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Renan, o cangaceiro que se fez coronel agora virou socialista. É a prova de que o socialismo não passa de estelionato


Ontem o Brasil viu com assombro o discurso de Renan Calheiros na tribuna do Senado Federal. O espanto se fez concreto não pela associação entre o criminoso e o partido que é fachada para uma organização criminosa, mas sim pelo conteúdo da fala e virulência dos ataques. O cangaceiro que se fez coronel agora virou socialista, fazendo discursos inflamados contra a suposta perda de direitos e a aparente maldade dos que defendem mudanças na legislação trabalhista e previdenciária. 

Sim, o discurso de Renan ontem o qualifica para subir em um palanque com Lindbergh Farias, a falar bobagens em universidades com Ciro Gomes, a invadir universidades com Carina Vitral e sua sucessora repetente Marianna Dias ou a depredar patrimônio público e privado com Guilherme Boulos enquanto atira rojões com os black blocs de Sininho. O que será que aconteceu com o valente alagoano, homem que tinha em uma mão as Alagoas e na outra os parlamentares por ele chantageados para que não aprovassem sua quassação ainda nos idos de 2007? 

O que aconteceu é que o homem viu sua base feudal se desmanchar nos últimos anos, principalmente por conta da projeção conquistada nas redes sociais. Por incrível que pareça, o sujeito se viu diante da humilhação de ter que se rebaixar politicamente para não perder o foro privilegiado. Segundo pesquisas encomendadas pelo próprio Renan, ele seria apenas o terceiro ou quarto na preferência dos cidadãos de seu estado para o Senado em 2018. A saída seria se candidatar a um cargo menor, ou seja, uma cadeira de deputado federal. Este aliás será o mesmo caminho que deverá ser trilhado por colegas como Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Vanessa Grazziotin e Roberto Requião.

O senador criminoso vivia o ocaso, o fim de uma era. Já não era mais senhor das almas de Murici, já não era mais o homem mais poderoso do estado. Mesmo protegido pela seletividade do procurador-geral da República Rodrigo Janot, sentia que estava desprestigiado pela fortuna. Sua sorte mudou quando Janot começou sua empreitada contra peemedebistas poupando justamente os principais aliados de Lula e Dilma: Renan e Requião. No meio do caos, Renan vislumbrou a chance de se reinventar. Talvez pudesse se colocar contra as reformas e se aproveitar de uma eventual reabilitação de Lula proporcionada pelo discurso do "todos são iguais". Virou socialista. 

Talvez a estratégia não dê certo, mas é um dos melhores trunfos que ele tem. Também é a prova de que as teses vermelhas não passam de fraude. Este blog sempre afirma que quem defende tais idéias só pode ser classificado em três categorias: os burros, os ingênuos e os estelionatários. Normalmente o ingênuo se espanta e muda de opinião após ser informado da verdade. Os burros e os estelionatários não. Aliás, os últimos são os mais interessados na propagação destes valores. Eles sabem que o socialismo não funciona e nele insistem em nome de uma agenda criminosa, tal como Renan está fazendo agora. Ou será que alguém ainda acha que o sujeito que pagava a pensão da filha bastarda com propina e que foi personagem de praticamente todos os conchavos da era petista é de fato um homem público preocupado com os trabalhadores?


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