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Desesperado, Janot não consegue mais disfarçar sua seletividade


Rodrigo Janot está muito ocupado, dizem até que anda irritado. Tentou pedir novamente a prisão do senador Aécio Neves, além de ter em sua gaveta mais duas denúncias contra o presidente Michel Temer. No entanto, a justiça já negou um pedido de prisão do senador tucano pelo simples motivo de que ele tem foro privilegiado. Ao contrário do que Janot imaginou, o povo não saiu as ruas pedindo a prisão de Aécio. A geração mais politizada de todos os tempos desconfiam do PGR que nunca se importou com Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias. Do outro lado, o suíno vê seu prestígio em declínio no MPF. O desprestígio é tanto que o PGR pediu uma aeronave da FAB para fazer uma viagem e teve seu pedido negado. Parece que não há mais bambu para abastecer a flexeira de Janot. Imaginem como isso deve ter doído em uma figura tão arrogante como Janot, que se alto declarou “esperança do Brasil”. 

Há coisa de cinco meses, os planos do Procurador-Geral da República eram claros: eleger como sucessor o suspeitíssimo Nicolao Dino (irmão do governador comunista do Maranhão Flávio Dino), dinamitar o governo e destruir a Operação Lava Jato para salvar o petismo e ressuscitar a extrema-esquerda (que a época já era dada como morta). A tarefa era fácil, já que contava com o apoio de setores como a Rede Globo, de especuladores sujos, de jornalistas vendidos, de sindicalistas do judiciário que desejavam derrubar as reformas e dos aliados de sempre: PT, PCdoB, PSOL e Rede. Mais fácil ainda: quem é que gosta de Temer? A não ser o deputado federal Vladimir Costa (que até tatuou o nome do presidente) morre de amores pelo chefe de estado. Quase todos os brasileiros acreditam que o presidente é corrupto. O problema para Janot, é a certeza já generalizada de que o PT é um mal ainda pior do que o presidente. 

Janot ficou desesperado e começou a se perder em malabarismos. O plano era forçar a renúncia imediata, que não veio. Depois tentou prender Aécio Neves de maneira inédita. Não rolou. Ainda teve que lidar com percalços constrangedores como a indignação popular com o acordo de impunidade premiada concedida aos criminosos da JBS e a reportagem da IstoÉ demonstrando como eram as práticas do sujeito na PGR. Depois veio a estaca no peito por meio da nomeação de Raquel Dodge para a PGR. 

Janot pode até querer deixar seu legado, mas a única lembrança que deixará é de um sujeito que utilizou a máquina para promover a agenda da extrema-esquerda. Um legado fascista, de quem utiliza a norma legal para perseguir adversários. Do bolivariano cuja única vitória foi a destruição da Lava Jato, tomando para si o protagonismo da operação e esvaziando as responsabilidades da organização criminosa petista. Do homem que abriu palanque para que os ratos da Rede, PSOL e Podemos cooptassem procuradores do MP e voltassem atrás na conclusão de que no cenário geral de corrupção, era do PT o protagonismo e comando. Não que Janot se importe com a sujeira, o caso é que ele não gostaria que soubéssemos dos detalhes sórdidos.  
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