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A verdade é que o Senado não fez nada de errado ao manter o mandato de Aécio


O brasileiro está de ressaca, mal humorado com o resultado da sessão do Senado Federal em que quarenta e quatro senadores entenderam que o mandato de Aécio Neves deveria ser mantido. Caiu a decisão do Supremo Tribunal Federal que o retirava do Congresso, assim como as sanções alternativas que o impediam de sair do país e o obrigavam a se recolher em casa no período noturno. Nas ruas e nas redes só o que se vê é revolta e indignação. E muito cinismo por parte dos apologétas do caos. 

O fato é que o Senado agiu de maneira extremamente correta. Um parlamentar eleito pelo voto popular não pode ser alvo de justiçamento por quem quer que seja. Mesmo se for o Aécio. Também não cabe ao STF tirar mandato conferido pelo voto, menos ainda se meter em assuntos que não lhe dizem respeito. Primeiro por questões legais (há separação dos poderes, que é garantida pela Constituição) e segundo por lógica: que moral tem aqueles senhores para se lançarem ao posto de justiceiros de toga?

Quem escreve estas linhas não tem dúvidas de que Aécio é corrupto, mentiroso, traidor, covarde, mesquinho e desprezível, um sujeito tão medíocre que trocou a possibilidade de ser presidente por um prato de lentilhas oferecido pelo petismo .Sim, boa parte dos atos criminosos do tucano foram praticados em concessões petistas. Foi Lula quem manteve Dimas Toledo em Furnas a pedido de Aécio, assim como foi o governo petista que permitiu que o senador exercesse influência até na nomeação da presidência da Vale. A cassação é pouco para Aécio, o que ele merece é uma pena de quarenta ou cinquenta anos. Mas que seja pela via legal, não pelas mãos de gente como Luiz Roberto Barroso e Luiz Fux. 

Do ponto de vista básico, sabemos que não é função do Judiciário legislar. Mas não é o que tem sido visto nestes tristes trópicos, onde militantes políticos que não passaram pelo crivo do voto querem decidir os rumos dos pais a partir de seus gabinetes. Daí vamos ao aspecto político da coisa: o execrável Aécio é culpado de tudo o que foi atribuído a ele, há fartas provas disso. Mas não há condenação. Em que democracia do mundo alguém que não foi condenado passa a ter a liberdade restringida antes da conclusão do processo? Outra pergunta: não parece contraditório que Aécio seja afastado do mandato sem a devida cassação e obrigado a cumprir uma espécie de regime semi-aberto sem condenação ao mesmo tempo em que um condenado que chefiou o maior esquema de corrupção da história do Ocidente se organize para disputar uma eleição presidencial? 

Para Aécio vale o mesmo que para Temer: são alvos fáceis para a extrema-esquerda. Eram considerados quando serviam para os planos dos bolivarianos tupiniquins, cada um com sua colaboração oficial ou não. Bastou uma mudança de cenário para que seus serviços fossem esquecidos. Como a direita não costuma fechar com bandidos e a esquerda só fecha com quem é do bonde, então é fácil explicar a ojeriza que essas duas figuras despertam. É fácil massacrar estas figuras débeis e covardes, estes medrosos que por tempo serviram de apoio ao plano criminoso de poder e que hoje são mais apedrejados que a Geni. Mas é a Lei?

Nós liberais e conservadores prezados pela democracia e pelos direitos humanos. Mesmo para nossos adversários. Mas por vezes somos bovinos demais para enxergar o que se passa em nossa cara. Vejam só os progressistas do Quebrando o Tabu, aqueles falsos defensores dos direitos humanos que estão simplesmente pedindo que os direitos humanos do cidadão Aécio sejam violados. É correto caminhar ao lado desta escória? O que podemos concluir de algo que é demandado por petistas, psolistas, redistas e demais fascistas? Algo surgiu das mãos do mesmo senhor que defendeu a impunidade do terrorista italiano Cesare Battisti, o hoje ministro do STF Luiz Roberto Barroso? Algo de errado não está certo. 

O que a extrema-esquerda tem feito de algum tempo para cá é tomar para si o protagonismo da defesa da moral e da ética. Ou melhor: eles fingem defender a moral e a ética. Seja o senador Álvaro Dias (que indicou o ex-advogado do MST Edson Fachin para o STF), seja os bolivarianos Randolfe Rodrigues e Alessandro Molón defendendo a Lava Jato depois de elogios e fotos com Nicolás Maduro (que diz que a operação é uma conspiração urdida pelos imperialistas norte-americanos), seja duas figuras detestáveis como o bolivariano Barroso e Luiz Fux, aquele que beijou o pé da criminosa Adriana Anselmo para agradecer a indicação ao STF e que fez campanha para que o governador criminoso Pezão nomeasse sua filha para o cargo de desembargadora pelo quinto constitucional.

É fácil ser moralista de garganta. Qualquer objeção contrária aos métodos torna seu adversário em alguém indigno que defende a corrupção. Mas o que estes mesmos senhores dizem de Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin, Renan Calheiros, Roberto Requião e tantos outros que emporcalham a política brasileira? Terão seus mandatos cassados com base em denúncias? Serão colocados em regime semi-aberto antes da condenação? E sobre Lula? Vale o mesmo para o réu dos mil processos? Recentemente a defesa de Lula apresentou até documentos falsos para justificar o uso de um apartamento. Nem esta tentativa de obstrução da Justiça não foi suficiente para colocar Lula atrás das grades. Por falar em Lula, há quem compare Aécio com Delcídio. Isso só pode ser entendido como burrice ou má-fé, já que Aécio foi envolvido nas investigações e aparece em gravações da turma de Rodrigo Janot. Delcídio foi bem pior: foi preso em flagrante tentando dar fuga ao criminoso Nestor Cerveró para evitar uma delação que comprometesse Lula e Dilma Rousseff. O próprio Delcídio revelou essa informação, e nem por isso Lula e Dilma foram para a cadeia. Delcídio só foi enquadrado por ter sido pego em flagrante. O que dirão as virgens de prostíbulo sobre todas estas coisas? 

O caso é que temos que pressionar pelo cumprimento da Justiça, mas não a justiça dos tribunais de exceção ou dos comitês revolucionários. Temos que lutar pela nossa Justiça, aquela que respeita o Estado Democrático de Direito (talvez uma das maiores conquistas do Ocidente, o que nos separa de certos bárbaros e de seus julgamentos tribais). O pior que pode acontecer com este país é dar ainda mais poderes para monstros como Barroso, Fux, Marco Aurélio, Rosa Weber e cia. Aliás, vale o mesmo para o MPF, lar de Janot, Deborah Duprat e outros monstros. Unidos, o judiciário e o MPF querem impor ao país pautas como o assassinato de crianças ainda no útero, a doutrinação nas escolas, o aparelhamento dos órgãos públicos e o inchaço da máquina pública. Nos querem de joelhos. O caminho mais rápido para se tornar uma Coreia do Norte é dar poder aos abomináveis militantes que desejam um mundo feito a sua imagem e semelhança.

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