Ads Top

Se Janot não pedir a prisão de Gleisi, terá dado o recibo de que transformou a PGR em aparelho do petismo


Ontem a Polícia Federal reconheceu em laudo que a senadora Gleisi Hoffmann praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita de muitos brasileiros se tornou uma certeza atestada por autoridades. Não há mais o que ser dito: Gleisi é criminosa. Mas o reconhecimento apenas asseverou um fato conhecido, já que a Procuradoria Geral da República pediu que a petista e seu marido devolvessem a união R$ 2 milhões desviados dos cofres públicos. A corrupção de quem aparecia na lista da Odebrecht com o apelido de “Amante” por causa do caso extraconjugal com o lobista Alexandre Romano não pegou ninguém de surpresa. Gleisi não teve que prestar contas a ninguém, ao contrário do procurador que pediu os R$ 2 milhões. Ele é quem tem que se explicar. 

O mesmo Rodrigo Janot que pediu a devolução do dinheiro roubado por Gleisi e seu marido Paulo Bernardo não quis agir da mesma forma com o senador Aécio Neves. Instrumentalizando a Operação Lava Jato, o procurador quis encarcerar o senador mineiro que um dia foi candidato a presidência da República. Considerada braço direito do político, sua irmã Andrea Neves chegou a passar alguns dias em cana. Logo depois, Janot pediu a prisão do tucano alegando que ele ainda tinha influencia política. Para balizar suas pretensões, justificou que Aécio ainda desempenhava seu mandato e que poderia legislar contra a operação.

Quando agiu desta forma, Janot chegou a enganar muita gente. Como já foi dito neste blog, é fácil transgredir a lei e aplicar golpes quando se tem no radar políticos da extirpe de Aécio. É fácil fingir que se trabalha pela ética e moralização da política. Mas o conto do Janot Augusto Paladino da Justiça e Perpétuo Defensor da Lava Jato tinha muitos furos no roteiro. Como por exemplo, o fato de que ele foi muito mais célere e contundente contra adversários de ocasião do petismo do que com os próprios petistas. Mesmo quando atingiu petistas como Gleisi, Janot pediu a devolução do dinheiro. Com Aécio e Cunha, pediu prisão. Quis transformar a justiça em espetáculo. Deu declarações, concedeu entrevistas e se colocou publicamente como Soldado da Justiça.

Não foi só isso: Janot praticou o ridículo de usar uma postagem pública do Facebook para pedir a prisão de Aécio, alegando que ele ainda dispunha de influencia política. Então significa que caso estivessem enfraquecidos não haveria tal pedido? Vindo do MPF que esta semana pediu a extinção dos processos contra Jarbas Vasconcellos e Marta Suplicy por conta da prescrição dos crimes a eles atribuídos não pode alegar influência política como justificativa de prisão. Do contrário, teria que pedir a prisão de Jarbas Vasconcellos. Ou melhor: teria que pedir a imediata prisão de Gleisi, que chegou ao ponto máximo de sua carreira como presidente do Partido dos Trabalhadores. Mas Janot não o fez. Se calou. Para ele, um senador decadente em fim de carreira é mais perigoso do que uma mulher entronada em um dos maiores partidos do país. 

Janot é suspeito porque absolveu Dilma Rousseff das acusações relacionadas a escandalosa aquisição de Pasadena. Também se entregou quando se encontrou com o ex-ministro da Justiça petista José Eduardo Cardozo na calada da noite. E agora, quando resolveu conceder impunidade premiada e irrestrita para os criminosos Wesley&Joesley em troca da cabeça presidencial. O sujeito chegou a declarar uma guerra ao Palácio do Planalto para defender a nomeação do comunista Nicolao Dino como seu sucessor. Contrariado, tentou demonstrar força alegando que ainda está com a caneta. Para completar, fatiou a denúncia contra o presidente se baseando na única coisa que Temer não disse textualmente na fita, a frase inventada por Lauro Jardim onde o presidente pede de maneira objetiva que o açougueiro preferido do petismo mantivesse o pagamento de mesadas a família do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Por estas e outras que ninguém se espanta com o reconhecimento dos crimes de Gleisi, que se fosse uma cidadã honesta não teria chegado ao lugar de consiglieri da organização criminosa que utiliza como fachada o Partido dos Trabalhadores. Sabemos que se alguém é petista, logo é criminoso sociopata ou simpatizante. Assim como dois e dois são quatro. Os questionamentos ficam apenas para Janot: se o sujeito prometeu mandar flechas enquanto tivesse bambu, qual o motivo de não ter pedido a prisão de Gleisi? Ora, será que o bambu de Janot só serve para fustigar os adversários do petismo?


  Curta o Reacionário no Facebook:[left-sidebar]




Tecnologia do Blogger.