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A saga hipócrita da UNE: os que pedem eleições diretas elegeram de forma indireta uma representante que não é estudante


As eleições da União Nacional dos Estudantes terminaram com a esmagadora vitória da baiana Marianna Dias para a presidência da entidade. Sai Carina Vitral, entra Marianna - mas continua tudo como dantes no quartel de Abrantes: a UNE permanece com feudo do Partido Comunista do Brasil. Em uma eleição onde concorreram apenas uma corrente dissidente (a chapa Vem que a UNE é Nossa, ligada a Juventude do PSDB), o que se viu foi muito proselitismo e nenhum debate a respeito das questões mais importantes para os estudantes brasileiros.


Do portal de extrema-esquerda Rede Brasil Atual vem a contagem dos votos: 
A chapa Frente Brasil Popular: A Unidade é a Bandeira da Esperança conquistou 79% dos votos, escolhida por 3.788 delegados

[...]O evento, segundo a UNE, reuniu mais de 15 mil estudantes de todo o país. Em segundo lugar, a chapa Fora Temer, Rumo à Greve Geral Contra as Reformas foi escolhida por 14,33%, seguida pelas chapas Vem Que a UNE é Nossa (3,09%)Fora Temer, Eleições Gerais Já, Mutirão na UNE (1,77%) e Reconquistar a UNE: Por Nenhum Direto a Menos, Fora Temer, Diretas Já! (1,75%).
Sim, estas eram as chapas concorrentes. Mas reparem no detalhe: os gênios da raça que usam qualquer evento da entidade para palanque político não escolhem seu representante por eleição direta, mas sim por eleição indireta por meio de delegados vindo das bases - o que torna quase impossível a presença de dissidentes. No meio desta espécie de soviete estudantil, praticamente qualquer uma das chapas manteria a UNE nas mãos da extrema-esquerda. Os falsários que falam em eleições diretas no Brasil não querem democracia, querem apenas rasgar a Constituição para salvar Lula das mãos de Sérgio Moro. 
A fraude não para por aí. Em primeiro momento, a UNE e Marianna afirmaram que a moça estuda Pedagogia na Universidade Federal da Bahia desde o ano de 2009. Sim, exatos dezesseis semestres para concluir um curso com apenas três anos de duração. O pior veio depois: a assessoria da universidade afirmou ao Antagonista que Marianna não estuda mais na instituição. Marianna passou no vestibular no segundo semestre de 2009 e desligou-se do curso no segundo semestre de 2015, sem ao menos concluir a graduação. Fica claro que a moça não apenas usou do expediente da eleição indireta como também não representa os estudantes pelo simples fato de não pertencer a classe universitária. É uma fraude assim como as eleições controladas por um partido único. 

Não deixa de ser irônico nesta história o fato de que a "presidenta" que pede eleições diretas e eleita por eleições indiretas é a mesma que pede a saída de um presidente que segundo suas palavras é ilegítimo, mas que apresenta mais legitimidade do que ela para ocupar seu cargo. Afinal de contas, Temer foi eleito na chapa mais corrupta da história pelo voto dos 54 milhões de brasileiros que elegeram Dilma (incluindo Marianna). Considerando que são defensores de ditadores carniceiros como Nicolás Maduro, Fidel Castro e Kim Jong Un (merecedor de uma carta de solidariedade por parte do PCdoB, partido de Marianna e Carina Vitral), até que a atitude foi coerente. 



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