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Fundo partidário de R$ 8 Bilhões é proposta pornográfica


Notícia perturbadora de O Globo
BRASÍLIA - Presidentes de sete partidos — PMDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD — com o apoio do PTB que não esteve na reunião no gabinete do presidente interino do PSDB, Tasso Jeiressatti (CE), fecharam um pacto para aprovar, em regime de esforço concentrado, uma mini reforma política que prevê a criação do fundo de financiamento da campanha de 2018 e a PEC que institui cláusulas de barreira e fim das coligações proporcionais. Com uma estimativa inicial de R$ 3,5 bilhões, o fundo terá como parâmetro 50% dos gastos globais da eleição de 2014 para presidente da República, governador, senador e deputados.
A construção da proposta que deverá ser votada em urgência ainda no primeiro semestre no Senado, ficou a cargo do líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) e deverá ser apresentada já na próxima semana. O fundo, que será constituído só em anos eleitorais, deverá ser composto por uma parte do Orçamento Geral da União e também de emendas parlamentares. Além do fundo de campanha eleitoral para substituir o fim do financiamento privado, os partidos continuarão recebendo as fatias do Fundo Partidário, que é mensal.


É evidente que o ato é infame, quase pornográfico. Como pode um país quebrado arcar com um fundo partidário de 3 Bilhões? Vamos lembrar: esta palhaçada veio após os partidos de extrema-esquerda, aqueles cuja agenda foi beneficiada por treze anos de assalto aos cofres públicos, insistirem na tese de que a corrupção  é sistêmica e que por isso os fundos devem ser providos pelo Estado. Quem caiu no conto da corrupção igualitária também colaborou para isso. 

O caso é que isso não é sequer tolerável, e nem de longe é a saída. Só mesmo tipos andrajosos como o untuoso Luiz Roberto Barroso, a Rede de ex-petistas de Marina Silva, Alessandro Molón e Randolfe Rodrigues querem forçar esta obscenidade. Os fisiológicos arrematam com a estocada final, o fundo do fim do mundo. 

Há alternativa para o impasse que não o fundo público e a manutenção de um cenário onde a corrupção é generalizada?

Óbvio que sim. Em uma democracia, partidos não são financiados pelo Estado. Isto é uma excrescência de republiquetas e regimes autoritários, onde estas mesmas organizações servem como mera fachada para o poder central. O que é desejável é que a sociedade financie os partidos políticos. Que os partidos se voltem para suas bases (isso para os que as possuem) e consigam ali seu financiamento, junto da militância. Terão que mostrar serviço assim como os sindicatos terão que trabalhar para mostrar aos trabalhadores que são dignos da contribuição quando esta deixar de ser compulsória. A saída é simples. E passa também pela maturidade e descriminalização da política. Afinal de contas, em qualquer democracia há empresas e cidadãos fazendo doações espontâneas para partidos. Sim, as pessoas e empresas doam por interesse. Ou não seria do interesse de um conservador brasileiro eleger um vereador que trabalhasse contra a ideologia de gênero? Ou ainda que um empreendedor de verdade (não estes gigantes com selo do BNDES) vivesse em um ambiente de maior liberdade econômica? 

Adam Smith já havia dito isso em outros termos. “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.” Interesses legítimos em um ambiente de transparência, isto sim é democracia. O que é bem diferente da republiqueta sindicalista onde empresários amigos do rei compravam emendas parlamentares. Neste cenário ideal, corruptos seriam punidos com rigor. Seus corruptores também, ao contrário do que acontece com o país que deixa em liberdade quem roubou R$ 8 Bilhões dos cofres públicos. Que a Justiça faça sua parte, que a política siga seu curso e que a sociedade amadureça. Financiar agremiações políticas para evitar a corrupção é tão legítimo quanto o marido que flagra a mulher em adultério e responsabiliza o sofá. Em um ambiente de financiamento público de campanhas, políticos continuarão se prostituindo enquanto sangram os brasileiros ainda mais. Isso sem contar a imoralidade que é destinar RS 3 Bilhões dos cofres públicos em um país onde parte da população ainda não foi contemplada com saneamento básico. O mesmo Adam Smith pontuou: “É injusto que toda a sociedade contribua para custear uma despesa cujo benefício vai a apenas uma parte dessa sociedade.”




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