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A revista Veja e a “Ameaça André Petry”


A risível capa da revista Veja se tornou piada. No afã de atacar o deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro, a revista publicou uma das matérias mais execráveis da história do jornalismo brasileiro. 

Este blog nunca apoiou Jair Bolsonaro por não ter afinidades com certas posições nacionalistas do parlamentar e por sua visão personalista da política. Como atuamos no campo democrático, a crítica vem em tom de debate de idéias. Isso passa longe do que é feito na mídia tradicional, como falsas acusações de racismo, associações mentirosas com nazismo e fascismo e até incentivo a violência. 

Vejam só o caso da Veja: trata a eleição de um presidente como ameaça direta ao processo democrático. É óbvio que a possibilidade de um autocrata ser conduzido ao poder pela via eleitoral é uma realidade possível. Mas não é o que se desenha na conjuntura atual, a menos que o objeto da matéria fosse o criminoso Luís Inácio, chefe de organização criminosa já condenado em primeira instância. É ele que fala abertamente em prender opositores, investigadores do Ministério Público Federal e jornalistas. 

É bom que se diga: não se viu reação semelhante da revista quando o chefe de facção criminosa proferiu esta última ameaça ao estado democrático de direito, afirmando que se eleito poderia prender os que afirmam que ele será preso pela Operação Lava Jato. Por óbvio que não: o editor-chefe da decadente publicação é tiete do lulopetismo. 

Sim, André Petry sempre foi conhecido por suas posições políticas. Sempre apresentado como seguidor de Lula, o jornalista nunca fez o menor esforço para negar sua posição de sabujo. Depois que Eurípedes Alcântara deixou a publicação, o determinado seguidor do culto decidiu que iria fazer da revista a Cartago do Petismo: naquela terra não nasceria nem grama. Parece que está fazendo um excelente trabalho ao transformar uma revista combativa em cadela renegada do partido do plano criminoso de poder. 

Quem acompanhou a cobertura suja e venal da revista sobre o caso Santander Cultural pode contemplar com seus olhos todo o chorume que vaza daquelas páginas. Petry arregimentou para si um time de militantes de redação capazes de tudo pelo chefe espiritual da seita. A Veja foi um dos veículos que mais se esforçou em fabricar o factóide de que o Movimento Brasil Livre era o grande responsável pela revolta com o conteúdo da exposição, uma tentativa clara de personalizar a polemica e atribuir um caráter obscurantista ao episódio. Não era mais o povo, e sim o MBL. Daí ficaria fácil tratar o movimento como “ameaça a democracia”. 


Pois é. Petry parece ter aprendido direitinho com Saul Alinsky. Pena que não funcionou. 

Ah, este rótulo de “ameaça” é requentado: a revista também fez uma capa onde dizia que os presidenciáveis contavam com suas próprias gangues virtuais. Ao MBL e Doria restou a acusação de “invasão de privacidade e constrangimento de uma jornalista” por dois motivos claros: primeiro pela constatação de que a jornalista Camila Olivo mentiu sobre o episodio dos jatos de água em moradores de rua na Praça da Sé. Segundo pela divulgação de que a mentirosa da CBN era militante de extrema-esquerda e admiradora da tática Black bloc. Como falar em constrangimento ao expor algo que a própria moça havia publicado em seu perfil no Twitter. 


A revista Veja não é mais revista, e sim uma fossa de onde jorram os mais lamentáveis detritos. Petry foi bem-sucedido em transformar aquilo em um pântano malcheiroso. Como um adolescente escroto que tenta se enturmar com alunos populares, Petry faz a Veja lamber os pés de Lula e renegar a própria história. Não contente, se dispõe a fazer serviços próprios dos blogs sujos como Diário do Centro do Mundo (daquele tarado por selfies de academia). O que a publicação recebe dos veículos lulistas já consolidados é o desprezo e a chacota, como se vê nesta publicação do Brasil 247. Podem aguardar 2018. Se Lula conseguir aplicar um drible na justiça ou se conseguir que seus infiltrados colaborem em sua fuga, ouviremos André Petry falando por meio de sua revista suja (ou por meio de algum dos jagunços que agora escrevem matérias ali) que quando Lula fala não se ouve voz de homem, mas voz de Deus. 

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