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Delação de Funaro contradiz versão de Joesley e PGR. E agora, Janot?


Segundo informações que já circulam na imprensa, a delação premiada de Lúcio Bologna Funaro traz algo inédito: o operador de Eduardo Cunha coloca o empresário Joesley Batista como chefe da organização criminosa que sangrava a Caixa Federal e os fundos de pensão. Isso contrasta com a delação do próprio Joesley, que se dizia vítima de extorsão por parte do grupo comandado por Michel Temer e Eduardo Cunha. Em resumo: o criminoso se disse vítima de achaques, o que parece não ser verdade. 

O problema aqui é que o Procurador-Geral da República concedeu acordo de impunidade total e premiada ao açougueiro Joesley. Janot se justificou alegando que fez o acordo para colocar as mãos na quadrilha, mas agora parece que o acordo tinha era a intenção de dar fuga a uma quadrilha. 

Como Janot irá se explicar para a nação? A troco de que ele concedeu impunidade premiada ao açougueiro que comandava a quadrilha? Os leitores deste blog hão de se lembrar: em nenhum momento se pregou fé no procurador, mesmo que a índole corrupta do presidente seja conhecida por todos (do contrário ele não teria sido convidado para ser vice na chapa de Dilma Rousseff, é claro). Mas o caso aqui é que é fácil armas conspirações quando se tem na presidência alguém como Michel Temer. Foi este o caminho escolhido por Janot.

A coisa vai tomando ares de tragédia, e pode ter consequências ainda piores. Antes de Janot, o último a tentar praticar crimes utilizando o aparato da Justiça foi o delegado Protógenes Queiroz. Depois saiu candidato a deputado federal pelo Partido Comunista. Casou-se com a socialite Roberta Luschinger, aquela caloteira que pretende doar R$ 1 milhão ao ex-presidente Lula. Filiada ao PCdoB e pré-candidata a deputada federal, a herdeira do Credit Suisse primeiro tentou doar meio milhão. Confrontada por um juiz que a quis obrigar a pagar parte de suas dívidas, ela ameaçou dobrar a doação. 

O suíno Janot voou alto, contando com o apoio da Rede Globo, da Folha de São Paulo, da Revista Época e até do improvável Antagonista (aliás, eles foram os primeiros a publicarem que a delação de Funaro desmentiu a que foi feita por Joesley). Estes últimos parecem ter desembarcado do bonde, ainda que seja tarde. O caso é que as maracutaias do procurador eram apoiadas por partidos de extrema-esquerda como Rede, PSOL e PT, além de procuradores cooptados por estes grupos (como é o caso de Carlos Fernando dos Santos Lima). Passaram a apoiar até a tese de que Michel Temer era o chefe da quadrilha. Agora começa o tempo dos apoiadores da Operação Salva Lula prestarem contas de seus feitos. 

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