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Raquel Dodge pediu explicações a Janot sobre descoberta de cortes no orçamento da Lava Jato. E aí, Janot?


Notícia do Jornalivre:

Raquel Dodge ainda nem começou como PGR mas já achou algo estranhíssimo por ali. Ela enviou um ofício a Janot pedindo informações sobre o orçamento do MPF para o ano que vem. Dodge questionou, ainda, por que o valor previsto para a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba é menor que o montante solicitado pelos procuradores.

“Consta à fl. 58 do volume III que a Força Tarefa Lava-jato sediada em Curitiba/PR solicitou R$ 1.650.000 (um milhão e seiscentos e cinquenta mil reais). Foi apresentada a proposta de somente R$ 522.655 (quinhentos e vinte e dois mil e seiscentos e cinquenta e cinco). Qual a razão dessa redução para a FT Lava-jato? Qual o valor programado para a Força Tarefa em 2017?”, questiona Raquel Dodge no documento.

Ela enviou o ofício na condição de integrante do Conselho Superior do MPF e argumentou que precisa dos dados até 19 de julho para decidir sobre a proposta, uma vez que a votação está agendada para 25 de julho.

A Procuradoria Geral da República informou que o ofício deverá ser respondido dentro do prazo.

Entre os questionamentos enviados por Raquel Dodge a Janot, estão dúvidas sobre:

a proposta orçamentária dos próximos anos;
quais são as despesas primárias do MPF;
quais são os valores previstos para auxílio-moradia em 2018;
as novas despesas para 2018;
reajuste de salário;
previsão de posse de aprovados em concurso;
e o motivo da redução de gastos com informática e com diárias e passagens aéreas em algumas procuradorias.
Ela também perguntou sobre aumento de despesas de manutenção da PGR para 2017 e quer saber quais despesas assumidas promoveram o aumento.

“Às fls. 23/25 do volume III, constam os planos internos de manutenção da PGR. A execução de 2016 foi de R$ 17.923.257 (dezessete milhões, novecentos e vinte e três mil e duzentos e cinquenta e sete reais) ao tempo em que está programado para 2017 a despesa de R$ 19.675.269 (dezenove milhões, seiscentos e setenta e cinco mil e duzentos e sessenta e nove reais). Qual a justificativa para esse aumento de despesa em 2017? Quais despesas assumidas promoveram tal aumento?”, diz Dodge no ofício.

Ora, então quer dizer que o nebuloso Rodrigo Janot fez cortes no orçamento da força-tarefa da Operação Lava Jato? Ver que este senhor é um conspirador dissimulado não é novidade, mas estas descobertas de sua futura sucessora revelam incongruências nos discursos de alguns agentes públicos que dizem defender a operação. Por exemplo, o procurador Carlos Fernando de Almeida Lima. Segundo consta, o sujeito está conversando com a Rede de Marina Silva, Alessandro Molón e Randolfe Rodrigues para sair candidato no ano que vem. Provavelmente deputado, embora as chances para o Senado não sejam remotas. De fato quem olha para o comportamento do procurador vê uma mudança no discurso: ele dizia que o PT era o chefe da organização criminosa. Agora diz que todos são iguais. Até se permite a fazer trocadilhos com “Fora Temer”. Pois este mesmo senhor utilizou uma retórica violenta e imprópria ao afirmar que os cortes promovidos pelo governo colocavam em risco a Lava Jato. Perguntar não ofende: o procurador que afirmou que estes cortes orçamentários na PF colocavam em risco a Operação dirá o mesmo sobre os cortes promovidos por Janot?

Voltando ao suíno da PGR (que ultimamente anda ocupado demais ao tentar defender o perdão premiado concedido ao criminoso Joesley Batista), fica a pergunta: o senhor também andou falando demais, se colocando como Supremo Defensor da Operação Lava Jato. Logo o senhor, que no passado recente chegou a se encontrar secretamente com o ministro Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça. Se está tão preocupado com a Operação Lava jato, qual é o motivo para estes cortes? Aliás: se a intenção é a economia, qual é o motivo de aumentar os gastos da PGR no mesmo período? 

Quem acompanha o noticiário político já deve ter se deparado com notícias plantadas por porta-vozes de Janot sobre “as ameaças a Operação Lava Jato”. Durante um tempo a extrema-esquerda batia na força-tarefa. Após ver que os investigadores desfrutavam de prestígio popular, estes agentes obscuros identificaram que o melhor era se associar a narrativa de combate a corrupção – alguns até começaram a assediar membros da operação com promessas de carreira política. O plano conseguiu feitos incríveis, como a gravação de Temer por Joesley Batista. Por pouco Janot não conseguiu colocar em seu lugar o suspeitíssimo Nicolao Dino, irmão do governador comunista do Maranhão. Foi quando os lacaios do janotismo vieram com a farsa de que Raquel Dodge poderia “frear a Lava Jato”. Parece que quem frearia a operação era Janot, como desconfiávamos desde o princípio. 

Rachel Dodge nem começou, mas já faz muito bem. Fica a sugestão para que vá mais longe ainda: que tente rever este acordo indecente utilizado pelo asqueroso antecessor em exercício. E que faça auditoria em tudo o que foi feito por Janot, dando publicidade a todas as contradições praticadas pelo sujeito. Como diz Janot, a regra é clara: “Enquanto houver bambu, lá vai flecha”. 

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