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Você é contra linchamentos ou só quando o alvo é considerado uma vítima da sociedade?


O caso do atropelamento na Augusta gerou uma campanha de ódio poucas vezes vista na rede social. Gente pedia a cabeça do atropelador, gente culpava até o prefeito João Doria pelo acontecido. Houve até quem traçasse comparações com os atropeladores do Estado Islâmico e que atribuísse o suposto ódio aos skatistas ao discurso de Jair Bolsonaro. Isso mesmo diante da possibilidade Bolsonaro jamais ter falado qualquer coisa sobre skatistas em toda a sua carreira parlamentar.

O proselitismo foi tamanho que até Caetano Veloso resolveu cometer ilações descabidas, alegando até que a maior presença de agentes da CET teria impedido o caso. Como? Servindo de escudo humano para um carro supostamente desgovernado? Em nenhum momento os justiceiros quiseram saber o que aconteceu e apurar os fatos, queriam apenas usar as vítimas do acidente como bandeira política. Atitude típica da extrema-esquerda. Atitude típica de urubus.

No final das contas o G1 trouxe a luz dos fatos: o motorista é um pacato cidadão que ao contrário do que disse o pestilento Mídia Ninja, não é nenhum intolerante que odeia o skate. Ele estava acompanhado de sua mãe (uma idosa de 80 anos) quando atingiu um skatista. Tentou parar mas se viu diante de uma nuvem de outros skatistas que tentaram lichalo. O sujeito que carregava sua mãe octogenária se viu envolvido por trogloditas que tentaram depredar o veículo e arrancá-lo dali para puni-lo pelo acidente. A saída foi arrancar com o carro. Por não sabermos se os atropelados eram os mesmos agressores, não se pode afirmar que mereceram. Mas se pode afirmar que o que causou tudo aquilo foi um ato inicial de selvageria.





É interessante notar que após a apuração do caso não se viu nenhum debate sobre o justiçamento. Sim, é disso que se trata. Um grupo de jovens preferiu fazer justiça com as próprias mãos. Isso é bem comum no Brasil, e por vezes tira a vida de quem apenas cometeu um erro. Houve até um caso de um motorista de ônibus diabético que passou mal ao volante e atropelou pedestres. Foi morto pela turba.

Não foi comentado aqui neste blog, mas em meu perfil no Facebook participei de acaloradas discussões sobre o caso do viciado menor de idade que teve a testa tatuada. Em meio entendimento o que houve foi tortura, principalmente pelo fato de que 1) Não havia prova alguma de que o jovem havia tentado roubar a bicicleta do deficiente (nem o deficiente fez a acusação) e 2) a medida era completamente desproporcional. Se o moleque houvesse sido apanhado tentando roubar a bicicleta, os dois poderiam tê-lo segurado e chamado a polícia. Não foi legítima defesa pois não havia ameaça a vida. Aliás, um dos agressores foi condenado no passado por roubo. Foi preso sem que ninguém tatuasse seu crime em sua testa. Voltando ao caso do linchamento do motorista, se vê mais uma vez a ineficiência do justiçamento (tática que era muito utilizada pela extrema-esquerda em tribunais paralelos nos tempos da guerrilha contra o Regime Militar). Em que medida pode ser razoável linchar um sujeito por conta de um atropelamento? Que motorista está livre de cometer erros no trânsito ou de atropelar alguém? Sim, o sujeito não estava sequer embriagado. Era um pacato cidadão que por pouco não teve que pagar um erro com a própria vida ou com a vida da mãe idosa.


Mas provavelmente a extrema-esquerda não comentará um caso que não serve para fazer proselitismo político. Sim, também se trata disso. Todos correram para culpar a prefeitura, a direita, Bolsonaro (que é deputado federal pelo Rio de Janeiro), para falsificar os fatos fazendo falsas comparações com o Estado Islâmico, para falar em ódio que não existe (sobre skatistas? Nunca ouvi falar). Aliás, cadê Caetano? Ele estava tão falante no Twitter acusando Doria e agora se calou... Provavelmente ficará calado junto com outros radicais de esquerda, apenas aguardando a próxima tragédia que possa ser de alguma maneira útil para sua narrativa política.








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