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Analfabetos políticos e estelionatários continuam repetindo que os crimes do PT são exatamente iguais aos praticados por outros partidos


Todos são corruptos e qualquer argumentação contrária é coisa de quem escolhe ter lado e se guiar por ideologia. É o que dizem os gênios da raça que pregam a narrativa janotista. Por meio de jornalistas vendidos e insuspeitos como Alessandro Molón (ex-PT atualmente na Rede) e Randolfe Rodrigues (ex-PT e ex-PSOL atualmente na Rede), estes sujeitos trabalham para fortalecer a liderança moral de gente como Marina Silva (ex-PT) e Joaquim Barbosa (extremista de esquerda que chegou ao STF pelas mãos de Frei Beto). Por óbvio, a narrativa não se relaciona em nada com a realidade em que políticos como Eduardo Cunha e Rodrigo Rocha Loures foram presos enquanto Lula e Dilma estão soltos.

O único paralelo entre o universo imaginário da corrupção igualitária é a tentativa de golpe em curso na FIFA. Sim, na entidade máxima do futebol está em curso uma investigação contra a corrupção na cartolagem. Segundo o relatório do advogado americano Michael Garcia, as impolutas federações da Inglaterra e Coreia do Sul também estão na lama. O episódio se deu quando a Inglaterra tentava sediar a Copa de 2018. Para viabilizarem a escolha que nunca saiu do papel, os dirigentes ingleses (incluindo o príncipe William, presidente da Football Association) e o então primeiro-ministro David Cameron se reuniram com os sul-coreanos para combinarem uma negociação: como os asiáticos queriam sediar a Copa de 2022 (disputa vencida pelo Catar), ficaria combinado a troca de votos. Coreanos votariam nos ingleses para 2018 e estes retribuiriam votando nos colegas de pacto em 2022. 

A negociação não é nem de longe criminosa, mas foi tratada com ares de escândalo por parte de jornalistas e analistas santarrões dos tabloides britânicos. Assim com na política brasileira, boa parte destes que simularam indignação com a troca de votos são simpatizantes do trabalhista Jeremy Corbyn. O socialista líder da oposição que disse que o impeachment de Dilma era golpe e que se solidarizou com Maduro dentro da Câmara dos Comuns ainda tem chances de ocupar o cargo de primeiro-ministro. Ele também deseja extinguir a monarquia. William, que combinou votos com a Coreia do Sul em uma negociação que não envolvia qualquer tipo de retorno financeiro, chantagem ou propina, também é Duque de Cambridge e terceiro na linha de sucessão do trono. Igualar alguém que fez um arranjo político com gente do naipe de Jack Warner, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Nicolás Leoz e João Havelange é coisa de idiota e de estelionatário. Igual na Operação Lava Jato, em que figuras se arvoram na condição de paladinos da moral, ética e bons costumes apenas para igualar a culpa e aliviar para os petistas. 

Nunca é demais repetir: a corrupção do Partido dos Trabalhadores foi muito pior do que a corrupção dos demais partidos. Na história do PT temos fatos macabros como a armadilha Bisol. Foi lá nos idos de 1993, quando o relator da CPI das Empreiteiras José Paulo Bisol passou para a revista Veja uma relação de mais de 200 políticos que teriam recebido dinheiro da Odebrecht. Candidato a vice-presidente na chapa de Lula em 1989, Bisol conseguiu enterrar as investigações sobre benefícios da Odebrecht a parlamentares ao envolver no mesmo balaio todo tipo de gente: os inocentes que receberam doações legais, os que receberam pequenos favores e os grandes achacadores. O PT também tem episódios ainda piores, como a venda de greves nos anos 80, o Foro de São Paulo, o financiamento ilegal por parte de Cuba, o assassinato de Celso Daniel e a morte de Toninho do PT. Antes mesmo de chegar a presidência, o PT já possuía esquemas criminosos nos fundos de pensão, nos sindicatos e em prefeituras e governos estaduais. Coisa que ninguém em nossa história possui. Como é possível dizer que todos são iguais? 

Perguntem aos defensores da tese da corrupção igualitária onde estão os “celsos danieis” de outros partidos, onde estão as “armadilhas Bisol”, onde estão os acordos subterrâneos com Cuba. É bom perguntar também porque não há continuidade nos financiamentos de ditaduras amigas que vigorou nos treze anos de petismo. Perguntem então porque a quantidade de dinheiro cedida ao PT era tão paquidérmica se comparada ao que foi dado aos outros. 

Ninguém saberá responder a esta pergunta. O burro ficará “bugado” igual aqueles roedores que protagonizam vídeos virais na internet. O mamífero está em plena atividade e depois trava: é assim que ficarão os janotistas burros diante da provocação. Já os estelionatários darão risada, mas de nervoso. Esta gente em particular detesta ser desmascarada. Qualquer ser pluricelular sabe que não há qualquer paralelo entre os crimes de corrupção praticados pelo PT com os demais partidos. Os próprios petistas já admitiram em mais de uma ocasião que roubam principalmente pela causa, ao contrário dos outros que roubam para si. Isso é gravíssimo, já que o político que rouba para si pode ser preso e condenado. Já o que rouba para a causa pode lograr êxito em seu objetivo principal que é o desmantelamento das instituições e a morte da democracia. Cunha, Maluf, Aécio, todos estes querem encher os bolsos de dinheiro. Lula, Dilma, Gleisi Hoffmann e Jandira Feghali nos querem com uma Venezuela. Repetir que não se trata de luta da direita contra a esquerda não passa de uma narrativa rasteira de inegável influencia “karnaliana”. Sim, aquele filósofo careca e socialista que cobra fortunas por suas palestras gosta de comparar um empreiteiro que lucrou milhões por meio da propina e associação criminosa com o sujeito que pagou um café para o guarda, além de dizer que quem fura fila é tão imoral quanto o político que cobrava propina para se manter no poder. Isso tem nome: é querer fazer o público de trouxa.




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