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“Janot quer ser presidente”, diz Joesley. E a gente pensando que era só gratidão a quem o colocou na PGR...


Um novo áudio de Joesley Batista vem a tona, segundo reportagem do Metrópoles:

As conversas gravadas entre os executivos da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud, divulgadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foram base para o pedido de suspeição do acordo de delação premiada que gerou a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). Os áudios continuam causando embates no meio político. Em um novo trecho, divulgado pela Revista Veja, nesta sexta-feira (29/9) Joesley Batista afirma que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot quer ser presidente da República.
O empresário diz: “Janot quer ser o presidente da República, ou indicar quem vai ser”.
No bate-papo entre Saud e Joesley, eles tinham acabado de sair da sede da PGR, em uma reunião de negociação do acordo de delação, e comentaram as impressões com o advogado do grupo, Francisco de Assis e Silva.
Com o desenrolar da história, fica claro que eles já entregaram os áudios que comprometeram o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente Michel Temer. O primeiro foi afastado de suas funções no Senado e o segundo tem denúncia de organização criminosa e obstrução da Justiça tramitando na Câmara dos Deputados.
Saud diz para Joesley: “Achei que ganhamos eles”. “Nós só temos um risco”, pondera Assis e Silva. “O compromisso político do Janot com o Temer”, completa Silva, dando a entender que havia alguma aliança entre o procurador e o presidente.
Saud adverte: “Mas não tem (o risco) com o Aécio (…). Nós temos as duas op­ções. Ele não pode se dar bem com o PSDB e o PMDB”, completa, sugerindo que Janot não teria condições de proteger tucanos e peemedebistas simultaneamente.

A conversa entre os criminosos causa “ânsia de vomito”, como pontuou Janot. Fica claro que os açougueiros da JBS só fizeram o que fizeram pois o suíno da PGR transformou a chefia do Ministério Público Federal em um balcão de negócios para conchavos políticos. E que ali não havia justiça, e sim atuação política em nome de uma agenda subterrânea, a agenda de Janot. E nós, os ingênuos, achávamos que era só a gratidão por quem o colocou na PGR...

Não chega a ser novidade, é claro. Mas é o suficiente para que Janot seja investigado. 

Aliás, é bom ele ficar esperto: Marcelo Miller pode muito bem fazer uma delação premiada se for ainda mais acuado pela Justiça. Por essas e outras que não podemos deixar este escândalo morrer.


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