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Os “progressistas” estão rindo de alguns usuários que confundiram a referência ao Pink Floyd com o movimento LGBT... E quem disse que alguém é obrigado a conhecer o Pink Floyd?


A notícia mais compartilhada do dia pela extrema-esquerda que se esconde por trás da máscara de “progressista” foi a da ignorância dos que criticaram a propaganda do Polenghinho no Facebook por confundirem uma referência ao álbum Dark Side of The Moon (do Pink Floyd) com uma adesão ao movimento LGBT. No programa Jovem Pan Morning Show, o apresentador Edgar Picolli ria de maneira forçada e supostamente irônica, enquanto Ruth Manus escreveu no Estadão que isso é o resultado da “falta de leitura”. Houve ainda um cem número de progressistas atacando a ignorancia de quem não conhece a banda e se move apenas pelo ódio. 

Mas a pergunta básica é bem outra: alguém é obrigado a conhecer Pink Floyd? 

Este episódio quase anedótico tem servido para que estes mesmos radicais rotulem o grosso da população que criticou as exposições Queermuseu e La Bête. É o espantalho da falta de cultura para justificar uma agenda política. Isso fica bem claro pelas tentativas de “lacrada” que pipocaram nas redes sociais. Fica evidente a tentativa de limpar a barra de empresas como OMO Brasil, Santander, Avon e outras que seguiram o caminho dos justiceiros sociais em suas ações de publicidade. 

É fácil desmontar o embuste: Conhecer uma banda de rock não é sinal algum de erudição, assim como desconhecer não influencia em nada os predicados intelectuais de um indivíduo. Conhecer uma banda também não é sinal de distinção aristocrática. Eu mesmo já fui interpelado por uma senhora que fazia a limpeza de uma empresa onde trabalhei sobre a camiseta do Pink Floyd. Elucidei o fato para ela e segui. Sem é claro, supor que a boa mulher fosse um ser desprezível, retrogrado, execrável e fascista que tornava clara sua ignorância ao desconhecer uma banda clássica. 

É importante entender as motivações deste caso: quando as críticas contra Santander Cultural, MAM, Avon, Globo e a máfia dos artistas do 342 se tornaram alvo da ira dos bons, o primeiro argumento utilizado foi de que estas pessoas não deveriam se meter no assunto. Alguns extremistas de esquerda mais exaltados sugeriram que essas pessoas sequer deveriam ter voz. Para eles, as diversas Donas Reginas devem apenas financiar suas orgias e sustentar suas performances ideológicas. Só quem pode ter voz no debate público são os bolivarianos, os Black blocs, os defensores de ditaduras, os ideólogos do caos e os redentores da barbárie. Apenas eles. O episódio do Polenghinho é apenas um dos botes salva-vidas para uma narrativa totalitária que defende que uma nomenklatura tupiniquim mande no país em nome de uma suposta superioridade intelectual. 

Curioso nesta discussão é que aqui não se aplica a máxima do comunista Paulo Freire de que “não há saber mais ou saber menos, apenas saberes diferentes”. Esta é a mesma esquerda progressista que questionou a atenção dada a trágica morte do sertanejo Cristiano Araújo em 2015. Na época estes abutres disseram não compreender tamanha comoção com um cantor desconhecido. É a síndrome de Pauline Kael, a jornalista do The New Yorker que se surpreendeu com a vitória de Richard Nixon porque ela não conhecia ninguém que votaria em um republicano. Ou seja: ela tomou a própria realidade como um fato universal. Parte dos que estão viralizando a notícia sobre a confusão com a publicidade da Polenguinho se comportam desta forma, destilando preconceito contra a maioria da população que talvez nunca tenha ouvido falar de Pink Floyd (parte expressiva continuará sem saber mesmo depois desta polêmica). Há também uma parte minoritária que sabe que esta é uma visão preconceituosa, elitista e empiricamente insustentável. Mas esta parcela seguirá reforçando estas teses para demonizar seus adversários ideológicos, mentindo de maneira consciente e estabelecendo falsas equivalências para retratar os críticos de exposições macabras como gente tosca, ignorante e com tendências autoritárias. O que importa, amigos, é vencer a guerra cultural.

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