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Lázaro Ramos fraudou a história ao dizer que o grande Lima Barreto também gritaria "Fora Temer" se estivesse vivo


O palco: Festa Literária de Parati. O suspeito: o ator Lazaro Ramos. O crime: falsificar a história e profanar a memória de quem não está mais aqui para se defender. A vítima: o escritor Afonso Henriques de Lima Barreto, homenageado nesta edição da Flip. Tudo foi dito sob os olhos complacentes da historiadora Lilia Moritz Schwarcz, que permitiu que a história fosse fraudada sem sequer contestar. 

Pois é. O ilustre Lázaro Ramos encarnou mesmo a pecha de intelectual que por estas terras é concedida a qualquer um que comece a demonstrar publicamente suas predileções pela esquerda. O sujeito não precisa ter lido um livro sequer, não precisa de reconhecimento ou talento. Por vezes basta assinar uma lista de “artistas e intelectuais” em favor de qualquer causa que esteja na pauta socialista que ele será tratado desta forma, como foi o caso daquele moleque de 16 anos e daqueles estudantes universitários que assinavam listas em favor de Dilma Rousseff. Foi nesta que Lázaro recebeu seu título de intelectual brasileiro. 

Aos fatos: tendo vivido durante a República Velha, Lima Barreto desenvolveu um verdadeiro asco pela elite política que depôs o Império. Por diversas razões: neto de escravos e filho de mulatos, tinha uma opinião muito negativa sobre a elite republicana que depôs o Império como retaliação pela abolição da escravatura. Para completar havia seu pai, o tipógrafo João Henriques de Lima Barreto. Seu progenitor era monarquista e amigo pessoal de Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro (que inclusive foi seu padrinho). A mãe de Lima Barreto era professora, e morreu quando o escritor tinha seis anos. O que garantiu a educação do escritor e de seus irmãos foi o trabalho do tipógrafo João Henriques (que passou a trabalhar ainda mais horas por dia para sustentar os filhos) e o apoio dado pelo Visconde de Ouro Preto, que permitiu que o mulato Lima Barreto adquirisse uma boa educação. O cronista cresceu em um país governado por aquela gente asquerosa que não desejava o fim da escravidão, motivo pela qual ele desenvolveu asco pela elite política. Em seus livros ele denuncia não só a ignorância daqueles senhores como também os conchavos, o provincianismo e o preconceito racial que imperava naquela sociedade. 

Bom, este não é um perfil de alguém que gritaria “Fora Temer”.  O perfil de quem grita “Fora Temer” é daquela mesma casa grande que depôs o Império. Esta turma do Leblon, estes militantes radicais da Vila Madalena e a pajelança soteropolitana que trata a música como seu feudo estão do lado oposto. Lázaro - que faz parte desta esquerda caviar, certamente não seria visto com bons olhos por Lima Barreto. O sujeito era culto, trabalhador e oriundo da classe trabalhadora. Quando seu pai enlouqueceu, Lima Barreto assumiu para si as responsabilidades pela família e cuidou do velho. Não corresponde ao perfil de quem sugere assassinato de bebês negros para combater a pobreza nas favelas, muito menos ao perfil de quem apóia ditadores carniceiros. É onde Lázaro comete um de seus maiores crimes, que é emporcalhar a memória de quem não pode mais se defender. 

O que se vê aqui é que a velha extrema-esquerda brasileira tentando se apropriar das mesmas virtudes que despreza. Mundo afora o culto dos estelionatários se diz responsáveis por conquistas como abolição da escravatura, voto feminino e direitos humanos. Exatamente as questões mais desrespeitadas por seus governos. O que Lázaro Ramos fez na FLIP não foi só panfletarismo tosco ou foratemerismo gratuito. Foi estelionato mesmo. 

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