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A moral deles não é a nossa, tanto que defendem que a apologia a pedofilia, zoofilia e profanação de símbolos religiosos seja bancada pelo dinheiro público


O cancelamento da mostra “Queermuseu” por parte da diretoria do Santander Cultural acabou desembocando em um mar de fake news e de relativismo moral, mas não como estávamos acostumados. Para quem não está a par, o cancelamento se deu após a internet reagir com indignação a uma exposição que trazia cenas explicitas de pedofilia, zoofilia e profanação de símbolos católicos. Detalhe: a exposição era financiada com recursos da Lei Rouanet, e segundo o edital, era destinada ao público infantil. Não vamos aqui entrar no mérito do que é arte ou qual é o suposto papel da arte. 

O cancelamento foi o que bastou para que a asquerosa “beautiful people” saísse da sarjeta para atacar o Movimento Brasil Livre e outros grupos que protestaram contra a exposição nas redes. Para eles, trata-se de censura e fascismo. O site Sensacionalista (que é tocado por Marcelo Zorzanelli, do Diário do Centro do Mundo) passou o dia disparando petardos. Em um deles alegou que o MBL iria começar a queimar livros e a defender a aprovação de um projeto que colocaria roupas em estátuas com figuras humanas desnudas. O jornalista Pedro Doria também não gostou. Em seu Facebook, afirmou que “o Liberal do MBL é igual ao Socialismo do Nazismo: só está no nome”. A jornalista Vera Magalhães (a mesma que na semana passada sugeriu que a ação da Polícia Civil que matou dez criminosos no Morumbi deixou a sociedade paulistana “fragilizada e perplexa”), comentou no mesmo post de Pedro Doria que o nome era algo ainda mais confuso. Só para lembrar, a mesma jornalista afirmou que a visita realizada por Fernando Holiday a um colégio da capital paulista era algo próximo do fascismo, já que não era função de um vereador intimidar professores e diretores de escola. Quando se provou que não houve qualquer intimidação e que o vereador sequer entrou em qualquer sala de aula, a jornalista se calou. Marcelo Tas também é conhecido por suas “posições”. E também por conta daquele programa onde as gravações de Jair Bolsonaro foram claramente manipuladas. Diante da polêmica em torno de uma possível fala racista, o MP descobriu que a Band já não tinha mais as tais fitas. Que conveniente, não? 

Mônica Waldvogel também resolveu descer ao esgoto ao colocar o MBL no mesmo balaio que nazistas, stalinistas e afins. Mais o curioso mesmo foi ver o ator Pedro Neschling condenando a ação. Logo ele, cujo pai (o mastro John Neschling) foi condenado por improbidade administrativa após sua desastrosa gestão a frente do Theatro Municipal de São Paulo. Há fortes suspeitas de superfaturamento e desvio de verbas, razão pela qual o Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do maestro e do então prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad. É Pedro que resume de forma mais sublime o fosso moral que existe entre os que defendem a mostra e os que a criticaram. 

Ocorre que todos estes indignados com o cancelamento da exposição estão tão somente simulando indignação. Ou melhor, eles sentem indignação real com o fato de que a sociedade não quis assistir aos fatos de forma passiva. Incomoda aos reais autoritários que o cidadão questione o destino do dinheiro de seus impostos, assim como também causa ojeriza a ideia de que o povo se mobilize contra a depredação de seus valores. As subjetividades da arte por vezes fomentam tais conflitos de idéias, é do jogo. A exposição também receberia críticas se fosse realizada com dinheiro privado. Certamente também haveria quem tentasse o boicote. São recursos próprios do jogo. E quem é contra o jogo democrático? Eles, é claro. A moral deles, de fato, não é a nossa. Quem estiver em dúvidas, basta olhar nas imagens abaixo algumas das "obras" ali apresentadas. Lembrem-se que estes deploráveis estão esperneando justamente porque o contribuinte não irá mais financiar uma obra que atinge a própria dignidade.









Vamos recapitular: o boicote se enquadra na chamada ação direta. São práticas de ação política com resultados imediatos, partindo dos meios de mobilização disponíveis. A ação direta pode ter caráter não violento (como a Satyagraha de Mahatma Ghandi ou os boicotes aos ônibus liderados pelo pastor Martim Luther King Jr). Trata-se antes de tudo, de um meio legítimo para o exercício da cidadania. Mas destacamos: destes que agora condenam o MBL Le a direita, boa parte prefere aquelas outras práticas de ação direta: as ações violentas praticadas por extremistas. Desta forma, queimar pneus, depredar patrimônio público e privado e impedir o direito de ir e vir são vistas como ações legítimas por parte de quem defende “a luta por direitos” (nem que seja apenas o direito de colocar o adversário no paredão, como faziam em seus “bons tempos”). 

Muitos dos indignados apóiam movimentos de extrema-esquerda como os grupelhos que adotam a tática Black Bloc. Vários deles sentem enorme simpatia pelos regimes de Cuba e Venezuela, assim como veem no passado da União Soviética a glória do totalitarismo que tanto amam em seu íntimo. São estelionatários, que deveriam lavar a boca com soda cáustica antes de tomar o santo nome da democracia em vão. Quem é democrata sabe que o boicote é uma arma própria de estados com o mínimo de democracia, já que ali há a opção de se consumir ou não um produto ou serviço, ou de frequentar determinados locais ou eventos. Alguém já notou que os habitantes da Coreia do Norte nunca boicotam aqueles bizarros festivais promovidos pela ditadura Kim para promover o seu culto à personalidade? É que eles não possuem escolhas. Estes que condenam o boicote acreditam veementemente que os correntistas do Santander que se ofenderam com a cena do moleque sodomizando uma cabra deveriam apenas se calar. Felizmente vivemos em uma sociedade minimamente capitalista e democrática. Não somos obrigados a nada. 

Mas e os outros indignados, aqueles que por vezes tecem críticas duras as esquerdas? Vera Magalhães, Pedro Doria, Mônica Waldvogel... Qual é o problema deles? Muito simples: tais indivíduos estão enclausurados em seus grupos supostamente intelectuais, em seus cafés pretensamente inteligentes e em seus círculos sociais pretensamente sofisticados e progressistas. Estes preferem a tortura do que serem chamados de “obscurantistas” pelos seus pares que apóiam Maduro e outros carniceiros. Sendo assim, o melhor é tratar a ferramenta democrática do boicote como algo medonho enquanto se trata o apoio do amigo aos bolivarianos como mera divergência democrática. Medíocres que são, preferem as grades de ouro do isentismo. Dali é possível atuar como idiota útil para extrema-esquerda, divergindo com veemência apenas até o limite imposto pelos confrades politicamente corretos. Notem: ali ninguém tem culhões para reagir ao extremismo de esquerda, mas qualquer liberal que vá além do permitido será logo rotulado de nazista. Estas figuras deprimentes podem até não serem pessoalmente de esquerda, mas são grandes responsáveis pela ascensão de grupos que querem simplesmente demolir a liberdade de culto e de expressão. No fim das contas, acabam se tornando meros túmulos caiados: descolados, imparciais e etéreos por fora, ainda que cheios de imundície por dentro. 

Vale lembrar que o Santander é a mesma instituição que demitiu a analista Sinara Polycarpo por conta de um prognóstico que apresentava razões para instabilidade econômica em caso de reeleição de Dilma Rousseff. A demissão sem justa causa veio após uma ligação de Lula para o presidente do banco, o já falecido Emílio Botin. Embora o tempo tenha se encarregado em fazer justiça a moça, o fato é que nenhum destes limpinhos isentos se indignou com ela da mesma forma com que se indignam agora. Colocado contra a parede, o Santander preferiu reter clientes do que tapinhas nas costas da pedante e cafona elite intelectual brasileira, aquela que acredita que o melhor caminho para a convergência democrática é trocar sorrisos com quem defende ditaduras de esquerda. Daí deixamos uma dica a Pedro Doria, Vera Magalhães, Mônica Waldvogel, Marcelo Tas e tantos outros: se os senhores estão tão corretos, usem as imagens daquele show de horrores em uma contra campanha: tentem angariar correntistas para o Santander mostrando a potenciais clientes as imagens defendidas em nome da “arte”. Tentem persuadir os mais resistentes afirmando que arte é isso mesmo: contestação, quebra de tabus e desconforto proposital. Se o sujeito resistir, diga que a intenção é justamente “provocar a reflexão”. Será um sucesso! 

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