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Precisamos falar sobre o suposto estupro de Clara Averbuck


A escritora Clara Averbuck agora está na mídia por conta do relato de um suposto estupro da qual foi vítima. Segundo Clara, o agressor seria um motorista do aplicativo UBER. A empresa reagiu banindo o motorista do aplicativo. Só a escritora não fez o que se espera, que é o registro de um boletim de ocorrência. O que é claro, não passou despercebido. Pressionada, Clara argumentou que “não tem provas contra o agressor, além de não confiar no sistema”. Ao invés de acionar a Justiça, optou por lançar a campanha virtual “#MeuMotoristaAbusador”.

Aos fatos:

A crítica aqui deve ser bem, elaborada. Estupradores e assediadores não escolhem suas vítimas por posição ideológica, nem há que se dizer que alguma mulher merece ou não ser estuprada. Menos ainda que toda mulher feminista mente ao reportar estupros. Também não se pode de imediato tomar todo o depoimento como verdade para criminalizar motoristas de aplicativos. Sabemos que há um setor da sociedade esfregando as mãos para que isso aconteça. Por acaso são os mesmos sindicalistas que ordenavam atos de vandalismo e violência contra motoristas do aplicativo.

Como o caso deve ser tratado:

É justamente para resolver estes e outros casos que o Estado brasileiro instituiu a Justiça e suas representações na Constituição. Longe de ser um sistema perfeito, é o único sistema com legitimidade legal para investigar, apurar e punir crimes. Textos no Facebook, campanhas, linchamentos físicos ou virtuais - nada disso funciona ou tem legitimidade. Quem tem legitimidade é a Justiça, e a ela quem devem recorrer as vítimas de qualquer violência.

No caso da escritora, há algumas contradições em sua postura e narrativa. E uma desconfiança gerada justamente pelos numerosos casos de falsa acusação de estupro feitas por militantes feministas. Nos Estados Unidos o caso mais emblemático é o da asquerosa Lena Dunham, que escreveu um relato sobre um abuso sofrido na faculdade que aconteceu apenas em sua mente doentia. Como a farsante afirmou que o relato era baseado em fatos pessoais, logo o personagem foi identificado com um sujeito real que teve a vida destruída pela escritora. Confrontada pelos fatos, a odiosa figura se limitou a pedir desculpas (sem abrir mão do discurso político, é claro). Já o sujeito ainda é tido como estuprador por veículos como Huffington Post e outros esgotos da internet esquerdista americana.

Não precisamos ir longe: aqui mesmo no Brasil tivemos a midiática pantomima de Patrícia Lélis contra o deputado federal Marco Feliciano. Confrontada por fatos e pelo surgimento de uma gravação do Ministério do provarem que ele não poderia tê-la violentado no horário alegado. A partir dali a narrativa da moça ruiu como um castelo de cartas, revelando não só um passado de grandes fraudes como também um diagnóstico medido de mitomania. Ainda assim a moça voltou aos holofotes com uma fanfic onde acusava o deputado federal Eduardo Bolsonaro de ser seu ex-namorado, e que a destratou após vê-la com um suposto atual namorado (que fantasiosamente é um cubano do Mais Médicos). Depois se viu que o relato também era mentiroso, o que não impediu que a mídia amestrada seguisse dando créditos a mentirosa compulsiva.

Não é possível desacreditar de imediato Clara Averbuck, nem é razoável supor que o fato de ser feminista serve de baliza para que qualquer afirmação seja posta a prova. Mas a maturidade e seriedade das acusações nos obrigam a exigir que ela se submeta a justiça. Queira ela ou não, é a Justiça quem deve se encarregar de investigação e punição. Nivelar por baixo o trabalho dos profissionais das Delegacias da Mulher e lançar suspeição sobre as autoridades como coniventes com algo tão hediondo como o estupro é tão injusto quanto seria lançar suspeição contra qualquer feminista. Também é necessário apurar os fatos de maneira completa para garantirmos a prevalência dos direitos humanos. Sim, tanto das vítimas de agressão quanto das vítimas de falsa acusação. No caso das primeiras, o que se observa é que os falsos relatos de estupro aumentam o sofrimento de mulheres que de fato são vítimas deste tipo de barbárie. Ficam desacreditadas e impotentes diante da violência. Já as vítimas de falso testemunho costumam ter uma série de direitos violados justamente por conta do caráter bárbaro do estupro (que ao contrário do que dizem as feministas, não é algo aceito pela sociedade). Por isso estes sujeitos passam a não contar com direitos básicos como presunção da inocência e direito de ampla defesa, já que o simples relato sem provas pode representar alguns anos de privação de liberdade e destruição completa da reputação. Se Clara Averbuck e seus defensores querem justiça, que a moça registre um boletim de ocorrência. Supondo que ela está correta em seu relato, teremos um abusador anônimo solto nas ruas impunemente.


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