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O vexame de Dallagnol na casa de Caetano mostra o que acontece com quem resolve fazer concessões a extrema-esquerda


Não é que o procurador Deltan Dallagnol foi até a casa de Caetano Veloso para ganhar pitos do cantor? A notícia pode ser lida em O Globo, onde o jornalista Thiago Herdy descreve com detalhes como foi o jantar que contou ainda com a presença de Paula Lavigne (esposa de Caetano), Marisa Monte, Marcelo Serrado e Thiago Lacerda.


Já não é novidade para os leitores deste blog as críticas dirigidas aos procuradores Carlos Fernando dos Santos Lima e Deltan Dallagnol. As críticas aos procuradores são claras e objetivas: ambos se deixaram seduzir pela bajulação e pelo canto da sereia esquerdista a ponto de fazerem declarações de cunho político e ideológico, além de venderem a narrativa petista de que “todos são iguais”. Quando Rodrigo Janot iniciou sua empreitada golpista, ambos saíram em sua defesa. Não fecharam apenas com Janot, como também passaram a dar pitacos em questões que não dizem respeito ao Ministério Público. 

Pois bem. No auge da esquizofrenia, os procuradores começaram um namoro comprometedor com agentes da extrema-esquerda como o senador Randolfe Rodrigues, o deputado federal Alessandro Molón, artistas engajados que pediam o Fica Dilma e que agora pedem o Fora Temer. Carlos Fernando até publicou em seu perfil que “muitos dos que apoiaram o impeachment não queriam o fim da corrupção, e sim a queda de Dilma”. Inebriados pela perspectiva de poder, ambos queriam protagonismo no cenário político sem terem recebido um único voto. A busca por notoriedade e influência é tamanha que Deltan aceitou até o convite para comer dos canapés de Caetano, se curvando para a pajelança de quem pauta a cultura e a sociedade há anos. Não contente com tudo aquilo, o cantor ainda publicou um artigo em O Globo deixando claras suas intenções: defende a Lava Jato, mas desde que não pegue em Lula. Caetano humilhou Dallagnol, chamou de moleque com outras palavras. E o servil procurador ouviu tudo calado, provavelmente estudando uma forma de atender as demandas dos artistas engajados. Ah, como são sedutoras as champanhes do Leblon...

Deltan não precisava ter ouvido aquilo, mas é o que acontece com quem vai acariciar cães raivosos. Deltan e Carlos Fernando vivem em busca de holofotes, tal qual ex-BBBs fora da casa. Demonizam a política e abraçam quem diz “defender a Operação Lava Jato”. No meio do caminho, abraçam a agenda de esquerda enquanto cobram apoio por “terem atuado na Operação Lava Jato”. Ora, ninguém ali foi justiceiro voluntário. O que temos ali são funcionários públicos regiamente pagos para fazerem seu trabalho. Não precisam receber biscoito por isso. Sim, o que tem se visto até agora é a atuação corporativista de ambos. Sem contar que estão fazendo política enquanto demonizam a política. Carlos Fernando flerta com a Rede de Marina Silva (ex-PT, ex-PV, ex-PSB), Randolfe (ex-PT, ex-PSOL) e Molón (ex-PT). Já Deltan faz a corte ao Podemos de Álvaro Dias. O nome é inspirado no partido espanhol de extrema-esquerda liderado por Pablo Iglesias, que pelo que se descobriu era financiado ilegalmente pelos petrodólares de Hugo Chávez. O padrinho político de Deltan é o senador que indicou Edson Fachin, o ministro que chegou lá graças ao poder de persuasão de Ricardo Saud (braço direito do criminoso Joesley Batista). 

Vejam se tem cabimento alguém abaixar a cabeça para Caetano Veloso. Pior ainda é saber que o sujeito ficou satisfeito porque o cantor afirmou que “critica apenas a seletividade, mas que defende a Lava Jato”. Mentira! Caetano abomina a Operação Lava Jato pelo dano que ela tem feito ao petismo, mas vibra quando a operação chega em adversários da estrela vermelha e vibra quando setores como a equipe de Janot adotam a seletividade contra estes mesmos adversários como padrão. 

O problema com Carlos Fernando e Deltan não é tanto a ambição política, mas sim a falta de visão e o excesso de oportunismo. Se querem se lançar como candidatos, que o façam. Mas não tentem instrumentalizar a operação para fins pessoais. Também seria razoável que ao menos fossem discretos como o juiz Sérgio Moro. O sujeito possui atuação exemplar, e raramente sua vida pessoal é objeto de especulação. Moro não dá palpites em outros poderes, nem tenta agradar os caciques que apoiaram o partido do plano criminoso de poder. Pode ser até que Moro seja um homem de esquerda, mas enfrenta essas questões com desenvoltura e sobriedade. Não é como a dupla leviana que quer receber likes no Facebook para convertê-los em votos em 2018. É por essas e outras que Moro não passou pelo vexame de ser chamado de “procurador do powerpoint”, além de não cair em armadilhas tão primárias como um almoço na casa de um socialista. Se Deltan não negasse a política, saberia que socialistas são conhecidos pela traição. A prudência diz que ovelhas não devem aceitar jantares nas casas de lobos.

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