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Um país que aplaude Barroso como ícone da moral merece ser estudado


Ontem se viu um episódio bizarro no Supremo Tribunal Federal, quando o ministro Luiz Roberto Barroso saiu aclamado por parte significativa da sociedade em seu confronto com seu colega Gilmar Mendes. Há muito que não se vê tamanha loucura nestas terras. Entender a "treta" dos ministros como "a luta do ministro guerreiro contra o grande dragão da maldade" é uma histeria doentia que só tem paralelo histórico com a Revolta da Vacina, logo no começo do século passado. 

Sim, aquele espírito está de volta. Mas é loucura pura e simples. Ainda que Gilmar tenha tomado posições completamente questionáveis, nem de longe ele é o pior daquela corte. Colocar um monstro moral como Barroso no altar é uma crença ainda mais falsa do que o Bezerro de Ouro dos Hebreus: estão rendendo graças a um canalha defensor de tudo que há de podre na agenda da extrema-esquerda. 

Barroso e gente da laia de Luiz Fux, Rosa Weber, Edson Fachin e outros nomes detestáveis daquela casa são partidários do ativismo judicial. Utilizam suas cadeiras para avançar na agenda dos partidos radicais, com o bônus de não serem alcançados pelo poder das urnas. Passe este e o próximo governo, eles estarão em segurança no abrigo de seus cargos, implementando toda a sorte de indignidades sem correr o risco de serem rejeitados no próximo pleito. Aliás, é isso que muitos puritanos e jacobinos não conseguem compreender: políticos corruptos como Paulo Maluf ou Fernando Haddad podem ser parados nas urnas. Já os membros do judiciário e do Ministério Público não param, além de não serem removidos de seus cargos. 

Falando em membros do MP, notem a reação baixa dos procuradores Deltan Dallagnol e Carlos Fernando dos Santos Lima saíram em defesa de Barroso. Deltan é aquele que foi como cachorrinho pedir a bênção de Caetano em seu covil. Acabou tomando um pito de Caetano na frente de Paula Lavigne. Motivo: perseguição do MPF contra Lula. Caetano acha que a Lava Jato deve servir apenas para prender os adversários do petismo. Dallagnol aceitou o puxão de orelha e saiu de lá resignado como os moleques otários de escola que começam a puxar o saco dos populares e dos valentões em troca de migalhas de atenção como andar com eles no recreio. Definitivamente Deltan não tem fibra moral para nortear uma posição. O outro mais sinistro é Carlos Fernando, o marineiro do MPF. Já mentiu em diversas ocasiões para passar pano para a esquerda, além de ter defendido os artistas do MAM e Queermuseu contra a "onda conservadora". Ah, o janotista Carlos Fernando também defendeu Caetano, além de ser um progressista de última linha. Daí pouco importa o que eles fizeram na Lava Jato, já que são regiamente pagos pago para isso. Não fizeram mais que a obrigação, logo não podem usar as credenciais de heróis para influenciar no debate público.

Voltando a Barroso, é inacreditável ver o chamado cidadão de bem defendendo este canalha. Dia desses critiquei o conservador João Pereira Coutinho por conta de um lamentável artigo na Folha onde diz que um país que tem Alexandre Frota como ícone conservador merece ser estudado. Mantenho a crítica, já que Coutinho parece ter se informado das questões do MAM e Santander apenas pela Folha de São Paulo e Globonews, assim como fez quando apoiou Hillary Clinton nas eleições americanas. Agora é fato que o Brasil merece ser estudado. Um país que reverencia o abortista advogado do terrorista Cesare Battisti como ícone da moral é um país doente. Se há um motivo para o Brasil ser estudado, o motivo é este, já que há poucas pessoas tão deploráveis emporcalhando as instituições como o senhor Barroso no STF. Você pode até não gostar do debochado Gilmar Mendes, e deve se indignar contra imposturas que ele toma em diversos casos. Mas isso é muito diferente de fazer de Barroso um herói. 


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