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Se o relatório da PF estiver correto, Miller e Janot devem ser presos e investigados

Notícia obtida pela revista Veja

Para a Polícia Federal, o gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não só tinha conhecimento de que o ex-procurador Marcello Miller trabalhava para a JBS como sabia que ele vinha atuando “de forma indireta” no acordo de delação premiada firmado pela cúpula da empresa.
As evidências disso, de acordo com os policiais encarregados da investigação sobre uso de informação privilegiada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, estão em mensagens trocadas por Miller com os principais dirigentes da companhia. O ex-procurador participava de um grupo de WhatsApp com os Batista e diretores da JBS.
Uma das mensagens mais reveladoras, na avaliação dos investigadores, foi enviada pelo ex-procurador ao grupo na quarta-feira 5 de abril. Era o último dia de vínculo formal de Miller com o Ministério Público Federal. Com sua exoneração já publicada no Diário Oficial, para se desligar por completo ele só precisava concluir um período de férias atrasadas. Apesar disso, diz a PF, já estava servindo aos interesses da JBS havia algum tempo.
As trocas de mensagens mostram Miller orientando os irmãos Batista quanto à melhor maneira de proceder nas tratativas com o gabinete do procurador-geral da República para fechar o acordo de delação. A sequência começa com a advogada Fernanda Tórtima, contratada pela JBS. Ela informa ao grupo que o gabinete de Rodrigo Janot havia convocado Joesley para prestar depoimento dois dias depois. Os demais participantes estranham a convocação, porque os detalhes do acordo de delação ainda não tinham sido acertados – a assinatura ocorreria só um mês depois.

Olhem que coisa curiosa: cada vez fica mais evidente que Rodrigo Janot sabia que Miller colaborava com os criminosos da JBS. Tomando por base a linha do tempo e outras estripulias feitas por Janot, fica claro que ele sabia de tudo o que acontecia. O próprio chegou a bater no peito em uma discussão com Rachel Dodge, afirmando que "ele era o PGR e sabia de tudo o que acontecia na Lava Jato e no Ministério Público". Tanto é verdade que assim que suspeitou da aproximação do procurador Angelo Goulart com Rachel Dodge tratou de enquadrá-lo. Logo depois Angelo seria preso pela Lava Jato, sendo apontado como "o procurador que estava no bolso da JBS". Até o momento o único procurador encontrado no bolso da JBS foi Marcelo Miller, mas este não passou no radar seletivo de Janot. Estranho. 

Agora que estamos vendo a tentativa de descolamento de Marcelo Miller e da JBS, temos Janot sob suspeita. Seu braço direito já não nos deixa dúvidas. Vamos falar mais claramente: se o relatório da PF estiver correto, significa que toda a equipe de Janot sabia da associação entre Miller e a JBS para obstruir a Justiça. Sendo Janot um homem que conduzia sua entourage com mão de ferro, então ele também tinha conhecimento e dele pretendia se beneficiar politicamente (fato este que motivou a ação de Miller e dos criminosos Wesle&Joesley). Se este relatório da PF estiver correto, então Miller e Janot devem ser presos e investigados.


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