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“Empoderado” por impunidade premiada concedida por Fachin e Janot, Joesley Batista agora quer mandar no STF e negar direito de defesa a Temer


Notícia da Exame

O advogado Francisco de Assis Silva, chefe da Diretoria Jurídica da JBS e um dos delatores, apresentou nesta terça-feira um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar que haja a remessa direta aos defensores do presidente Michel Temer de sete áudios recuperados pela Polícia Federal em gravadores entregues por Joesley Batista, um dos donos do grupo. 
[...]Francisco de Assis argumentou à presidente do STF, Cármen Lúcia, que “certamente” existem nos diálogos recuperados conversas mantidas entre ele, outros advogados e os donos do grupo. Segundo ele, essas conversas fazem parte das tratativas do acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo STF e estariam acobertadas pelo sigilo profissional previsto em lei.

Vejam só: o acordo de impunidade premiada de Joesley Batista não garantiu que o açougueiro criminoso ficasse tranquilo. Agora ele tenta impedir que a defesa de Michel Temer tenha acesso aos áudios. 

Que fique claro: obter acesso a provas é algo fundamental para o Direito. Este caso específico nem pode ser classificado como chicana, já que são estas provas que constituem a base da acusação feita contra o presidente Michel Temer. Em qualquer democracia é assim: a defesa do réu tem direito ao acesso a provas. Mas a defesa de Joesley não quer.  

Se o Supremo Tribunal Federal acatar o pedido, ficará ainda mais evidente a conspiração. Vamos combinar que é fácil fazer algo do tipo contra alguém como Temer, que é corrupto e que assumiu o poder por ser vice de uma presidente corrupta. Fica fácil para que gente suja como Randolfe Rodrigues, Alessandro Molón, Gleisi Hoffmann e afins (incluindo Rede Globo e antagonistas) preguem moral contra ele. A esquerda o detesta e a direita não o apoia. Mas notem o pulo do gato: os mesmos que dizem defender os direitos humanos para os piores criminosos querem um processo rápido e arbitrário contra o presidente, negando inclusive o direito a ampla defesa. Isso incluí Joesley, que depois de “empoderado” pela impunidade premiada quer mandar até no STF. Faz sentido, já que foi ele que viabilizou a nomeação de Edson Fachin por meio de visitas a senadores onde os “per$uadia” a aprovarem o paranaense que foi advogado do MST. Pode isso, Arnaldo?

Esta é a República Janotista, onde o maior empresário corrupto da história se vê no direito até de negar o direito de ampla defesa a outros. A máxima maquiavélica diz que “Aos amigos os favores e aos inimigos a lei”. No janotismo é o contrário: aos amigos até a impunidade, aos inimigos nem a lei. 

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