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A fala cretina de Joaquim Barbosa o desqualifica não só para a presidência, como também para a vida pública


Já pré-candidato a presidência em 2018, Joaquim Barbosa Joaquim Barbosa perguntou de forma “completamente desinteressada e aleatória” se “o Brasil está preparado para ter um presidente negro”. Verdade seja dita, a pergunta é cretina pois já tivemos o mulato Nilo Peçanha lá nos idos de 1909. Barbosa talvez não reconheça a legitimidade do primeiro e único brasileiro afrodescendente a ocupar a presidência na história pois andou dizendo que “vices não devem assumir a presidência em caso de vacância pois isso é golpe” (e Nilo assumiu após a morte do cabeça de chapa Afonso Pena). 

Independente de qualquer coisa, o sujeito pensa mesmo que é mais esperto que todo mundo. Chega até a fazer conjecturas em que sugere que o Brasil é um país completamente racista que deveria ser “preparado” para eleger seu primeiro presidente negro (coincidência gritante: Barbosa é negro!). Também reescreve a história (que conveniente), fingindo que Nilo Peçanha não existiu. Assim como fez em parceria com Lula quando assumiu sua vaga no Supremo Tribunal Federal. Foi uma indicação apoteótica, como se antes dele a mesma corte não tivesse entre seus titulares Pedro Lessa (nomeado em 197) e Hermenegildo Barros (nomeado em 1919). Preferiu tomar para si um lugar que não lhe cabia na história, assim como o usurpador Jean Wyllys quando mente dizendo que foi o primeiro representante gay ignorando o conservador Clodovil Hernandéz.  

Joaquim se acha tão mais esperto que todos que até desconversa, afirmando que “provavelmente não será candidato”. Isso é exatamente o que um candidato diria. Ele também tenta esconder de maneira muito canastra que está mantendo conversas com Marina Silva, a mulher melancia que não é “nem de esquerda, nem de direita, muito pelo contrário”. Vimos  a mesma conversa com Emanuel Macron na França, que fundou seu movimento político água com açúcar para apagar o seu passado no governo socialista de François Hollande. Verdade seja dita, Marina pratica esta técnica há mais tempo que o camarada francês. 

Bom, o país já teve até um filho de cigano na presidência (Juscelino Kubitschek). Não teria problemas nenhum em eleger um negro. O problema do Brasil é eleger alguém que pretende usar a pele como plataforma. Isso é vergonhoso, asqueroso e golpista. É uma opera bufa de um sujeito que não passa de uma versão piorada do coroné Ciro Gomes camuflada no papel de jurista.  Se usar a cor da pele para se promover já é asqueroso, imagine o que dizer de alguém que ainda vem do lado bolivariano da força? Para quem ainda tinha alguma dúvida sobre Joaquim Barbosa, esse palavrório marginal já diz tudo sobre ele. Não serve para ser presidente. Nem para ter voz na vida pública.



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