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Fracassa o golpe de Janot, como nós céticos alertamos. O tempo da justiça contra os conspiradores chega junto com o fim da República


 
As últimas horas da tarde reservavam uma surpresa amarga para os que se deixaram levar pelo canto da sereia janotista: o Procurador-Geral da República comunicou aos veículos de imprensa a possibilidade de anular a delação dos executivos da JBS. Na verdade a possibilidade já é um fato, visto que já se sabe de seu conteúdo. O golpe de Rodrigo Janot deu em água.  A princípio o procurador afirmou que iria apresentar uma nova denúncia contra o presidente Michel Temer e seu entorno ainda esta semana, isso após ameaçar dizendo que "enquanto houvesse bambu, iria mandar flechas contra o presidente". As flechas atingiram o próprio Janot, que pode estar ferido de morte. Quanto ao bambu, melhor não perguntar.






Nunca se viu na história da República episódio semelhante. Até mesmo o golpe dos escravocratas republicanos e dos milicos positivistas contra Pedro II teve mais dignidade. A camarilha foi longe de mais, colocando em prática um roteiro que soaria inverossímil até mesmo em um filme da Netflix. Abusaram da inteligência, apostaram alto contra o país. Agora vemos a Invencível Armada do MPF, Globo e JBS despedaçada nas areias enquanto o presidente resiste de maneira inacreditável. E olha que o sujeito é frouxo...

O caso é que os golpistas só foram tão longe pois instrumentalizaram com grande habilidade os agentes políticos e suas maiores idiossincrasias. De um lado alguns agentes do MPF costuraram o acordo de impunidade premiada com Joesley Batista. Do outro tivemos veículos de imprensa como Globo e Folha atuando na guerra midiática. Já foi dito aqui: o golpe tinha a seu favor a fraqueza e descredito do presidente com a opinião pública. Quem gosta de Temer? Quem acredita em sua inocência após ter sido vice de Dilma Rousseff em duas eleições? 



Os golpistas também acreditavam na manipulação da virtude. Quem haveria de se dizer contra a eventual investigação ou denúncia contra Temer? Quem poderia se colocar contra os unigidos do MPF? Alguns destes membros resolveram se aproveitar da atuação na Operação Lava Jato para se colocarem como líderes messiânicos, como foi o caso de Deltan Dallagol e Carlos Fernando dos Santos Lima. Tudo parecia arranjado, já que a Globo passou a noticiar os casos enquanto pedia as opiniões de Alessandro Molón e Randolfe Rodrigues. A dupla até protagonizou um ruidoso caso de ciúmes, já que o galã Molón começou a aparecer mais Randolfe. Era a feira das vaidades.


No meio disso tudo, agentes políticos passaram a metralhar os primeiros céticos. No meio da Direita, quem não se curvava a versão fantasiosa do "Temer chefe da organização criminosa" e do que "todos os corruptos eram iguais" foi marcado como "defensor de bandidos". Foi o caso deste blog e de gente maior como Luciano Ayan, Rodrigo Constantino, Guilherme Fiúza, Reinaldo Azevedo, a revista Istoé, o Estadão e os movimentos Nas Ruas e Movimento Brasil Livre.

"O caos é a escada", como disse o finado Lorde Baelish em Game of Thrones. Nesta escada se empoleiraram vários oportunistas homiziados em partidos como Rede, PSOL, Livres, Podemos e afins. Políticos também resolveram abraçar o discurso fácil, já que era conveniente. Na mesma esteira foram os burros: se Janot diz então é verdade, e quem não concorda é contra o combate a corrupção! O procurador Carlos Fernando chegou a acusar o MBL de ser "o velho", de "querer apenas derrubar Dilma e não acabar com a corrupção". Colunistas medíocres dados a flertes com a extrema-esquerda como Rodrigo da Silva também. Como disse Guilherme Fiúza, era o momento dos covardes brilharem. Quem não se lembra dos jornalistas de "O Antagonista" defendendo Janot e acusando seus críticos de serem "MAVs do PMDB"? Mas nem isso aconteceu: os covardes obtiveram apenas uns instantes de glória, se juntando com a extrema-esquerda pedindo o "Fora Temer" e manchando sua atuação política de maneira irremediável.

Depois veio a nomeação de Raquel Dodge, que pouco depois seria contestada pela tigrada. "Ela veio para barrar a Lava Jato". Queriam até colocar o comunista Nicolao Dino. Francamente... Ao menos agora sabemos quem de fato queria barrar a Lava Jato. 

Uma coisa fundamental para entender o processo reside na manipulação. Os golpistas sabiam que: 1) Ninguém quer ser considerado defensor de criminosos (exceto petistas e afins, cujo crime faz parte da luta política). 2) Todos querem se colocar como santos entre os homens. Faz bem para o ego. Isso é perfeito para a extrema-esquerda,que sempre faz o papel de  moralista de prostíbulo. A questão que este blog sempre colocou é: qual o motivo de dar razão a esta gente quando nos apontam seus dedos sujos? 3) É fácil aplicar um golpe quando o governo está nas mãos de alguém como Temer, que é impopular e sem qualquer carisma. 4) Vender anabolizantes é bem mais fácil que vender planos de academia. Em resumo: dizer que a Operação Lava Jato vai acabar com a corrupção é mais fácil do que admitir que o país precisa de reformas e que o pior não é a corrupção, mas a agenda totalitária de quem operou o petrolão. 5) Muitos oportunistas tentariam se beneficiar daqueles eventos. É o que acontece quando se coloca comida ao ar livre: vira-latas, ratos e insetos surgem de toda parte para se alimentar. A carniça exposta agradaria muita gente, como de fato acontece. 

O golpe de Janot só ruiu pois o suíno percebeu que suas mãos não seriam suficientes para tampar o furo na barragem. Raquel Dodge viria em poucos dias e o pegaria de calças na mão. Preferiu se antecipar. Marcelo Muller, o vendido que deixou a PGR para ser capanga dos Batista e outros tantos personagens terão agora que se explicar para a Justiça. Temer, goste-se ou não dele, permanecerá no cargo e sairá fortalecido. E quem fechou com Janot ou atacou terceiros com base em suas narrativas fraudulentas terá de carregar a mácula de apoiar um golpe. Que Deus tenha misericórdia desses infelizes, já que terão seus nomes para sempre associados ao maior conchavo da história. Foram fiadores de um golpe que por pouco não afundou de vez uma economia em plena recuperação, além de terem se associado justamente aos que pretendiam rifar o país para as esquerdas. Participaram de um golpe que reuniu o alto funcionalismo público e o sindicalismo, os partidos de extrema-esquerda, Rede Globo, Folha/UOL, MPF e JBS. A história se lembrará de vocês.



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