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O novo alvo do fascismo cultural é a Riachuelo, porque não teve beijo gay na campanha do Dia dos Namorados



No site Publicitários Criativos, a notícia bizarra sobre o mais novo protesto capitaneado por Justiceiros Sociais:

“O dia dos namorados está chegando e por conta disso temos uma enxurrada de comerciais com casais para representar o amor. Como é de costume, as marcas responsáveis pela moda precisam estar presentes nesse momento com algum comercial que seja representativo ao tema.
Por ser um tema delicado, a diversidade está em alta e dividindo opiniões por toda internet. A polêmica de vez é a Riachuelo, criticada por sua campanha “pouco diversificada” segundo os comentários de inúmeras pessoas. Confira o comercial que está dando o que falar:


A constatação é uma só: vivemos tempos orwellianos. 

Poderíamos listar uma série de bizarrices contidas neste protesto. Como a imposição de valores, o cerceamento da liberdade de expressão e até o fato de que estes justiceiros sociais estão transformando os gays em uma categoria exótica. Ora, beijo gay é algo que já foi visto em milhares de lugares. Se é só um beijo, não deveria ser exigido como algo específico. Um casal que se beija seria apenas um casal, fosse ele branco, interracial, idoso ou gay. Ou não são todos iguais? 

O caso aqui é que a propaganda em si já apresenta casais modernos, já se exalta a diversidade.
Não há sequer um traço de homofobia na propaganda. Seria diferente se houvessem alguma mensagem de ódio aos homossexuais ou algo que o valha. Certamente a maioria dos homossexuais não se sentiu prejudicada por esta propaganda, uma vez que não são militantes de extrema-esquerda. Até porque a maioria dos cidadãos homossexuais se concentra em questões muito mais importantes do que uma propaganda da Riachuelo. 

Causa espécie ver este tipo de assunto ser discutido, algo que não deveria sequer ser cogitado. O indivíduo poderia escolher comprar ou não da marca. A demanda esdrúxula sugere motivação política. Por acaso isso não teria a ver com as declarações do presidente da Riachuelo (o empresário Flávio Rocha) de que a extrema-esquerda arrebentou o país, que o Brasil precisa de reduzir o tamanho do Estado para chegar ao século XXI? Vimos a extrema-esquerda até inventar acusações contra o sujeito fazendo uso da velha máquina de assassinar reputações. 

Afinal de contas, esta mesma escória não disse palavra sobre o governo islâmico de inspiração pós-soviética da Chechênia criar um campo de concentrações para homossexuais em pleno 2017 (repetindo Che Guevara, que fez o mesmo em Cuba ao criar as UMAPs). O próprio Lula, chefe da organização criminosa que retém sobre suas asas a esquerda brasileira, já protagonizou alguns episódios de homofobia explícita sem ouvir um protesto sequer por parte da extrema-esquerda. Daí fica a pergunta: o que é pior para um homossexual, não ver um beijo gay em uma propaganda ou ser governado pelos tiranos que a extrema-esquerda defende? Na real, nem estes justiceiros se importam de fato com o beijo ou a falta dele. A questão aqui é política. Por essas é outras que fecho com o amigo Luciano Ayan: não se trata de politicamente correto, mas de fascismo cultural. 



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