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A vez de Haddad


Por Renato Battista

Considerado o pior prefeito da história de São Paulo, o petista Fernando Haddad saiu das páginas de política com sua acachapante derrota nas urnas em 2016 e passou a figuras nas páginas policiais em 2017. Veja as denúncias que pesam sobre Haddad, que também foi ex-ministro da educação dos governos do PT:

Caixa 2 em 2012
Segundo a delatora Mônica Moura, a campanha do ex-prefeito recebeu 20 milhões de reais não declarados em 2012, além de outros 30 milhões que foram declarados. O pagamento teria sido intermediado por Vaccari e Antônio Palocci. Destes 20 milhões, 15 milhões teriam sido pagos pela Odebrecht (sendo 5 milhões de reais em dinheiro vivo, que foram entregues em hotéis e flats, e 10 milhões de reais em depósitos feitos em contas no exterior). Os outros 5 milhões de reais teriam sido pagos por Eike Batista, um ano depois da campanha.

“Eu não sei de nada”
Ainda segundo Mônica Moura, o ex-prefeito se fazia de João-sem-braço ao ser cobrado sobre as dívidas e dizia que deviam procurar Vaccari e Palocci. Segundo Mônica, Vaccari costumava dizer: “Falo com Haddad e ele diz que não tem nada a ver com isso. Agora que é prefeito, ele poderia conseguir uma empresa que pagasse isso pra vocês. Mas ele tira o corpo fora'".

Fugindo de Sérgio Moro
O pior prefeito da história de São Paulo, que não tem foro privilegiado, pediu ao STF para que o mesmo não fosse investigado por Sérgio Moro. Se o mesmo é inocente, deveria pedir celeridade ao processo para que sua absolvição saia o quanto antes. O fato dele tentar fugir de Sérgio Moro levanta muitas suspeitas.

Irregularidades na prefeitura
O MP já entrou com ação contra Haddad e seus ex-secretários por gastos irregulares de 129 milhões de reais na gestão Theatro Municipal. Em outro momento, a Justiça aceitou ação de improbidade administrativa contra Haddad por dinheiro de multas que não foi utilizado para fins previstos em lei.

Lava-Jato mira em Haddad
Foi uma ação derivada da Operação Lava-Jato e teve início em novembro de 2015 após determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) para desmembrar a colaboração premiada de executivos da empresa UTC.

Hoje, a Polícia Federal apurou o pagamento feito pela UTC, de dívidas da campanha de 2012 à prefeitura municipal, referentes a serviços gráficos no valor de quase 3 milhões de reais. Esse fato, fez com que a Polícia Federal intime o ex-prefeito Fernando Haddad a prestar esclarecimentos sobre um suposto esquema de propina montado a fim de levantar fundos para a campanha do ex-prefeito em 2012.

O fato é que Haddad, que aparecia como uma figura diferente do restante do partido, acaba de se mostrar mais do mesmo, uma vez que segundo delatores, se fazia de João-Sem-Braço e tem relações no mínimo duvidosas envolvendo as suas campanhas eleitorais.

Chegou a vez de Haddad.

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