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A cruzada do STF e da PGR pela imposição da ideologia de gênero nas escolas


Trecho de notícia de O Globo

BRASÍLIA — A controvérsia em torno da chamada "ideologia de gênero" ganhou um novo e importante capítulo nos tribunais. Uma decisão ainda inédita do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso obtida pelo GLOBO suspendeu lei de Paranaguá (PR) que proíbe informações sobre gênero e orientação sexual nas escolas mantidas pela prefeitura do município paranaense e até mesmo a utilização de tais termos.

A decisão em caráter liminar, que precisa passar pelo plenário do Supremo, representa uma vitória da Procuradoria-Geral da República (PGR) que, somente no último mês, protocolou sete ações na Corte, incluindo a de Paranaguá, contra leis municipais que vetam conteúdos relacionados à sexualidade e gênero nas escolas.

Este assunto foi tratado aqui dias atrás. Assim como já havíamos comentado uma declaração bizarra da procuradora Débora Duprat, aliada de Janot no MPF que diz que "crianças não pertencem aos pais e sim ao Estado". Pouco depois o próprio Janot iniciou uma guerra aberta contra leis municipais que proíbem a imposição da ideologia de gênero em escolas públicas. Para o procurador, "trata-se de um atentado a laicidade do Estado". Mentira. O caso é que Janot é uma alma totalitária que deseja justamente transformar crianças em meros fantoches do pensamento progressista. 

Não por acaso ele encontrou grandes aliados no Supremo Tribunal Federal, em especial no ministro Edison Fachin (ex-advogado do MST) e Luís Roberto Barroso, o mais golpista dos ministros do STF. Barroso defende uma monstruosidade antidemocrática chamada "direito das ruas", que nada mais é que a militância socialista exercida a partir dos tribunais. Para eles há uma vantagem clara: contra a toga não há argumentos. Rui Barbosa já havia avisado que não há ditadura pior do que a do judiciário. 

Daí nos vemos diante de um impasse: o que fazer diante destas coisas? Como reagir as investidas destes monstros morais se eles são praticamente semideuses intocáveis? Ocorre que parte disso decorre da própria reação equivocada que as pessoas de bem manifestam em momentos impróprios. Quando o STF decidiu por meio de uma bizarra canetada destituir Eduardo Cunha de seu mandato para atender um pedido da Rede de petistas de Marina Silva, as ditas pessoas de bem não protestaram contra uma usurpação de competência. Assim como não houve grande indignação em tantos outros episódios anteriores. Depois o mesmo cidadão reclama da descriminalização do aborto de anencéfalos (que já descamba para uma descriminalização total por meio do pestilento Barroso) ou da eventual descriminalização do uso de drogas como a maconha.

Pior: as pessoas compram com muita facilidade o discurso da honestidade e do combate a corrupção. Recentemente o ministro Gilmar Mendes andou protagonizando cenas lamentáveis para defender alguns amigos tucanos. Mas o fato é que os bons cidadãos foram tomados pela ira do justiceiro, e resolveram abraçar qualquer um que antagonizasse com Gilmar. Foi justamente o expediente utilizado por golpistas como Herman Benjamin, Rodrigo Janot, Randolfe Rodrigues, Alessandro Molón, Luiz Fux, Marco Aurélio Melo e  próprio Barroso para se promoverem como paladinos da justiça. 

Ora, vamos recapitular: nomeado por Dilma Rousseff para o TSE, Herman Benjamin fez um belo voto pela cassação da chapa Dilma/Temer. Mas foi um voto hipócrita, já que ele descartou todas as denúncias de crime eleitoral apresentadas contra esta mesma chapa durante as eleições de 2014. Luiz Fux e Marco Aurélio viraram vestais por se baterem contra Gilmar Mendes, mas ambos tiveram suas filhas nomeadas desembargadoras por Dilma. Ambos tentaram melar o impeachment em diversas ocasiões. Randolfe Rodrigues foi do PT e PSOL, Molón foi petista até ontem. Ambos foram para a Rede e votaram contra o impeachment, sendo que Randolfe foi um dos autores do golpe que manteve os direitos de Dilma Rousseff após a cassação do mandato. Tudo foi esquecido quando ele começou a falar contra a corrupção. Viraram homens santos. É bom lembrar que o partido golpista conhecido como Rede possui apenas quatro deputados federais e um senador. Inimigos declarados da democracia, costumam usar o STF para recorrer de qualquer decisão contrária a agenda nebulosa que o partido defende. O povo aplaude achando que se trata de "luta pela moralidade". Não se enganem, é só o velho socialismo com outra roupa. 

Agora temos Janot querendo impor a ideologia de gênero. Se a sociedade abrir o olho, perceberá que se trata de um golpe contra a separação dos poderes e a independência dos municípios. Perceberá que o procurador de aparência suína não passa de um fascista, tão fascista quanto o doutor empolado que faz odes ao consumo da maconha dentro da Suprema corte do país. Perceberão que o recente baguncismo protagonizado por Janot nos últimos dias não passa de uma pantomima golpista em conluio com Fachin para limpar a barra do PT (vide a entrevista cômica de Joesley Batista a revista Época). A Lava Jato é usada de escudo por gente tão inescrupulosa quanto os petistas. O caso aqui é que devemos lembrar uma frase de Lula, que só foi desconsiderada por ter vindo daquela boca imunda. Um membro do judiciário concursado não deve satisfações a ninguém. Diferente do político, que deverá prestar contas de seu mandato ao eleitor. Um político que não é de extrema-esquerda é facilmente execrado quando flagrado em corrupção ou em defesa da ideologia de gênero ou doutrinação política de qualquer ordem nas escolas. Já um membro do judiciário concursado ou indicado a cargo vitalício como Barroso não prestam contas a ninguém, por isso se comportam como verdadeiros tiranos. E quem nos livrará deles se são logo abraçados como redentores a qualquer falso sinal de defesa da moralidade? Nossa única esperança neste caso é que Janot têm muitos focos de incêndio para apagar, o que talvez (talvez) nos livre de suas medidas totalitárias. 





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