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Com a condenação de Palocci, as diferenças entre Moro e a dupla Fachin/Janot ficam cada vez mais claras



Hoje o juiz Sérgio Moro condenou o ex-ministro Antônio Palocci a doze anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. O juiz também deixou claro a Palocci que não aceita os joguinhos do criminoso, que o tempo todo tentou barganhar com a força-tarefa de Curitiba sobre sua proposta de delação - principalmente após a negociação que concedeu perdão aos irmãos criminosos Wesley & Joesley Batista. Moro também sinalizou a Palocci que não é tão bobo quanto pensava o petista: apesar do nebuloso PGR Rodrigo Janot e do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal Edson Fachin aceitarem uma delação onde Joesley sugere que o chefe da organização criminosa que agia no BNDES durante o regime petista era comandada por Temer, Moro fez questão de citar Lula por mais de sessenta vezes na peça de condenação. Porque só compra a tese do Temer chefe de quadrilha quem é vendido ou quem é incompetente.  

Moro não parou por aí. Ainda tirou tempo para criticar a conduta de Fachin. É que o ministro Friboi anda fatiando os processos que envolvem Lula e distribuindo para outras cortes. Como temos dito aqui por semanas, o ex-advogado do MST tem plantado na mídia a notícia de que "forças ocultas queriam lhe tirar da relatoria da delação JBS para frear a Lava Jato abrindo jurisprudência para a revisão de várias delações premiadas da operação". Uma mentira evidente, já que o caso JBS não tem qualquer relação com a Petrobras, e sim com o BNDES. Fachin bate sua carteira enquanto grita pega ladrão. Por essas e outras Moro afirmou: 

"Diante de um conjunto de crimes praticados no mesmo contexto e que contam com um acervo probatório comum, a forma errada de lidar com eles é separar todos os processos e provas e pulverizar perante o território nacional, de forma que cada Juízo fique com um pequeno pedaço e que seja de difícil compreensão sem a visão do todo"
Segundo o UOL, o juiz ainda afirmou que a melhor forma de tratar dos casos é mantê-los em Curitiba junto com outros crimes ligados a Operação Lava Jato. Não é curioso que Fachin queira concentrar em suas mãos as delações da JBS (que nada têm a ver com a Petrobras), enquanto tira de Moro crimes ligados ao Petrolão e os espalha Brasil afora?

Para o juiz de Curitiba, "a forma correta, no que se refere aos crimes praticados no âmbito do esquema criminoso envolvendo contratos da Petrobras é concentrá-los no Juízo prevento [a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná], o presente, portanto"

Sim, é exatamente o que Fachin quer. Enquanto Janot diz que a culpa é de Temer e não mais da Marisa, Fachin retalha o processo para dificultar que se faça justiça. Enquanto isso usa seus tentáculos na mídia vendida e em seus pares amestrados para dizer que quem o critica é inimigo da Operação Lava Jato. Do outro lado o intimidador Janot garante a lealdade de seus rapazes usando o relho da PGR contra procuradores dissidentes. Felizmente Moro parece estar longe deste jogo, mostrando ao Brasil que a única ameaça eficaz contra a Lava Jato vem dos que a querem utilizar como cavalo de Tróia para agendas inconfessáveis. 





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