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Quebrando o Tabu ataca Raquel Dodge para fingir preocupação com a Lava Jato, mas o pesar dos dissimulados é com o fim da seletividade de Janot


O Quebrando o Tabu cometeu uma postagem muito curiosa no dia de ontem. Parece que ficaram preocupados com a Lava Jato de uma hora para outra. 



Pura dissimulação. Quando se descobriu que os crimes dos petistas tinham como objetivo final o estabelecimento de um "reich" petista de mil anos, o Quebrando o Tabu e outras sarjetas virtuais começaram a espalhar a tese de que a polarização era um fenômeno perigoso, que "ninguém chegaria a um entendimento possível daquela forma". Sim, da mesma forma com que defendem acolhida e compreensão para assassinos, estupradores e ladrões, eles passaram a defender o diálogo com os criminosos que conspiraram contra a democracia. Nesta altura a Lava Jato não era mencionada, ou então era alvo da suspeição de que o trabalho fosse direcionado contra a esquerda brasileira. 

Tudo mudou quando outros nomes foram se somando ao bolo. Quando Eduardo Cunha e Michel Temer se enrolaram nas investigações, aí a Lava Jato se tornou a menina dos olhos. Mas é claro, sempre contra os adversários da extrema-esquerda. Para eles todas as penas eram válidas, todo o castigo era pouco. Os únicos dignos de compreensão e direitos humanos eram os petistas e associados.


Tal qual biruta de aeroporto, o Quebrando o Tabu condicionou sua indignação ao alvo da vez. Em alguns casos se aproveitava da situação para pregar agendas paralelas como a legalização das drogas. Fizeram festa em especial quando a Operação Patmos chegou em Aécio Neves e sua irmã Andrea, atingindo também o presidente Michel Temer e o senador Zezé Perella, dodo do famoso helicoca. Aproveitaram a baciada para pedir descriminalização das drogas e o Fora Temer em uma tacada. 

Foi naquela ocasião que o Quebrando o Tabu se voltou para os movimentos que até então ridicularizava "diuturnamente" (como diria Dilma Rousseff). Passaram a falar que não se tratava de esquerda ou direita, mas sim do combate a corrupção. 

E sim, se trata de esquerda ou direita. Quem é adulto sabe que até na gélida Finlândia e no eficiente Império do Japão existe corrupção. É um fato que ocorre em qualquer lugar do mundo em maior ou menor escala. Se a corrupção brasileira alcançou a estratosfera, isso se deve ao fato que não foi mero desvio de recursos e sim um plano criminoso de poder.

O Quebrando o Tabu passou a canalizar o desejo da extrema-esquerda de derrubar o presidente usando os movimentos democráticos como seus cavalos de santo. Sem força nas ruas, tentaram enganar quem tinha. Não deu certo. Aliás, não deu nada certo. A página não repercutiu o golpe de Joesley, Miller e Janot quando se descobriu a conspiração. Melhor ficar em silêncio e tramar uma nova empreitada enquanto acende outro baseado... 

Agora voltaram a metralhadora giratória contra Raquel Dodge. Em outras condições de temperatura e pressão, Dodge seria a mulher empoderada e lacradora que venceu o machismo de Janot (ele a chamava de bruxa pelos corredores do MPF). Como ela não faz o perfil militante de esquerda, daí se torna uma ameaça. É quando os quebradores de tabu mostram sua face mais medonha, exigindo que Raquel tenha menos direitos que seus antecessores. Sim, um dos direitos dela é formar a própria equipe. Outro ponto importante: a mudança será na força-tarefa de Brasília, não em Curitiba. Mas bastou ela anunciar mudanças para ser alvo da maledicência progressista. É bom perguntar: a exigência esdruxula vem do fato de ser mulher, de não ser de esquerda ou ambos?

Raquel Dodge não só tem legitimidade para a escolha como também tem vários bons motivos para fazê-lo. O mais contundente é que foi esta a equipe envolvida na associação criminosa com Joesley Batista. Pra que manter gente que pode estar servindo a dois senhores? É só o que falta. O Quebrando o Tabu não tem moral para cobrar o que quer que seja, menos ainda para dizer contra quem o país deve se insurgir. Ver o Quebrando o Tabu apontando o dedo para Raquel Dodge resgata a lembrança das virgens de puteiro, as que apontam a imoralidade de quem beijou o namorado enquanto agendam os próximos clientes.


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