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Acordo tramado por Janot e Fachin com os criminosos da JBS pode livrar Dilma e Lula de qualquer acusação. Não foi por falta de aviso



Sabe a negociação de delação dos proprietários da JBS com a Operação Lava Jato de Brasília, aquela que é conduzida pelo próprio Procurador Geral da República Rodrigo Janot? O Antagonista traz uma informação muito importante sobre o caso. 

A mesma delação da JBS que compromete com provas robustas Michel Temer e Aécio Neves pode acabar livrando Lula e Dilma.
Isso por que até agora os delatores não entregaram provas de que os US$ 150 milhões pagos em contas abertas por Joesley Batista na Suíça tiveram saques ou transferências que possam envolver diretamente operadores do PT.
Joesley alega que debitou "virtualmente" o crédito dessas contas com as doações (via caixa 1 e 2) para as campanhas petistas. Mas ainda não há um vínculo direto, o que tornará a acusação juridicamente frágil.
No caso da Odebrecht, além das planilhas, foi possível rastrear depósitos na conta Shellbill de João Santana, o marqueteiro de Dilma.
Resta saber se essa fragilidade na acusação de Joesley contra Lula e Dilma será compensada pela investigação ou se foi proposital, para permitir sua absolvição posterior.
Que coisa, não? Quem iria imaginar? Apenas os que não agem com o fígado, os que não se esquecem do passado e os que não se guiam pela histeria do momento. 

Textos deste blog foram acusados de repetir a narrativa de Gilmar Mendes e Aécio Neves, inimigos declarados da Operação Lava Jato. No entanto as afirmações feitas aqui tinham um sentido contrário: foi feito aqui o alerta de que a forma com que a Operação Patmos foi conduzida beneficiava diretamente o Partido dos Trabalhadores. E que o festival de ilegalidades cometidas pela PGR davam mais munição para os adversários da Operação, incluindo Gilmar Mendes. 

O próprio Antagonista se deixou levar por esta onda, adotando como verdade tudo o que Janot dizia, validando todas as investidas do seletivo justiceiro. Desde o princípio ficou claro que a dupla Janot e Fachin agiam nas trevas para abater Michel Temer e Aécio. Sim, os ambos são criminosos. Mas qual era a intenção de Janot e Fachin de tratarem a dupla ligada a PMDB e PSDB de maneira muito mais dura e distinta do que foi feito com Lula e Dilma Rousseff? Simples. Enquanto as atenções se voltavam para os dois, os maiores criminosos saiam pelos fundos. Dilma e Lula, que receberam cento e cinquenta milhões de doláres poderão sair ilesos por conta do acordo mal feito de Janot. O Antagonista defendeu este acordo com unhas e dentes, afirmando que era necessário. Também foi dito ali que eram os agentes de Temer que estavam querendo desacreditar Janot e Fachin, o advogado do MST que admitiu ao Globo ter contado com a ajuda do grupo JBS para chegar ao Supremo Tribunal Federal. 

Verdade seja dita, esta trama macabra não tentou nivelar todos por baixo para salvar os petistas. Fez pior, já que tentou jogar todo o foco de operações e exposição midiática a dupla Temer/Aécio. Contra eles foi utilizado desde um áudio suspeito até o vazamento de conversas telefônicas que nada tinham a ver com a delação, como foi o caso da trivial conversa entre Reinaldo Azevedo e Andreia Neves. De forma criminosa, pinçaram um diálogo específico dentre os mais de dois mil capitados. Isso também não foi suficiente para convencer os direitistas apoiadores de Janot e Fachin de que a dupla agia de forma criminosa e política. Alguns até celebraram a saída de Reinaldo da Veja e da Jovem Pan, esquecendo que as inclinações partidárias do jornalista em nada o aproximam das práticas nefastas do petismo. Mesmo quando a jornalista Vera Magalhães deu a informação de que a força-tarefa de Curitiba estava contrariada com as medidas tomadas pela equipe de Brasília, muitos duvidaram. Imagine que Janot e Fachin fariam algo de errado ou questionável? Deu no que deu. 

Agora estamos diante desta encruzilhada. A armadilha Janot-Fachin conseguiu o que queria: desestabilizaram o governo, jogaram o país de novo na crise política e ressuscitaram o petismo. De quebra, retiraram o protagonismo da força-tarefa de Curitiba, esta sim justa e efetiva. Afinal de contas, a extrema-esquerda passou a dizer que se não fosse a equipe de Brasília, a Lava Jato jamais teria chegado em Temer e Aécio. Agora vemos que o nebuloso Janot denunciou Aécio Neves no STF, denúncia que deve ser acolhida por Fachin. Repete-se o roteiro de Eduardo Cunha, devidamente neutralizado por Janot. Para quem não está por dentro do assunto, saiba que o número de denúncias ou pedidos de investigação contra Dilma e Lula por conta das denúncias da JBS são iguais a zero. Como a justiça acha que as acusações contra os petistas são vazias, provavelmente não haverá denúncia. Lembre-se: foi o próprio Janot que conduziu tudo pessoalmente, com as bençãos de Fachin que homologou o vergonhoso perdão aos irmãos criminosos. 

Lembrem-se dos que queriam que a Direita fosse as ruas junto com a extrema-esquerda para pedir o Fora Temer. Lembrem-se dos que validaram todas as ações escabrosas tomadas por Janot e Fachin, muitas delas elaboradas na calada da noite. Lembrem-se de que ano passado Janot se encontrou secretamente com José Eduardo Cardozo, a época ministro da Justiça de Dilma. Lembrem-se ainda de que Janot está em campanha: ele deseja um terceiro mandato na PGR, mas tem três obstáculos em seu caminho. O primeiro é que ele não pode concorrer pela terceira vez, empecilho que pode ser facilmente solucionado com uma mudança regimental no MPF. O segundo é que Temer poderá não escolher o sujeito, algo que pode ser resolvido se Temer não estiver mais lá. O terceiro é não conseguir sequer concorrer. Para isto o plano B seria o procurador Nicolau Dino, irmão do governador comunista do Maranhão. Consta que Nicolau também é simpatizante do PCdoB de Flávio Dino, o homem que tentou melar o impeachment de Dilma oferecendo cachaça e cargos para o presidente interino da Câmara Waldir Maranhão. Ele é o homem de confiança de Janot para o substituir caso o terceiro mandato não possa ser disputado. 

Constatar que Brasília abriga várias facções distintas disputando o poder pode parecer confuso, mas não deve causar o espanto. Na guerra política não existem muitos mocinhos. Assim como acontece em Game of Thrones, o personagem mais honesto costuma ser um dos primeiros que perdem a cabeça. Os vilões sobrevivem e até guerreiam entre si. Os bons que continuam lutando são justamente os que se dão conta de que é a própria vida que está em jogo, que para enfrentar monstros não é necessário apenas as boas intenções e a nobreza de espírito. A estratégia e a participação ativa na guerra são necessárias, além do discernimento para compreender que um vilão não se torna um aliado fiel apenas por combater outro desprezível vilão. Voltando ao bom homem decapitado, é bom lembrar que isso só aconteceu porque ele se negou a reconhecer a natureza da guerra em detrimento de abstrações que só existem em sua cabeça. 


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