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Podemos comemorar a condenação de Lula, mas com cautela


Lula condenado por Sérgio Moro a nove anos de prisão. De maneira clara, objetiva e sóbria. O juiz não se rendeu aos holofotes e nem a politicagem que tem marcado sobretudo as ações dos membros do Ministério Público Federal que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato. O juiz garantiu o império da lei. O fato é de se comemorar se levarmos em conta que este sujeito já pretendeu se tornar Imperador do Universo. Tal qual Palpatine, Lula tentou dominar o mundo a partir de seus golpes antidemocráticos. É de se celebrar a condenação deste sujeito. Mas com cautela. 

Moro não é herói. Fez o que deveria ter feito: garantir a aplicação da justiça, o que garante a vigência da civilidade. O que pode ser dito de Moro é que foi fiel as atribuições de seu cargo. Pecou apenas ao não pedir a prisão imediata do condenado. Muitos outros criminosos pegos na Lava Jato foram em cana bem antes da condenação, como é o caso do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Se a justiça vale para Cunha ser preso imediatamente após a perda do foro privilegiado, não é justo que Lula continue solto após a condenação. 

Temos que ter atenção especial com a decisão que partirá do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, em Porto Alegre. Temos que exigir a prisão do sujeito que arquitetou o maior esquema de corrupção da história do Ocidente. Se é mesmo dele a mão que balança o berço, como atestou o procurador Deltan Dallagnol naquele Power point (Deltan depois resolveu apoiar a narrativa de Rodrigo Janot sobre Temer ser o chefe da quadrilha para justificar o indecoroso perdão os criminosos da JBS). Ser condenado em primeira instância não significa muita coisa para um líder messiânico como Lula. Aguardem as próximas movimentações do culto petista. Eles não irão se abater, já que são fanáticos jihadistas. 

O caso é que a condenação e a reação despertada na sociedade ajudam a derrubar alguns mitos. Entre eles, o mito de que a condenação de Lula despertaria uma “convulsão social” de grandes proporções. A única convulsão social que pode se abater sobre este país é a escassez de bebidas alcoólicas em bares, adegas, restaurantes e supermercados. A população demonstrou mais de uma vez que está majoritariamente ansiosa pela defenestração do chefe de quadrilha. 

Talvez este evento também enfraqueça a farsa do “movimento 342”, aquele embuste de artistas vendidos e inocentes envergonhados que serve apenas para promover o “Volta Lula” enquanto se grita “Fora Temer”. Não pelos militantes ou pelos que votam em Lula mesmo que ele seja flagrado em um ritual satânico envolvendo crianças, ou mesmo depois do próprio declarar suas tendências ao estupro ou sua admiração a ditadores como Hitler, Aiatolá Khomeini e Mao Zedong. Afinal de contas, ele fez isso em uma entrevista para a Playboy nos anos 80 e ainda assim se elegeu duas vezes para a presidência, além de ter eleito uma laranja nas duas últimas eleições. Estes votam no PT “apesar do totalitarismo”. Eles votam no partido exatamente pela opção consciente pelo fascismo. No entanto menos pessoas ficarão propensas a ocuparem as ruas ou a votarem em um condenado por corrupção. 

Temer também pode se beneficiar do episódio. Pode sinalizar que o movimento contra ele parte exatamente do séquito de seguidores que cercam Lula, o grande chefe da quadrilha. A condenação de Lula também estraçalha as argumentações recentes do MPF de que o sujeito é tão corrupto quanto os demais e que o petismo não errou mais que outros que se envolveram em esquemas ilícitos antes ou em consórcio com o partido. Moro apontou Lula com o chefe, o que já indica uma condenação no caso do Sítio de Atibaia. Se os opositores do petismo souberem se articular de maneira adulta, certamente o petismo não conseguirá voltar ao Planalto. Até lá o bom é ter cautela: o jogo só acaba depois do apito do juiz. Não adianta festejar enquanto nem chegamos na prorrogação. 

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