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Temer, Lula, Aécio, Guido e Mantega delatados: é preciso ser firme diante do caos


As devastadoras revelações feitas pelos proprietários da JBS a Justiça representam uma das mais eletrizantes e destrutivas investidas já feitas contra um governo. Quem trouxe a notícia foram os jornalistas Lauro Jardim e Guilherme Amado, de O Globo. Ainda que no passado Lauro tenha sido responsável por algumas barrigadas no passado, dificilmente seria o caso da notícia contra Temer. Pode-se dizer que o governo respire por aparelhos. 

Há muito se diz que a JBS é uma caixa preta. Irrigada com dinheiro dos trabalhadores brasileiros via BNDES, a empresa eleita campeã nacional comprova a tese dos críticos entregando de bandeja cabeças coroadas de Brasília. Segundo o divulgado até agora, Temer e Aécio foram gravados. Lula aparece por meio de seu operador, Antônio Palocci. Guido Mantega aparece como operador da empresa na JBS, agindo em nome do Partido dos Trabalhadores.

O roteiro das próximas horas já é conhecido: a extrema-esquerda irá rugir tanto para reforçar a tese do golpe quanto para causar instabilidade e se beneficiar do caos. Por outro lado, o país deverá sofrer as consequências da orgia feita com a coisa pública no bolso. Talvez esta bomba desfaça o pouco de recuperação econômica que havíamos experimentado. 

Cabe calma: Boulos e sua turma já ocuparam as ruas. Os mesmos sociopatas que diziam que delação era um benefício utilizado pelos "fascistas de Curitiba" para perseguir o Partido dos Trabalhadores irão dizer que esta é válida. Quer dizer, apenas a parte que citam seus adversários de ocasião. 

Cabe cautela: alguns tirarão do baú o canto da sereia de que devemos pedir o "Fora, Temer" juntos nas ruas. Tentarão usar o sentimento cidadão de indignação e clamor por justiça tanto para reescrever a história absolvendo o PT por seus crimes quanto na narrativa de que se são todos iguais, Lula é o melhor. 

Cabe frieza: a extrema-esquerda não tem mais capacidade de mobilização popular. Irão querer nos induzir ao erro para fazer volume em suas manifestações. É provável que os movimentos voltem as ruas, mas para pedir justiça. Não para fazer coro com quem defende ditadura. 

Estes fatos podem não provocar a renúncia de Temer agora, mas certamente garantirão que o presidente seja cassado por ocasião do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral. Reforçando as evidências de recebimento de recursos ilícitos no pleito de 2014, tanto o presidente quanto Dilma poderão perder seus direitos políticos. É isso e uma possível cadeia. 

Aguardem o julgamento e indignação seletiva de quem reverencia bandidos de estimação na esperança de que eles instaurem o império da barbárie. Os que elegeram Lula, Dilma e Temer irão dizer mais uma vez que a presidenta era honesta. Farão barulho. É hora de rejeitar a pantomima: se Temer fosse mesmo um sujeito de reputação ilibada, não teria sido convidado para ser vice do governo mais corrupto da história. 

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