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Sobre a matéria da Folha: se houvesse crime, talvez fossemos defendidos por alguns jornalistas da redação.


Semana passada mencionei neste blog a curiosa conversa que tive com um jornalista da Folha de São Paulo, um sujeito chamado Artur Rodrigues. Ele queria saber sobre minhas funções como Supervisor de Cultura na Prefeitura Regional Sé. Como um delegado se dirigindo a um criminoso apanhado em flagrante, ele me enviou perguntas capciosas que foram respondidas em nota. 

Bom, pelo conteúdo do que foi publicado hoje na Folha ele não parece ter ficado muito satisfeito com a resposta. Segundo ele, “extrema-esquerda é o termo que o MBL e sites associados utilizam para desqualificar jornalistas que fazem matérias críticas ao prefeito de São Paulo”. Na verdade não é isso. “Extrema-esquerda” é justamente onde se enquadram jornalistas militantes que fazem da mentira uma arma ideológica, ou que tentam criar constrangimentos por meio de matérias toscas. “Extrema-esquerda” não é uma expressão inventada pelo movimento (que ao contrário da Folha não dispõe de um manual de redação sobre como blogueiros devem se expressar). O termo “extrema-esquerda” é usado no Ocidente para descrever grupos ideológicos que se posicionam a esquerda do próprio socialismo. Pelo que li nas últimas horas sobre Artur Rodrigues, vi que é um sujeito articulado. Ele sabe que para além de definições filosóficas, sociológicas, políticas e históricas do termo, existe algo palpável e real que é o radicalismo de esquerda. Fica claro que o jornalista sabe da existência da extrema-esquerda, ainda mais para quem trabalha em uma redação que recorre com frequência ao termo “extrema-direita”. Se existe o radicalismo de um lado, é óbvio que existirá do outro. Só um estelionatário nega isso. 

Fiquei realmente impressionado pelo jornalista ter levado quase cinco meses para descobrir algo que foi divulgado por mim no blog assim que aceitei o convite. Como sou um cidadão dotado de direitos civis, políticos e religiosos, com endereço fixo, sem antecedentes criminais e cujo maior crime talvez tenha sido roubar no truco, não há impedimento legal algum na contratação. Também não há impedimento técnico, visto que minha formação é voltada para atuação na gestão pública. Mas o jornalista não entende assim, tanto que resolveu pegar no pé do amigo Cauê Del Valle por este ter aceitado ingressar na administração pública recebendo um salário menor. Se houvesse crime, talvez fossemos defendidos por alguns jornalistas da redação. 

Não lembro de Artur Rodrigues fazendo tais questionamentos em outras gestões, sobretudo na administração do prefeito mais querido pela redação da Folha. Claro, um conservador como eu respeita o exercício da cidadania e a liberdade de imprensa. Mesmo quando o tal profissional de imprensa é admirador de figuras que odeiam a liberdade de imprensa, como Carlos Mariguella. Mesmo para jornalistas da Folha de São Paulo. Podem perguntar, eu respondo.

Ao contrário dos que são queridos naquele antro, perdão, redação, não tenho ficha suja. Posso viajar para qualquer país ou lugar sem comunicar a polícia. Não me aproprio de recursos públicos para fins pessoais, ideológicos ou partidários. Tenho formação para exercer meu cargo, custeada com dinheiro próprio. Também tenho plena ciência de minhas capacidades mentais, ao contrário dos que admiram ditadores carniceiros enquanto fingem defender a democracia e os direitos humanos. Mais importante ainda: não preciso recorrer a mentira ou ao estelionato para combater adversários ideológicos, muito menos mobilizar dezenas de profissionais em caçadas políticas. Pois é, tempos atrás um jornaleco da capital precisou de mobilizar mais de três supostos profissionais para atacar movimentos democráticos apenas porque “vendiam camisetas, adesivos e outras quinquilharias sem nota fiscal APESAR de se dizerem contra a corrupção”. Claro, os tais militantes que atuam no veículo defendem a tese mentirosa de que um grande líder está sendo injustamente perseguido pelas elites por amar demais o povo. Errado é quem vende adesivo sem nota fiscal ou quem ocupa postos em gestões públicas de maneira responsável. Estes monstros não merecem perdão. 


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