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Veja vai ao esgoto para defender que jornalistas mentirosos fiquem impunes. É a criminalização da vítima


A última edição de Veja foi simplesmente macabra. Na capa, três bonecos representando o ex-presidente Lula, o deputado federal Jair Bolsonaro e o prefeito de São Paulo João Doria. Segundo a revista, a reportagem queria mostrar como “gangues virtuais” ligadas aos três candidatos promovem uma guerrilha em favor de seus ídolos. Veja iguala os agentes de forma duplamente cínica: primeiro porque estabelece uma falsa simetria entre defensores do totalitarismo que estão ao lado de Lula dos que militam contra ele. Também mente ao igualar João Doria e Jair Bolsonaro ao chefe da organização criminosa petista. Só um dos três é réu condenado, só um dos três possui um passado nebuloso com mortes, chantagens, roubo e outras sortes de crimes. Não há comparação alguma entre eles. Algo desta natureza só beneficia o mais sujo de todos, já que se vende a ideia de que ele seria apenas uma versão vermelha de Jair Bolsonaro e João Doria. 

Mas é no conteúdo que Veja desce ao esgoto: para a revista, é inadmissível que jornalistas sejam questionados pelas mentiras que publicam. Segundo a revista, pesquisar sobre a vida de profissionais de imprensa e identificar suas ligações partidárias e preferências ideológicas é perseguição. Atribuiu posições com base nestas evidências já é difamação. 

Em primeiro lugar, é bom deixar claro que Veja mente. Procurem nos códigos legais e verão que não há qualquer definição semelhante para os crimes que a revista imputa a veículos como o Jornalivre. O que veículos majoritariamente independentes como Jornalivre, Reaçonaria, Caneta Desesquerdizadora e tantos outros fazem é trazer o outro lado da notícia, é desnudar factoides, é desconstruir narrativas fraudulentas.  Este blogueiro se lembra bem de ter flagrado uma jornalista do Diário de Pernambuco mentindo sobre Jair Bolsonaro , afirmando que seu filho Eduardo estava acompanhado de um skinhead durante sua visita a Recife. No final se viu que era só um motoqueiro. Ao puxar o perfil da jornalista no Facebook “bazinga!”. Militante do PSOL.  Segundo Veja, fui um criminoso por ter desmascarado a militante travestida de jornalista. 

É bom dizer: um dos textos mencionados por Veja não foi comentado neste blog por motivos profissionais. Trata-se da jornalista da CBN que mentiu em matéria, acusando funcionários de uma empresa terceirizada de terem “acordado moradores de rua com jatos d’água”. O que se sabe é que a moça mentiu, colocando uma grave pressão sobre homens humildes que atuam na limpeza urbana. Uma mentira que teria custo político para a gestão, mas que seria ainda mais devastadora para estes trabalhadores e suas famílias. Após a identificação da mentira, o Jornalivre descobriu que se tratava de uma militante de extrema-esquerda que chegou até a criticar o petista Fernando Haddad por este ter acionado o choque contra vândalos em 2013. Mentiu não por erro, mas de forma proposital. 

Segundo Veja, todos deveriam se calar. Deveria ser permitido que jornalistas e editores simpatizantes de gente criminosa e autoritária mentissem sem ao menos ser dada a chance do contraditório. No caso de tweets e postagens públicas, recuperá-las é crime. Veja não disse isso quando o cantor Biel foi acusado de racista e estuprador em potencial, nem quando Kim Kataguiri viu uma postagem de mais de quatro anos se tornar pauta dos maiores portais da internet. Ali era permitido. 

Veja resolveu brigar pelo monopólio da voz e pela imputabilidade de jornalistas criminosos. Pior é que resolveu militar por um estado de exceção, onde a mentira deve ser aceita sem questionamentos mesmo que se descubra a verdade. Se o indivíduo não se curvar aos ataques a própria honra, será igualado aos seguidores do maior criminoso deste país. No tem: o direito ocidental permite o direito de defesa e do contraditório até para monstros como Suzane Von Richtofen e Champinha. Já os jornalistas de Veja Pieter Zalis e Ana Clara Costa e seu editor André Petry (tiete declarado de Lula),  possuem uma moral totalitária que criminaliza até o desmentido. Talvez porque seja pouco, já que a maioria destas mentiras é caso de ação judicial. 

 O que Veja não diz é que os seguidores de Lula já promoveram diversos ataques a revista. Mas isto foi antes do pestilento André Petry transformar a publicação em versão genérica da Carta Capital (que é bom lembrar, está falindo). Quem hoje é chamado de gangue por Veja defendeu por anos a liberdade de expressão, para que hoje os canalhas homiziados naquela redação nos comparem com gangues petistas. Não são jornalistas, são farsantes. Gente suja que em seus delírios de totalitarismo, reivindica publicamente o direito de mentir sem que a vítima e seus apoiadores possam ao menos se defender. Se continuar neste passo, é bem possível que Veja peça a revogação do Pacto de San José da Costa Rica e a volta da Escravidão. É o caminho natural para uma revista que quer cassar até o direito de defesa e liberdade de expressão. 


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