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Bolsonaro foi vítima de duas agressões em menos de 24 horas


Quem lê o blog sabe que a postura com Jair Bolsonaro é crítica: sempre se destacam pontos que colidem com a visão de mundo defendida pelo parlamentar. Justamente por isso se faz necessário defendê-lo de duas agressões sofridas no curto intervalo de vinte e quatro horas. Uma pela via da Justiça, outra diretamente pelas mãos da militância de extrema-esquerda. Ontem o parlamentar foi condenado a pagar R$ 10 mil em indenização para a deputada federal Maria do Rosário por conta do episódio em que a petista chamou o parlamentar de estuprador e ouviu dele que Bolsonaro não a estupraria pois ela não merecia. A segunda veio hoje, por meio de uma ovada seguida de um tapa. 

No caso da decisão judicial, ela veio por parte do próprio Supremo Tribunal Federal. Indica que mais tarde ele deverá ser condenado, que talvez perca o mandato conferido por mais de quatrocentos mil eleitores do estado do Rio de Janeiro por conta de uma parlamentar que usou do mandato para defender um estuprador. O foro privilegiado que supostamente defende os representantes do povo de eventuais arbitrariedades se viu reduzido a um instituto casuístico: se um parlamentar de extrema-esquerda disser o que for, será inocentado. Talvez sequer seja alvo de inquérito. Já um opositor da direita é merecedor de uma punição tão grave quanto a cassação por ter dado uma resposta atravessada para uma figura abjeta como Maria do Rosário. 

No caso do STF, foi instituído o foro privilegiado de Schrodinger: ele só garante a liberdade de expressão aos amigos do rei, aos que fecham com a mídia amestrada e com a beautiful people. Já os demais deverão se resignar com as imposições e baixarias da extrema-esquerda sem esboçar reação – e sempre pagando duas ou três vezes mais caro do que qualquer um destes. Jean Wyllys cospe e escapa vitorioso. Daí Jair é obrigado a pagar indenização por uma resposta atravessada, pedir desculpas e talvez perca o mandato. O caso do ovo já é consequência deste processo de impunidade: a extrema-esquerda começa a arreganhar os dentes para seus adversários também nas ruas, onde eles são minoria. O ato de um militante passa a ser ventilado como resposta popular a um discurso (o que não é verdade, goste-se ou não de Bolsonaro). Os radicais de esquerda aumentam a aposta para ver qual será a reação. Se houver reação, no geral eles não perdem muito - tudo se reduz a um boletim de ocorrência ou uma frase de repúdio sem graça nas redes sociais. Se não houver, eles se vêem autorizados a aumentar a barbárie. 

O que fazer? Que Bolsonaro reaja de maneira mais firme do que naquele episódio do glitter no Sul ou com mais fibra do que no episódio da UFF, que contou com cusparadas e chutes no carro. E que sua militância pare de celebrar os ataques da extrema-esquerda a prováveis concorrentes de Bolsonaro, como fizeram no episódio de João Doria em Salvador. Não dêem forças para estes animais hidrófobos que querem nos ver mortos ou em regime de escravidão. Denunciem de maneira equilibrada e contundente quem são os inimigos da democracia. Que marquem a ferro quem são os radicais, para que não mais saiam das sarjetas em que habitam. 

O que é preciso fixar em ambos os episódios que se sucederam com Bolsonaro é que não podemos tergiversar sobre a defesa da civilidade, da ética e democracia. Se um sujeito que é eleito parlamentar não pode se expressar sem ser alvo da sanha inquisitória de uma corte acovardada, quem o terá? E se até Bolsonaro é alvo fácil dos radicais, o que se dirá de seus eleitores? Se continuar desta forma, os milicianos de extrema-esquerda sairão as ruas a caça de eleitores de Bolsonaro em 2018 enquanto gritam por Lula, Ciro ou qualquer outro cangaceiro de ocasião. Sociopatas que são, suas forças vêm principalmente do fato de que não encontrarão resistência do outro lado.





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