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Quem tem que se explicar sobre a tragédia de Goiânia são os defensores do desarmamento e da impunidade para criminosos menores de idade



Assim como a herpes se manifesta quando a imunidade baixa, também os ideólogos da extrema-esquerda aproveitam momentos de fraqueza para avançar em suas agendas em meio ao caos difuso. Com a tragédia da escola de Goiânia não poderia ser diferente. Aliás, os oportunistas aproveitaram para atacar as diversas frentes possíveis: por meio da defesa do estatuto do desarmamento e de uma discussão enviesada sobre o bullying onde podem atacar Danilo Gentili e seu filme Como se tornar o pior aluno da escola. Mas são os são os defensores do desarmamento e da impunidade para criminosos menores de idade que deveriam se explicar sobre aspectos envolvidos na tragédia.

A primeira é um argumento clássico: ora, imagine quantas tragédias mais não teríamos se o cidadão comum possuísse maior acesso a armas de fogo? A solução é restringi-las mais ainda. Já a segunda é um pouco mais elaborada: passa pela demonização de um agente proeminente no meio artístico que costuma ser estridente nas críticas ao espectro socialista. Como ele lançou um filme completamente politicamente incorreto, talvez a solução seja desgastar sua imagem. Sobretudo por ele ter se tornado um agende perigoso ao assimilar a dinâmica do jogo e causar danos letais em adversários (o ex-jornalista Diego Bargas que o diga).

Parece óbvio, mas não é o caso de se discutir desarmamento. Pelo contrário: se escolas possuíssem seguranças armados, provavelmente a tragédia não teria acontecido. Ou mesmo soluções mais simples como uma segurança reforçada. Vejam só: ambos os assuntos despertam oposição das esquerdas. Há muitos deles que alegam que não é bom expor crianças ao contato diário com armas de fogo. Daí fica fácil para um maluco fazer o maior número vítimas possível.

Da mesma forma não há que se falar em desarmamento ou usar o caso como exemplo. O garoto é filho de militares e roubou a arma dos pais. O que será feito para evitar algo do tipo, proibir que militares tenham porte de armas? O correto mesmo seria a punição de qualquer cidadão que permita que seus filhos subtraiam suas armas de fogo, uma vez que o direito ao porte pressupõe responsabilidade sobre o objeto. Da mesma forma como deveriam ser punidos aqueles adultos cujos filhos menores de idade utilizam seus automóveis.

Não se pode culpar o bullying, as armas ou o que quer que não seja o indivíduo autor da ação. Este sim é o agente principal, o responsável por todos os fatos trágicos que sacudiram a rotina daquela comunidade. Foi ele que não demonstrou respeito algum pelas vidas de seus colegas, de seus familiares e amigos. Tão perturbado era o garoto que até confessou aos policiais que pretendia atirar apenas em seus supostos agressores, mas que seguir disparando contra outras pessoas por estar possuído pelo desejo de matar. Por acaso ele teve acesso a uma arma de fogo para dar vazão os seus delírios, mas bem poderia ser uma faca, uma lança, uma tesoura, pedra ou o que quer que fosse suficiente para dar cabo da vida humana.

Daí vamos a outro ponto fundamental: alguns crimes não são passíveis de prevenção. Por pior que seja, não é possível prevenir atentados como o de Las Vegas, ou mesmo alguns casos chocantes de violência sexual, crimes passionais violência contra crianças. São crimes onde pessoas até então sem nenhuma suspeita ou histórico praticam barbaridades. A única saída para estes casos é a punição, onde o estado brasileiro falha de maneira grave graças à interferência de monstros militantes tão nefastos quanto os autores materiais dos crimes. Se o garoto subtraiu a arma e tirou a vida de colegas, o mínimo que deveria ser feito era a prisão preventiva antes de um julgamento para decidir quantos anos aquele agressor ficaria fora do convívio com a sociedade civilizada. Mas o que acontece é que o pequeno psicopata de Goiânia gozará ao máximo das favoráveis condições que nossos esquerdistas oferecem para a garantia da impunidade.

Sim, ele não será preso. Deverá cumprir um tempo de "ressocialização" (por hora o Ministério Público pediu quarenta e cinco dias de detenção temporária em local afastado de outros para garantir a "segurança do menor", que poderá sofrer represálias de outros internos por ser filho de militares). Como não há nada ruim que não possa piorar, é bom saber que o jovem que atirou contra supostos agressores e contra inocentes apenas por "desejo de matar" não poderá sequer ser identificado. Sua identidade será protegida debaixo de sete chaves. Impune e protegido pelo anonimato estatal, este jovem poderá fazer o que bem entender da vida. Inclusive ingressar na polícia ou no exército, onde terá contato com armas ainda mais letais do que a encontrada me sua residência. Aliás, o motivo de bullying fica mais controverso a medida que as investigações avançam. Uma aluna até já confessou que foi ameaçada pelo atirador.

É claro, os ideólogos da barbárie não querem discutir nada disso. Preferem falar em bullying para atingir um humorista que não se verga ao mesmo tempo em que utilizam uma brutalidade como estas como espantalho contra a revisão do estatuto do desarmamento. Nenhum deles tocará nos pontos levantados pois a eles não interessa a verdade, apenas o controle social.

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