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É engraçado ver a Globo se vangloriando de seu público ao mesmo tempo em que o grupo é obrigado a fechar a Época por falta de leitores

A Rede Globo resolveu se vangloriar de seu público em recente campanha publicitária onde debocha dos críticos citando o suposto número de cem milhões de telespectadores diários. Segundo a emissora, mesmo os críticos assistem seu conteúdo. Bom, há controvérsias. O império foi construído por meio do monopólio, da troca de favores com governos, da corrupção e da promoção de uma agenda criminosa. Daí fica fácil conquistar a maioria. Seja na produção artística, no jornalismo, no esporte ou em publicações impressas, a marca da Globo é a marca da vergonha, do conchavo e do cinismo.

Os números também podem ser contestados pela metodologia aplicada. Como se consideram estes números? O cidadão tem opções para fugir da Globo? Essa audiência é espontânea ou são apenas desavisados que deixam a televisão sintonizada no canal enquanto fazem as unhas, discutem política ou qualquer outra atividade cotidiana que por mais banal tenha importância muito maior que as tentativas de dominação por parte da família Marinho e seus lacaios?

Bom, o fato é que a Globo já não é mais aquela. Em outros tempos a emissora jamais perderia tempo com críticos. Em momento alguns seus executivos mobilizariam o departamento de marketing para salientar a inquestionável onipresença da emissora e de seus tentáculos na vida do brasileiro. O que a Globo fez agora foi passar recibo de sua fraqueza. A Vênus Platinada sentiu o duro golpe da hashtag #GloboLixo nas redes sociais e da matéria feita pela rival Record sobre suas movimentações alinskyanas. Não que a Globo não soubesse da ojeriza que suas pretensões despertam, é que nunca viu contra si uma oposição tão coesa, organizada, incisiva e letal quanto agora. Mas é claro: além de assinar recibo de que foi atingida pelas críticas ácidas de milhões de brasileiros, a Globo passa o vexame de demonstrar força justamente no momento em que é obrigada a extinguir a versão impressa da revista Época por conta da escassez de leitores. Notem que foi a publicação que mais levantou a bola para o petismo, além de seus diretores terem servido como cavalos de santo de Rodrigo Janot em sua fracassada tentativa de golpe. A Globo é um leão velho, que doente e desdentado tenta rugir para mostrar que ainda tem alguma força.

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