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Extrema-esquerda agora diz que “o Brasil não deve se meter na Venezuela, ainda mais vivendo sob um governo golpista”


A extrema-esquerda sempre foi pródiga em desculpas para continuar praticando seus crimes. Exemplo disso é a narrativa que retiraram do esgoto para defender o regime ditatorial bolivariano. Na semana passada se viu isso em duas ocasiões:
Primeiro, em um vídeo com uma “explicação” dada pelo blogueiro Renato Rovai sobre a crise na Venezuela (não é crise, é socialismo). Rovai faz um brilhante malabarismo para provar que o caos do país vizinho se sustenta em três pilares: queda nos preços do petróleo, desestabilização causada pelas elites oligarcas locais e pelo imperialismo americano (sempre ele) e “falta de traquejo político” por parte de Nicolás Maduro para acalmar as coisas. Não contente com a intransigente defesa do terror, Rovai diz que “de uma hora para outra, todos os brasileiros só falam da Venezuela”. E que “nem parece que o Brasil vive um governo golpista”.

Outro que seguiu a mesma linha foi o senador petista Humberto Costa, do Pernambuco. No plenário do Senado, Humberto declarou que repudiava a tentativa da casa de se meter em assuntos internos de nossos vizinhos sendo que nem nossa casa está em ordem. Para ele, não há hipocrisia maior do que condenar o governo Maduro enquanto se trata com naturalidade um governo “golpista” no Brasil.

É impressionante o sincronismo destes senhores. O argumento se resume em: 1) deslegitimar a competência não só do estado brasileiro, mas também dos próprios cidadãos em tratar sobre a ditadura de Maduro. 2) Primeiro temos que tratar das questões internas antes de nos aventurarmos em fazer objeções com relação ao que acontece depois da fronteira. 3) De uma hora para outra, todos se tornaram especialistas em Venezuela sem ao menos saber qual é a capital do país (como diz Rovai). Por não sermos especialistas em Venezuela, não podemos comentar.

Esta defesa é fraca. Em primeiro lugar, porque se não houvesse liberdade de expressão na suposta ditadura Temer também não haveria Revista Fórum e mandato para que Rovai e Humberto defecassem seus argumentos. Golpe é o que faz Maduro com seus opositores, algo que o povo brasileiro está sabendo diferenciar muito bem. O argumento de que primeiro devemos tratar de nossas questões internas também não se sustenta. Tanto estamos resolvendo nossas questões que derrubamos Dilma Rousseff e derrotamos o PT e a extrema-esquerda nas urnas nas eleições municipais. O Brasil trabalha por reformas e tenta aos poucos limar a herança maldita deixada pelo petismo. Terceiro: quando surgem aqueles gringos aleatórios falando em golpe enquanto acreditam que a capital do Brasil é Buenos Aires, não se coloca em xeque se são especialistas em Brasil ou não. Aliás, a democracia não impõe esta condição. Basta comparar o que acontece na Venezuela com o que acontece no Brasil para chegar a conclusão que fizemos muito bem em desalojar a quadrilha do Palácio do Planalto. 

O caso é que tanto Humberto quanto Rovai se ressentem do fato de que estão todos de olho da Venezuela por eles apoiada. O compromisso ideológico e a irmandade de sentimentos com aqueles carniceiros impede um desembarque, até porque são sócios no crime. No entanto, é incomodo ter que defender isso diante de mil câmeras. Não dá para dizer que luta por justiça e democracia ao mesmo tempo em que se abraça Maduro, o povo já desconfia. Daí o melhor é atacar o mensageiro e deslegitimar tudo aquilo como se as violações aos direitos humanos praticadas por ali se tratassem de meras “questões internas”. É o mesmo que ver um vizinho jogando ácido na esposa e dizer que se trata de mera briga de casal. No fundo, o que Humberto e Rovai não querem é dar na cara que desejam para o Brasil os mesmos horrores que nossos vizinhos já experimentam. O jeito é tentar constranger quem não aceita tais coisas. 
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