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Boechat e o antijornalismo: se o MBL fosse radical, o apologeta do terrorismo defenderia o movimento assim como fez com os Black Blocks


No meio da guerra midiática entre os críticos da exposição “Queermuseu” e seus apoiadores da grande mídia, surge um legítimo filho da porca imprensa para atacar o Movimento Brasil Livre. Seu nome é Ricardo Boeachat. O âncora da Bandeirantes usou seu programa de rádio para apontar sua metralhadora giratória para o movimento acusando o coordenador Kim Kataguiri de “ser nazista”, de se utilizar dos mesmos métodos do Estado Islâmico”. Como rotulagem era pouco, Boechat resolveu aplicar um carrinho verbal ao afirmar que “o MBL havia se postado na entrada do museu para ofender os frequentadores da exposição e que havia praticado vandalismo contra obras”. No vídeo abaixo podemos ver Boechat fazendo suas falsas afirmações.




Vamos destrinchar a fala de Boechat: com toda a veemência ele ataca o movimento e atribui crimes de toda a natureza, e o faz com toda a veemência e força retórica para imprimir veracidade ao seu discurso. O jornalista faz afirmações com toda a segurança conferida pelo peso midiático conferido ao grupo que o emprega, para acusar um grupo de jovens de representarem um perigo real a democracia. Quem não acompanhou o noticiário dos últimos dias poderia acreditar nas palavras do âncora, assim como os que acompanharam os fatos poderiam concluir que Boechat foi vítima de um telefone sem fio – já que nada do que ele falou ali sobre agressão verbal, ameaça de violência física, piquetes na porta do Santander Cultural e ameaça a frequentadores ou ataques a obras de arte seja verdadeiro. Nem mesmo o mentiroso curador Gaudêncio Fidelis (que será processado pelo MBL gaúcho por falsas acusações) teve o topete de ir tão longe. Boechat atribuiu várias práticas criminosas a um grupo de ativistas que não mandou sequer um único membro ao local. E já adiantando: os dois ativistas que por lá estiveram não invadiram a exposição. O fato é que um jornalista experiente como Boechat jamais cairia na onda de notícias falsas, jamais seria feito de bobo e muito menos sairia por aí falando coisas sem sentido. O sujeito é articulado, competente e sagaz. É tão engenhoso quanto é canalha, tão astuto quanto embusteiro, tão esperto quanto sujo. 

Boechat repetiu com Kim Kataguiri e o MBL o mesmo que fez quando uma mulher morreu vítima de linchamento na Baixada Santista. À época ele acusou a jornalista Rachel Sheherazade de ser a autora intelectual do homicídio por conta de uma posição adotada por ocasião da surra que alguns moradores do Flamengo deram em um menor de idade que praticava crimes no bairro. Boechat se juntou a Jandira Feghali e a outros abjetos da extrema-esquerda que tentaram calar Sheherazade e provocar sua demissão. Daí resolveu acusá-la de um crime. O mesmo ele fez quando uma garota foi atingida por uma pedra após sair de um terreiro de umbanda. Atribuiu o crime ao discurso evangélico, em especial de pastores como Silas Malafaia. Ninguém nunca provou que foi um membro da igreja de Silas o responsável por tal atrocidade, mas Boechat tratou de enquadrar o pastor. Quando Silas retrucou o jornalista com várias mensagens em redes sociais, desafiando a um debate e contestando a acusação de discurso de ódio lembrando que a mãe da garota vítima da agressão era uma frequentadora de sua igreja. Boechat se fez de surdo e mandou o pastor procurar uma rola. 

O tal jornalista é personagem conhecido por estas controvérsias. Seu modus operandi é o de sempre: ele prega uma variante mais violenta do discurso isentão, explorando o senso comum em nome de suas pretensões ideológicas inconfessáveis. Em um dos momentos mais tensos de nossa história republicana, nos idos de junho de 2013, o jornalista aproveitou a ocasião para exaltar a violência dos extremistas de esquerda que adotavam a tática Black bloc. Afirmou que o correto era quebrar tudo, causar dano, tomar as ruas. O incentivo da imprensa aos atos de violência e vandalismo se somaram a canalhice com que esta gente abjeta criminalizou a ação policial. Isso incentivou a extrema-esquerda a adotar as táticas terroristas em definitivo, até que em fevereiro de 2014 uma dessas células tirou a vida do cinegrafista da Bandeirantes Santiago de Andrade enquanto tentavam atingir policiais. Pergunta que não quer calar: Santiago teria sido morto se seu colega de emissora não incentivasse o crime e o terrorismo mascarado? 

O embusteiro Boechat utiliza com maestria a décima terceira regra de Saul Alinsky: Escolha o alvo, congele-o, personalize-o e polarize-o. Ao invés de se contrapor a uma bandeira defendida pela esmagadora maioria da população brasileira (fato que levou o Santander Cultural a cancelar a mostra), Boechat atribuiu ao MBL uma bandeira que não é só sua e encarnou no movimento todo o alvo de suas balas. Atribuiu alguns crimes nunca feitos e associações rasas sem qualquer paralelo possível mesclando com considerações jocosas sobre o movimento que ele supostamente não conhece e sobre seu coordenador (aqui está a quinta regra: O ridículo é a arma mais poderosa do ser humano). No caminho finalizou de forma “lacradora”, como seus comparsas gostam de definir. Afinal de contas, é mais fácil personalizar a questão em torno do MBL do que enfrentar de peito aberto a população brasileira. É assim que agem os covardes da laia de Boechat. É assim que Boechat e seus cúmplices na imprensa tentam restringir os direitos civis da maioria dos brasileiros, já que estes se consideram conservadores e liberais. Em resumo: extremistas de esquerda podem até assassinas pessoas nas ruas e ameaçar o país com terrorismo e tentativas de golpe de estado, mas um cidadão de direita não pode sequer protestar contra um banco bilionário que utiliza dinheiro público para financiar a agenda de esquerda. Como bom lobo que é, Boechat nos quer como cordeirinhos amarrados. Se o leitor lembrar da fábula do Lobo e do Cordeiro (de Esopo), se lembrará que o filhote foi morto não por algo que tenha feito de errado e sim porque o lobo queria se alimentar. Com indignados como Boechat a lógica é a mesma. 

Este é Boechat, o cidadão que se vê como Polícia da Verdade, Justiceiro da Imprensa e Paladino da ética com sua moral retirada do esgoto. Ele que faz alusões ao Estado Islâmico é quem brinca de Polícia da Fé, rotulando seus cidadãos honestos tal como faziam os nazistas com os judeus. Ele que acusa o MBL de extremismo apóia ações terroristas de grupos radicais de esquerda. Ele que chama seus oponentes de “nazistas” é quem mente, fazendo acusações caluniosas para criar a mítica de que seus oponentes encarnam todos os males da sociedade. Boechat é um leproso moral que pratica o antijornalismo, que é a fabricação de factóides em escala industrial para assassinar reputações a atender aos interesses mais sórdidos de sua agenda oculta. Boechat não errou, já que sua desenvoltura no estelionato retórico demonstra a precisão de seus métodos. O cara não brinca em serviço.

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