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Agora é hora de Janot se colocar como "o marido traído" que foi ultrajado pela indiscrição de Marcelo Miller


O golpe do Procurador-Geral da República ruiu fragorosamente. Há tempos não se via tamanha reviravolta. O PGR que dias atrás afirmou que "enquanto houvesse bambu mandaria flechas", agora se esquiva tentando fazer o papel de "marido traído" ultrajado pela indiscrição de seu ex-braço direito Marcelo Miller. 

Não é este o caso. Janot Defendeu Miller em diversas ocasiões. Chegou a confrontar ministros do Supremo Tribunal Federal para defender o sujeito, apontando as surreais concessões aos criminosos da JBS como "única saída para prendê-los e chegar ao chefe da quadrilha", que seria Michel Temer. Não há como dizer que tudo o que aconteceu ali se deu sem seu conhecimento. 

Vamos lembrar que o arrogante PGR passou a se vangloriar de seus feitos, a desfilar de peito estufado e riso suíno proferindo ameaças contra todos os que o questionaram. Em um destes episódios, foi vazada uma irrelevante conversa entre o jornalista Reinaldo Azevedo e a também jornalista Andrea Neves, irmã do senador tucano Aécio Neves. Tudo com o objetivo de causar constrangimento.

Ah, vamos lembrar das entrevistas. Há uma em particular que parecia mais serviço de assessoria de imprensa. Foi concedida ao Antagonista em 30 de Junho deste ano. Foi uma festa. Agora  o sujeito quer fingir que não tem nada com o peixe. Sinceramente, qualquer um faria o mesmo. Afinal de contas, Raquel Dodge vem aí. 

Mas não basta fingir que está indignado e ultrajado com as orgias de Marcelo Miller com os açougueiros na conspiração mandrake contra o presidente. Para parecer minimamente verossímil em seu papel de corno, Janot teria que provar que não participou das mesmas lambanças. E vamos lembrar: ele esteve presente em todas as orgias da qual participou o jagunço Marcelo Miller. Outra coisa: se não pedir prisão preventiva do sujeito, ficará ainda mais difícil bancar o papel de marido ultrajado. 
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