Ads Top

Ministério Público se recusa a investigar “Fora Temer” com crianças em escola. É o que quer Janot



Notícia da Gazeta do Povo:

O Ministério Público Federal arquivou uma representação sobre o uso de alunos de uma escola pública em protesto contra o presidente Michel Temer e a PEC 241, que limitou o crescimento dos gastos do governo.
O caso aconteceu em novembro de 2016, em uma escola indígena no povo Truká, em Cabrobó (PE). Orientadas por professores, crianças – aparentando estar nos anos iniciais do ensino fundamental – produziram cartazes e pintaram os rostos com os dizeres “Fora Temer” e “Não à PEC 241”.
Uma representação anônima foi encaminhada ao Ministério Público e pedia apuração sobre o uso político das crianças “em razão do estado de vulnerabilidade das crianças do ensino infantil de escolas indígenas participantes do evento”.
Mas o procurador André Estima, responsável pelo caso, alegou que “os fatos deram-se no âmbito legítimo da liberdade de cátedra, da liberdade de expressão e do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, bem como do limite da autodeterminação dos povos indígenas”. Ele pediu o arquivamento da representação, o que foi aceito de forma unânime pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal.
Estima argumentou também que o o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê o direito à liberdade de opinião e de participação na vida política às crianças.
O procurador afirmou ainda que o caso é uma “manifestação legítima de direitos fundamentais albergada pela Constituição, pelo Direito Internacional e pelas leis brasileiras”.
Na época em que o caso veio à tona, o ministro da Educação, Mendonça Filho, condenou a atitude da professora: “É deplorável e inaceitável”, disse em entrevista à rádio Jornal de Pernambuco.

Mas é claro que o procurador Estima não irá investigar. Primeiro porque ele próprio deve concordar com esta prática que é ilegal, indigna, política e que viola os Direitos Humanos (está lá no Pacto de San José da Costa Rica: a educação que a criança recebe é de competência e direito dos pais). Aliás, mesmo que o procurador não concordasse as chances de arquivamento seriam grandes. Afinal de contas, o suíno Procurador Geral da República Rodrigo Janot e a monstruosa Deborah Duprat (a que afirmou que a criança não pertence aos pais e sim ao Estado) já declararam guerra aos opositores da ideologia de gênero - e por extensão a todos os que se opõe a doutrinação ideológica em sala de aula. E olha que Janot já afirmou ser "a esperança do Brasil".

Sim, não se trata apenas do "Fora Temer" ou de questões pontuais como ensinar fatos históricos de maneira falsa ou incutir noções enviesadas em uma ou outra aula. Também não se trata de opinião política, que continua a ser assegurada para os professores fora da sala de aula. Aqui se trata do assédio moral, da violação dos direitos das famílias. Se trata do sequestro de mentes em formação por verdadeiros pedófilos intelectuais. 

Não dá para fechar com Janot, nem com o que este ser imoral representa. Apoiar Janot é concordar com sua visão totalitária e com suas práticas ilegais. É lamentável porque até o procurador Carlos Fernando Lima dos Santos (que é admirador de Leandro Karnal e suas teses que comparam o ladrão de pão com o ladrão da Petrobras) andou defendendo Janot. Tempos difíceis para a democracia. 



Tecnologia do Blogger.