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Aviso aos chorosos: os criminosos mortos pela Polícia Civil tiveram escolha, ao contrário do cidadão comum


É incrível a abordagem que certos veículos de imprensa têm feito do episódio que culminou na morte de dez criminosos no bairro do Morumbi, em São Paulo. Reação que beira a esquizofrenia. Destaque negativo para a jornalista Vera Magalhães, por exemplo. A moça incendiou as redes sociais ao dizer ao sugerir que se a ação fosse bem sucedida não teria culminado na “morte dos criminosos”. Ainda disse que a sociedade de São Paulo estava “consternada”. 

Vamos aos fatos: o bairro do Morumbi se tornou um dos mais inseguros da capital paulista. A combinação de residências de alto padrão e empresas concentradas em um bairro com baixo efetivo policial dá aos criminosos um dos ambientes mais favoráveis que se poderia conceber. Como a população é desarmada, é basicamente escolher o alvo e executar a ação. 

Nem vale a pena entrar no mérito de que alguns indivíduos tem oportunidade ou não, ou ainda de que são vítimas da sociedade. Menos ainda cair no engodo de que aqui se trata de direitos humanos. O conceito de Direitos Humanos também garante o direito a vida, a propriedade e a legítima defesa – coisa que tanto criminosos quanto alguns ideólogos fingem esquecer. Sendo assim, a ação não deve ser condenada. Infelizmente para os justiceiros sociais, ainda não há nenhuma cláusula entre os Direitos Humanos ou nenhuma norma legal em nossa Constituição que obrigue as forças de segurança a darem guarida a criminosos. Também não há nenhum tópico obrigando agentes do Estado a serem alvos de balas disparadas por criminosos (ainda que na prática tenhamos carnificinas como aquela que está em andamento no Rio de Janeiro). 

O que aconteceu no Morumbi, evidentemente, não trata-se de um motivo de comemoração pelas mortes em si. Mas há que se lembrar que este é o resultado de uma ação bem-sucedida se considerarmos que não se tratavam de vítimas indefesas, mas de criminosos fortemente armados. Em seu lapso lógico, Vera Magalhães pergunto ao secretário de Segurança Pública Magino Alves “como a ação poderia ser considerada bem-sucedida” se os criminosos foram mortos. Talvez não tenha ocorrido a ela e a tantos outros que isso só aconteceu pois eles estavam armados, e principalmente, porque reagiram. Bom, isso não deveria ser tão difícil de entender. 

Há que se concordar que em países civilizados, a polícia prende e a justiça condena. Em casos mais graves, a polícia garante a ordem fazendo uso da violência. Foi exatamente o que aconteceu em São Paulo. Não se trata de atirar primeiro e perguntar depois, menos ainda de praticar crimes contra a vida. Quem pegou em fuzil para assaltar residências (algo que por si só é absurdamente desproporcional), deve admitir que conta com o risco de ser reprimido pelas forças legais. 

Há que se lembrar aos mais comovidos com a morte dos criminosos que os bandidos contaram com uma escolha antes e depois do processo: a primeira foi a de partir ou não para o crime. A segunda escolha foi reagir a prisão ou cooperar com a justiça e se entregando sem resistência. Eles não só optaram pelo crime como optaram pela reação violenta. É bom fazer este destaque pois as potencias vítimas deste e de outros bandos não costumam contar com qualquer escolha. A esmagadora maioria não escolheu o crime, mas é por ele fustigada. A esmagadora maioria não tem a escolha de resistir ou de reagir, já que está desarmada. E mesmo quando obedecem as exigências, por vezes são vítimas da violência de quem atira pelo simples prazer de matar. Este é o destino de milhares de brasileiros que todos os dias são condenados a morte sem direito a justiça ou clemência, sem cometerem crime algum. Bom lembrar que todos nós vivemos aqui como ovelhas indo ao matadouro. Não podemos gritar, não contamos com fuzis e nem contamos com defensores na imprensa para lamentar nossa morte ou com justiceiros sociais para nos fazerem justiça. Só contamos mesmo com a sorte de não cruzarmos com um destes monstros. 

*P.S: A ação foi realizada pela Polícia Civil, (especificamente pelo Garra), e não pela Polícia Militar como sugere o título já corrigido.


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