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Além da cruzada pela imposição da ideologia de gênero, agora o nebuloso Janot prepara golpe contra a Lei da Terceirização




Notícia do Valor:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou nessa segunda-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei que libera a terceirização para atividade fim das empresas. A lei foi aprovada em 22 março deste ano pelo Congresso Nacional e sancionada em 31 daquele mês pelo presidente Michel Temer (PMDB).
A Procuradoria-Geral da República confirmou ao Valor a informação, dada pelo procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, durante audiência pública da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Fleury argumentava que algumas das mudanças propostas pela reforma trabalhista são inconstitucionais, a exemplo do que, acredita ele, ocorre com a lei da terceirização.
“Trago uma informação importante […]: ontem, o Procurador-Geral da República ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.735 contra a Lei nº 13.429 [sobre a terceirização]”, disse ele.
“Se aquela lei é inconstitucional, imaginem agora onde a inconstitucionalidade atinge, inclusive, o serviço público, uma vez que permite a terceirização ilimitada no serviço público, como uma forma de burla ao concurso público e de burla ao impedimento do nepotismo.”
O texto da lei da terceirização havia sido elaborado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e encaminhado à Câmara em 1998. Foi aprovado pelo Senado em 2002. À época da sanção de Temer, tramitava no Senado um outro projeto para regulamentar as terceirizações. A sanção de um projeto de 15 anos atrás foi visto por opositores como uma maneira de apressar a aprovação da lei.

Este é Rodrigo Janot, o nebuloso Procurador-Geral da República empossado por Dilma Vana Rousseff, a Iolanda. Fica cada vez mais claro qual é o papel de Janot nos eventos recentes: o sujeito quer assumir o poder da República de forma ilegítima, sem o voto dos brasileiros. Em primeiro lugar Janot fez conchavo com o chamado “Grupo dos Tuiuius”, facção do Ministério Público Federal alinhada com a extrema-esquerda. Após o grupo se ligar a Lula e ao petismo, conseguiram aplicar o golpe da lista tríplice: trata-se de uma escolha feita pelas esferas sindicais que confere suposto ar de “democracia” na indicação do Procurador-Geral da República. Ocorre que este grupo também é influenciado pela extrema-esquerda. Trata-se do golpe perfeito, já que livra um presidente ou “presidenta” de conferir caráter pessoal a escolha. Fica sempre a impressão de que venceu o consenso dos pares. 

Foi assim que Janot chegou lá. Retribuiu se calando sobre Dilma, fazendo declarações vazias enquanto agia como seu jagunço. Cortou a cabeça de vários adversários do petismo na tentativa de que o caso servisse de exemplo aos outros. Chegou a ser flagrado em encontro secreto com o ministro José Eduardo Cardozo. Tentou melar o impeachment. Alvo do escracho popular, se uniu a Ricardo Lewandowski para censurar o movimento Nas Ruas por conta de bonecos que satirizavam a dupla golpista (O Petralhowski e o Enganô). Recolheu-se as sombras para tramar um novo golpe, desta vez com o cuidado prévio e calculado de instrumentalizar a Operação Lava Jato. Roubou de Curitiba o protagonismo e passou a tramar em Brasília. O piloto foi a delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. O golpe de verdade veio com a delação da JBS, também em conluio com Edson Fachin (o ministro Friboi que também é MST).

Pelo que luta Janot? Contra corruptos como Temer? Não. Ele luta para a possibilidade de ser o chefe espiritual da Nação, o líder não eleito e que por isso mesmo se encontra acima do bem e do mal. No momento ele está crente de que nada o pode parar, já que mantém uma pata na garganta do MPF, um coturno na garganta do Congresso e uma arma apontada para o Brasil. Quem o poderá parar? O sujeito anda tão confiante que resolveu lutar em várias frentes de uma vez: em uma delas declarou guerra contra os municípios que adotaram leis contra a ideologia de gênero nas escolas. O PGR que tem na nefasta procuradora Déborah Duprat uma de suas maiores aliadas quer rasgar a independência dos poderes e a autonomia das Câmaras Municipais em nome de suas idéias. Do outro lado quer garantir o aumento salarial dos procuradores em cerca de R$ 4 mil, motivo pela qual tenta rever a PEC do Teto aprovada na Câmara. Também quer acabar com a Lei da Terceirização. Tudo isso enquanto tenta nos convencer que o presidente Michel Temer é o verdadeiro chefe da organização criminosa que atuava na Petrobras e no BNDES. Talvez o problema seja justamente este: ele não aprendeu que não se vence uma guerra lutando em tantas frentes distintas.



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