 23% de centro. Considerando a distorção do que é chamado de centro por aqui e da quantidade de oportunistas de esquerda que assim se define enquanto fazem pequeníssimas concessões ao liberalismo, podemos afirmar que 78% da redação da Folha é composta por militantes de esquerda. Outro fato curioso revelado pelo editor diz respeito a maneira como o jornal cobre política em governos que contam com a simpatia dessa redação vermelha e dos que são rejeitados por estes 78%.

O resultado era palpável nas páginas do jornal, por mais que os profissionais se empenhassem em fazer valer o princípio de apartidarismo que é pilar do Projeto Editorial da Folha. Levantamento feito pelo Banco de Dados em agosto de 2017 dá conta da distorção.
Comparou-se a cobertura da Folha dos seis primeiros meses da gestão de Fernando Haddad com a cobertura de igual período da administração João Doria. Em seu semestre inicial, o petista teve 619 menções no jornal. Delas, 443 podem ser consideradas de efeito neutro (72%), 83 de efeito positivo (13%) e 93 (15%) de efeito negativo. O tucano, por sua vez, teve 1.027 menções em seus 180 dias inaugurais, das quais 683 (67%) neutras, 54 (5%) positivas e 290 (28%) negativas.
[...]Depois, à parte a dominância bem-vinda dos índices de neutralidade em um caso e outro (72% para Haddad e 67% para Doria), impressiona como os percentuais de menções negativas e positivas se invertem: a proporção de textos de leitura negativa em relação ao tucano (28%) é quase o dobro da do petista (15%), enquanto a proporção de textos de leitura positiva em relação ao petista (13%) é quase o triplo da do tucano (5%).
Os tais dados neutros apontados por Sérgio merecem melhor apreciação. Virou piada a tentativa de profissionais de imprensa em demonizarem o prefeito de São Paulo em seus primeiros meses, com muitos elaborando ataques retóricos com base em realizações da gestão anterior. O ridículo foi tamanho que a Folha chegou a reclamar que o prefeito não havia colocado cinto de segurança antes que seu motorista desse partida no carro. 
Sem mais delongas, o importante é que agora temos uma prova real da falsa parcialidade da Folha de São Paulo. Não é necessário mais do que isso para provar que o jornal é repleto de tietes de carniceiros, de fundamentalistas políticos e prostitutas ideológicas. Um veículo que, como já foi dito aqui, utiliza contra seus desafetos certos subterfúgios que não foram pensados nem pelos nazistas.
Como dito anteriormente, ninguém é parcial e se posicionar em qualquer ponto do espectro político não é crime. O que é criminoso é o estelionato intelectual, como o de um veículo que se diz imparcial enquanto faz panfletagem. É falso sobretudo porque a sobrevivência da Folha depende do número de pessoas que ela consegue enganar com seus ilusionismos. É assim como o sujeito que faz o jogo da bolinha escondida no copo. O crime não é a aposta, mas sim o fato de que estes sujeitos geralmente enganam os transeuntes fingindo que realmente se trata de uma aposta justa, não de uma armação onde a banca sempre ganha. Com a Folha é igual: se o veículo do "Otavinho" Frias Filho ousasse se posicionar como de fato é, talvez enfrentasse os mesmos perrengues financeiros que a Carta Capital. Por enquanto a Folha fica apenas com a vergonha de fazer textão para reclamar que seu amor por Fernando Haddad não é correspondido. Considerando a degeneração de seus jornalistas, esse amor bandido durará para sempre. 

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