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A lésbica doutora em economia e filosofia que lidera o AfD só é chamada de nazista, homofóbica e obscurantista por não ser de esquerda


Nas notícias do domingo, chamou atenção o sincronismo da mídia nativa sobre as eleições alemãs. Todos foram unanimes em classificar o partido Alternative für Deutschland (ou Alternativa para a Alemanha) como “extrema-direita”, ou ainda como “ultra-direita” ( a extrema-direita com poderes especiais). Quem assistiu o Jornal Hoje durante o almoço 0ficou com a impressão de que Adolf Hitler foi ressuscitado e que Hermann Göring, Heinrich Himmler e Joseph Goebbels revividos agora ocupassem o parlamento união pedindo a retomada do Terceiro Reich e da solução final. O noticiário também carregou nas tintas ao mencionar que é “a primeira vez que um partido de extrema-direita ocupa o Bundestag desde o fim da Segunda Guerra Mundial, que não se via algo assim desde que Hitler se suicidou naquele bunker. Claro, também mostraram com suposta indignação os protestos de militantes da esquerda (para eles não existe extrema-esquerda, apenas manifestantes que lutam pela diversidade, direitos humanos e paz mundial). Os manifestantes diziam palavras de ordem contra a eleição de representantes da AfD, como se só os eleitores da esquerda detivessem legitimidade. 

Mas quem foi que enquadrou a AfD como extrema-direita? Ah, a mídia. E seus opositores da coalizão governista e da extrema-esquerda. Para ser de extrema-esquerda basta apontar para obviedades como o risco de segurança com a entrada indiscriminada de imigrantes e como a União Europeia coloca abaixo a soberania nacional. 

Não por acaso, uma das lideranças mais importantes do partido teve seu rosto associado a Hitler e Goebbels durante todo o dia. Seu nome é Alice Weidel, economista com grandes realizações tanto no meio acadêmico quanto em consultorias como a Goldman Sachs e a Allianz. Doutora em Economia e Filosofia, fala o mandarim com fluência. Ah, é lésbica e cria dois filhos com sua parceira. Suas realizações profissionais e acadêmicas são louváveis, mas só o fato de ser assumidamente lésbica, casada e com filhos já a tornaria alvo de volumosas postagens em veículos como Huffington Post, Quebrando o Tabu, Globonews, Fantástico et caterva. Todos exaltariam seus feitos, atribuindo a ela mais títulos dos que os conferidos a Daenerys Targaryen: Alice Weidel, a mulher empoderada, lésbica lacradora, acadêmica de renome, quebradora de tabus, co-líder da AfD, salvadora e redentora da Alemanha e defensora perpétua das manas. Mas Alice Weidel está a Direita, e como tal não deveria sequer existir. 

É essa a essência da esquerda: o que não admitem é a existência do outro. Por isso marcharam contra a eleição de Trump após um pleito repleto de violência e ódio incitado por eles mesmos. Por isso apelam até para mentiras como o estelionato dos jatos d’água em moradores de rua em São Paulo. Se eles marcham contra um resultado eleitoral completamente legítimo e sem a menor suspeita de fraude na Alemanha, isso não se dá pela oposição as idéias que deveriam ser combatidas nas ruas e sim pelo ódio genuíno que sentem pela democracia. Divergência? Isso é um privilégio que deve ser desfrutado apenas pelos que partilham da mesma posição no espectro político. Participação na vida pública? Quem não é de esquerda não deveria ter direitos. Para eles, direitista nem gente é. 

Não é por outro motivo que vemos situações em que esta escória tenta intimidar seus opositores negando até o básico garantido por lei. Um sujeito de Direita não pode se manifestar como tal em determinadas instituições públicas para não sofrer represália. Não pode ser candidato a nada. Não pode se articular em movimentos ou exercer sua cidadania em manifestações pacíficas. Por experiência particular, vi até que há grupelhos criminosos exigindo que não participemos da vida pública mesmo que entregando o melhor desempenho possível. Como pontuou um amigo ontem, para eles não somos merecedores sequer de respirar entre os viventes. Quando muito esta concessão alcança apenas os que se subjugam ao império da barbárie por eles representado. 

Por mais que pareça clichê, mas não há como não lembrar de Hannah Arendt. A alemã sempre apontou que a desumanização do adversário é característica fundamental na ideologia totalitária. Ver o outro como alguém que está abaixo de você na hierarquia humana ajuda a legitimar o processo de desumanização. E o processo de desumanização justifica a naturalização daquele ser como objeto naturalmente digno de violência. Estes que negam a direita desde os direitos básicos até a possibilidade de exercício da cidadania são os mesmos que naturalizam a violência contra nós. Para eles é válido agredir um liberal, cuspir em um conservador, atirar coquetéis molotov em policiais e jornalistas, lançar pedras contra manifestantes de direita e ovos contra políticos fora do espectro da extrema-esquerda. Por óbvio, também entendem como legitimo o homicídio praticado contra estes seres humanos menores (se é que nos entendem desta forma).


Sim, a cobertura das eleições democráticas da Alemanha dialogam exatamente com a experiência vivida nos últimos dias. Comentei neste blog sobre o convite recebido no mês de março de forma completamente transparente, já que minha formação é voltada para a gestão pública. Também revelei aqui o assédio sofrido por um jornalista da Folha que se inspira em Carlos Marighella e admira criminosos. O mesmo achou absurdo o fato de um amigo aceitar um salário menor para adquirir experiência na administração pública. Um absurdo que nunca se viu em lugar algum. Entre os que repercutem a notícia se vê aqueles que entendem a estrutura do Estado como aparato de sustentação de uma agenda totalitária. Aqueles que admiram carniceiros como Stalin, Mao, Fidel, Chávez, Maduro e os Kim. São estes os que simulam indignação e que tentam nos coagir com suas falácias. 

Não é coincidência o fato de que estes mesmos se omitem quando se diz respeito a irregularidades, crimes, tráfico de influência, assassinatos políticos ou formação de quadrilha praticados pelos seus. Eles podem até mesmo assassinar prefeitos, orquestrar o assalto das instituições e envenenar a democracia. Podem defender criminosos e estupradores, militarem contra o atendimento a viciados em crack, tramarem a morte de policiais, praticarem terrorismo e tudo o mais que for válido para chegar ao poder. Implantada a agenda, podem ordenar confisco total de propriedades, podem tomar o todo o alimento, trucidarem a liberdade religiosa, prender, humilhar, estuprar e assassinar com requintes de crueldade todos os seus opositores. Tudo será válido para manter a agenda. Serão depois defendidos por jornalistas militantes da Folha de São Paulo, do UOL, da CBN, Globonews, Veja... Para os sociopatas vale tudo, menos não jogar ao lado deles.


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