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Nicolao Dino não pode nem reclamar por Temer não escolher o primeiro da lista de araque. Seu irmão comunista fez o mesmo no Maranhão


O procurador Nicolao Dino deve estar muito chateado. Há uma hora dessas era para seu nome estar estampado em jornais e revistas, para seu rosto ser replicado em portais noticiosos tratando de sua nomeação para a Procuradoria-Geral da República. Ao menos isso teria acontecido caso o consórcio golpista formado por Rodrigo Janot e pelo ministro Edson Fachin em conluio com Globo, Rede e Folha houvesse prosperado. Quem é que imaginou tamanha dificuldade para se derrubar um presidente? 

Sim, a intenção da armada Brancaleone era 1) Derrubar o Presidente, 2) Salvar Lula pela porta dos fundos enquanto todos se debatiam entre as fumaças do incêndio, 3) Eleger o poste de Janot para a PGR e perpetuar a hegemonia sinistra na PGR, 4) Salvar o PT da total destruição por meio da narrativa do "Fora Todos" e 5) Rasgar a Constituição convocando eleições diretas já em 217. O primeiro motivo de luta já foi derrubado com a nomeação de Raquel Dodge, e disso Nicolao Dino não poderá reclamar. 

É bom frisar que a tal lista tríplice não passa de uma artimanha criada por Lula em 2003 para esvaziar o aspecto político da indicação de Cláudio Fonteles. A mídia amestrada comprou a tese de indicação técnica fruto de consenso do órgão e acima de conveniências políticas. Recentemente o mesmo sujeito acusou a mídia de ser "seletiva ao tratar o PT como pior que os demais partidos envolvidos com corrupção". Pois é, significa. Outro que seria "escolha técnica fruto do consenso da corporação" foi Antonio Fernando de Souza. Responsável pelas denúncias no escândalo do Mensalão, Fonteles tratou de livrar o principal nome. Além de livrar o cabeça da organização criminosa, o sujeito ainda conseguiu transformar um crime contra a democracia (a compra de votos) em mero caixa 2, além de ter atribuído penas leves para o núcleo político composto por José Dirceu e José Genoíno enquanto Marcos Valério e Kátia Rabelo estão presos até hoje. Justiça? Creio que não.


Voltando ao procurador Nicolao Dino, a intenção não concretizada só fez com que o sujeito empreendesse um esforço infrutífero e extenuante. Não conseguiram constranger o presidente a obedecer uma lista elaborada pelo sindicalismo do MPF- uma das corporações mais empesteadas de socialistas em todo o Brasil. Uma lista que vale tanto quanto fralda suja de criança, visto que não há previsão legal para sua elaboração e que sua própria composição indica sua subjetividade: se a lista fosse ser seguida, não haveria necessidade de ser tríplice. E nem seria lista, visto que o mais votado automaticamente seria nomeado. Como a presidência da república não é mero despachante de corporativistas, a extrema-esquerda perdeu. 

Ao Nicolao não resta sequer a reclamação. Como o braço direito de Janot poderá reclamar de sua não indicação, como poderá acusar o presidente de agir de maneira vil se seu próprio irmão fez o mesmo? Todos sabem que Nicolao é irmão de sangue e de causas de Flávio Dino. O governador comunista do Maranhão também não respeitou a lista tríplice elaborada pelo MP do Maranhão quando foi escolher o procurador-geral do Estado (quem nos lembra é O Implicante). Aliás, é até melhor que Nicolao não tenha sido eleito. Seria terrível para um seguidor do culto jacobino janotista como ele ter que se ocupar de analisar os processos que correm contra seu irmão governador. Sim, Flávio Dino está na delação da Odebrecht. Fica aqui uma provocação interessante: será que Nicolao permitiria vazamentos contra o irmão? Será que uma vez investido no cargo iria instruir um empresário a gravar o irmão em troca de perdão total de seus crimes?



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