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Dirigentes do DEM deveriam criar vergonha na cara ao invés de mudarem o nome do partido


Ontem se noticiou que o Democratas pretende mudar de nome novamente. Desta vez o antigo Partido da Frente Liberal mudaria de nome para “Centro”, segundo informação do jornalista Lauro Jardim em O Globo. Ainda de acordo com Lauro, o encarregado da mudança foi o publicitário Fabiano Ribeiro (da Propeg). O “Centro” já teria em mãos logo e vídeo apresentando a nova legenda. Já de acordo com o federal Carlos Aleluia, tudo não passa de “fofocada imprensa”. Para o DEM o melhor é que seja mesmo só um boato. Seria a pior tentativa de suicídio político já realizada pelo partido.

A mudança seria péssima sob todos os pontos de vista possíveis. Se analisada pela ótica da política, seria impensável um partido mudar para o centro enquanto o país acena caminhar para a centro-direita. Também seria ridículo supor que o povo abraçaria uma espécie de “neo-PMDB”, ainda mais quando já há tantos genéricos na praça como PSD, PROS, Solidariedade e PR. Também seria ridículo tentar mudar de nome ao mesmo tempo em que tantas outras legendas fazem o mesmo. É simples: o partido que mais se fortaleceu nos últimos anos é justamente o DEM, seja por movimentações parlamentares seja por envolvimento nos grandes escândalos de corrupção. Sendo assim o mais lógico era apresentar o partido que se manteve mais distante destes eventos, não querer destruir este resquício de seriedade em nome de uma utopia. O blog sujo Brasil 247 aproveitou para cravar: "DEM, QUE VEIO DA ARENA E JÁ FOI PFL, AGORA QUER TROCAR DE NOME PARA CENTRO" (assim mesmo, em caixa alta).Isso porque certos garotos e anciões que dirigem a organização parecem querer prestar tributo moral a extrema-esquerda sentindo injustificada vergonha da herança de nomes como Antonio Carlos Magalhães, Marco Maciel e Aureliano Chaves. Deveriam é ter vergonha de si mesmos. Herdaram um partido de homens fortes, mas não estão a altura de exercer a missão. O melhor é que deixassem a política ao invés de emporcalhar o nome de quem sabia fazer política e não tinha medo de se posicionar a Direita.

A eventual mudança seria um caso mais de sabotagem do que de erro, já que processos políticos como o que vivemos não admitem erros. Isto é um campeonato do tipo mata-mata, uma Guerra dos Tronos tupiniquim. O PSDB está quase morto por não saber se articular politicamente. O DEM não deveria seguir o mesmo caminho para não abusar da sorte. Sim, para quem não se lembra o partido escapou da morte ao ser impedido de saltar do abismo na esperança de que durante a queda se criassem asas. Isso se deu quando alguns quadrúpedes acharam que era boa idéia se fundir ao PTB. Repudiado por sua militância e pela direita brasileira, o DEM só não virou apêndice do PTB porque os herdeiros de Getúlio Vargas abominaram a escolha. Abandonado no altar, o DEM se viu humilhado e reduzido a um grupo de miseráveis políticos implorando por casa nova. A sorte sorriu durante o processo de impeachment, que garantiu ao partido uma nova leva de parlamentares e destaque para seus nomes de peso. Após o afastamento de Dilma Rousseff, o partido conquistou cargos e projeção – por pouco recuperou o protagonismo dos gloriosos tempos de PFL. Adotando a retórica liberal-conservadora, o partido logrou êxito em se colocar como único partido de Direita no Planalto Central. Isso não é pouco. 

Mas tudo que é sólido pode derreter. O partido emplacou na presidência da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, justamente um dos mentores da catastrófica mudança de nome de PFL para DEM (uma tentativa patética de traçar um paralelo com os esquerdistas do Partido Democrata dos Estados Unidos por conta da eleição de Barack Obama para a presidência. Bem coisa de colonizado). Como se isso não fosse suficiente, Maia sempre foi próximo do PT e PCdoB (ambos fecharam com Rodrigo no segundo turno, sendo que o presidente agradeceu ao comunista Orlando Silva (SP) pelo empenho em sua vitória). Maia também foi responsável por enterrar a CPI da UNE a pedido do mesmo PCdoB (Orlando Silva foi presidente da entidade, que na época já era mero feudo dos stalinistas). Quando o país foi sacudido pela denúncia da PGR contra Michel Temer por conta dos escândalos da JBS, o PCdoB tentou emplacar Aldo Rebelo como vice de Maia em uma possível eleição indireta para o Planalto. Ainda dá pra piorar: o presidente da Câmara esteve presente recentemente em evento do PCdoB, onde afirmou que “o país precisa de um novo centro que envolva a esquerda”. Convenientemente depois ouvimos de Lauro Jardim a bizarra mudança para “Centro”. 

Por mais que Lauro Jardim seja conhecido por suas fake news, os eventos reforçam o suposto furo. Sendo assim, não custa lembrar as ganas que Rodrigo Maia tem em destruir o partido. O Centro nasceria derrotado pois espantaria a direita, criaria desconfiança entre a população que não possui preferências partidárias e ainda conseguiria o mérito de não seduzir o isentão militante, já que este é de esquerda por definição. Seria um partido apenas para ocupar espaço no horário eleitoral e passar vergonha. E entraria para os anais da história como uma das mais estúpidas decisões políticas já tomadas em Terra Brasilis. Seria o mesmo que detonar uma bomba de hidrogênio com o partido e salgar a terra com sal para garantir que naquela terra não crescesse nem erva daninha. No fim das contas, é bom que o DEM torça para isso ser só um boato.


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